Outros Olhos

Jornalismo, Repórter OO


Conheça o Repórter OutrOs OlhOs, novo projeto do blog

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Qual a maneira certa de se fazer jornalismo online? Difícil a pergunta, né?

Pois é, também não acredito que exista uma. São várias as formas, e daqui para frente, experimentaremos algumas delas.

O Repórter OutrOs OlhOs é um filhote do OutrOs OlhOs. Ele é meu trabalho de conclusão de curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, feito me conjunto com Júlia Aronchi e Vinícius Saccomani, e trará uma vez por mês uma reportagem aqui para o blog.

A diferença? Cada reportagem terá um formato, dependendo do que ela pedir. Texto, foto, vídeo, áudio, twit, mapa…

Em comum, o fato de sua produção ser contada em tempo real, inclusive com as histórias dos bastidores, no blog Repórter OO, que trará ainda vários conteúdos interessantes para aprofundar a reportagem do mês.

A primeira reportagem já foi feita, como piloto, e você confere logo mais aqui e .

Jornalismo feito em tempo real (daqui pra frente), repórteres a um clique de distância, usando redes sociais e contando com a sua colaboração para ficar ainda mais legal. Vamos experimentar juntos?

Oscar 2010


Oscar 2010 – Cobertura Ao Vivo

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Chegou o dia mais esperado pelos cinéfilos: hoje acontece o Oscar. E um dos grandes: são 10 filmes competindo pelo prêmio principal pela primeira vez, temos a maior bilheteria de todos os tempos, a segunda animação indicada a melhor filme da história, uma grande chance de ter a primeira diretora mulher premiada, a possibilidade de ver também pela primeira vez uma atriz ganhar o Oscar e o Framboesa de Ouro no mesmo ano…

A busca pela audiência na televisão promete uma cerimônia mais dinâmica e divertida. Nem as canções indicadas vão se apresentar, em uma decisão que dividiu opiniões. O Red Carpet já está rolando e, já já, o OutrOs OlhOs inicia sua cobertura ao vivo cheia de convidados comentando a cerimônia.

Participam:

Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece
Chico Fireman, do Filmes do Chico
Diego Maia, do This Blog is a Movie
Eric Franco, do Cegos, Surdos e Loucos e colaborador do OutrOs OlhOs
Felipe Rezende, do Walking Contradiction
Vinícius Silva, do Sob a Minha Lente

Fique ligado :

Mundo Blog, Mundo Blog


Um blog para a vida

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Caro leitor,

Se você olhar a homepage desse blog, irá notar que, vergonhasamente, o post de comemoração dos 6 anos do OutrOs OlhOs encontra-se a poucas postanges abaixo dessa. Apenas quatro posts se passaram de lá até aqui, até hoje, dia em que o OO comemora 7 anos de existência.

Acredite se quiser: estou escrevendo por aqui há um terço de minha vida. Tamanho descaso nem de longe representa a importância que esse blog tem para mim: por aqui, como disse ano passado, estão os melhores e piores momentos que já passei – exceto pelos últimos dois anos, quando o blog me deu uma carreira, que, veja só, me roubou dele.

Esses dias fui procurar o número do meu ICQ no Google e caí no histórico do blog. Você já parou para pensar como seria ler sua adolescência? Pois bem, comecei o OO com 14 anos, falando basicamente sobre a minha vida (no melhor estilo Twitter) e dando opinião sobre notícias.

Ler tudo aquilo, os bons e maus momentos, as minhas percepções de mundo, o que eu amava e odiava, me assustou. Naturalmente, não sou mais aquela pessoa – e nem lembrava ter passado por tudo aquilo para chegar até aqui.

Mas cheguei, e o blog não me acompanhou com a mesma intensidade. Ele também mudou.

Dizem que todo projeto tem um fim. Foi assim com o Enloucrescendo, com o Chiqueiro Chique, com o Nova Corja e, agora, com o Poltrona. A Sam Shiraishi fez um post ontem sobre isso e constatou: “às vezes a gente muda e os projetos não mudam, descobrimos que eles estão concluídos e não precisam continuar a caminhada. Ou tomaram vida própria, uma vida que vai continuar ou que se encerra, como uma obra que, finalmente, fica pronta.”

Por diversas vezes pensei nisso: vale a pena tratar com tamanha falta de respeito um espaço que, bem, me deu algumas das melhores coisas da minha vida (mansões, mulheres, carros importados, amigos e uma carreira, por exemplo)?

As mudanças do Ian, da Marina e do Alê dizem respeito a um novo momento de vida, a uma fase concluída e até a voltar a ser blogueiro como antigamente, quando os blogs eram mais nossos – cabendo até contar sobre os superestimados dramas adolescentes. Lá no fundo, concordo com tudo isso. Então chegou o momento do fim do blog?

Para mim, não. Deixar o OutrOs OlhOs é simplesmente abandonar um terço da minha vida e perder uma batalha. Esse espaço é vivo e, como um bom amigo, continua sempre aqui, ao meu lado, mesmo que eu passe tanto tempo longe. Continuo querendo estar aqui mais tempo do que estou hoje em dia.

Às pessoas que me aturam por aqui – algumas há vários anos -, agradeço a paciência e peço desculpas pela ausência.

Ao blog, só tenho uma coisa a dizer: feliz aniversário, OutrOs OlhOs, e obrigado por tudo.

Cinema, Séries


Globo de Ouro – Ao Vivo!

por

Convidei alguns amigos blogueiros, que escrevem sobre séries e filmes, para participar de um Live Chat aqui no blog durante o Globo de Ouro. O TNT começa a transmitir às 23h, mas estaremos por aqui a partir das 22h30, com o red carpet, que já está rolando no E!. Foram dezenas de pessoas lendo, centenas de cliques no Twitter e uma cobertura de quatro horas com comentários de quem entende muito do assunto.

Esse é o retorno do OutrOs OlhOs, que no começo de fevereiro completará 7 anos de existência.

Comentando o Golden Globe estiveram:

Ale Rocha, do Poltrona.tv
Bruno Carvalho, do Ligado em Série
Diego Maia, do This Blog is a Movie
Eric Franco, do Cegos, Surdos e Loucos e colaborador do OutrOs OlhOs
Felipe Rezende, do Wlking Contradiction
Gustavo Miller, do Daqui pra Lá!
Rob Gordon, do Championship Vinyl
Vinícius Silva, do Sob a Minha Lente

A lista de vencedores você vê aqui. Abaixo, você confere como foi nossa cobertura ao vivo:

Obrigado a todos. No Oscar tem mais!

Atualizado às 2h15

Cinema, Colaboradores


Filme “Watchmen” chega ao DVD. Vale alugar?

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O filme “Watchmen”, adaptação das HQs escritas por Alan Moore e desenhadas por Dave Gibbons, finalmente chegou em DVD ao Brasil essa semana. A superprodução, que foi lançada nos cinemas brasileiros em março desse ano, não conseguiu alavancar grandes bilheterias (para seu porte, é claro) nos EUA e a venda do DVD, com uma versão extendida do filme, é uma das esperanças dos estúdios para conseguir lucros ainda mais expressivos com os super-heróis. Os fãs, claro, aguardavam ansiosamente para ter em mãos os discos com a história completa.

No Brasil, porém, só é possível, por enquanto, alugar o DVD simples do filme (sem muitos extras) ou comprar o Blue Ray duplo (aí sim com extras para deixar os fãs satisfeitos). A venda, em DVD duplo, está prevista para novembro.

Sinceramente, esse não é o tipo de filme que eu gosto, mas convidei dois amigos que viram “Watchmen” no cinema para darem seus pitacos sobre a produção. Um deles, o Eric, nunca tinha lido a obra de Moore. Já o outro, o Tiago, viciado em quadrinhos, já era fã das HQs. As opiniões, naturalmente, são diferentes e podem te ajudar a decidir se vale ou não ir até a locadora mais próxima ou comprar os discos azuis.

Quem só viu o filme…

Um grande filme. Para quem não conhece a HQ.

Curto e grosso: se você nunca leu Watchmen mas tem um leve conhecimento sobre esse mundo pitoresco de seres poderosos e com um péssimo gosto para roupas, alugar o filme vale 100%.

Todo mundo sabe que adaptar uma obra para outra mídia é trabalho hercúleo e ingrato, os fãs sempre irão reclamar se você colocar coisas de menos da obra original dizendo que você descaracterizou ou, então, farão o contrário, dizendo que o autor coloca coisas demais, deixando o filme longo e arrastado e que devia ter coisas de menos. Isso nunca vai mudar.

Talvez por isso, quem vive nessa espécie de limbo entre o desconhecimento e a familiaridade com as HQ’s seja o tipo de espectador que vai sair mais entusiasmado ao assistir a “Watchmen”.

As razões vão desde o roteiro que consegue ser fiel a obra original e ao mesmo tempo bastante dinâmico para explicar o desenrolar do trama em bem menos tempo do que na HQ, até a trilha sonora sensacional que conta com grandes nomes como Bob Dylan, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Leonard Cohen, escolhidos a dedo e que casam perfeitamente com as situações em que são retratadas. De certo modo, elas conseguem te transportar praquela década de 80 desesperançosa com os rumos caóticos que a Guerra Fria trazia.

Mas o que realmente salta aos olhos é o espetáculo visual que o diretor Zack Snyder proporciona com seu cuidado excessivo em reproduzir fielmente diversas cenas da graphic novel – o que por si só já é fantástico – mas que fica ainda mais bonito na tela do cinema. Como nem tudo são flores, a escolha de atores até certo ponto desconhecidos e relativamente inexperientes em filmes desse porte se mostra uma aposta arriscada, já que ao mesmo tempo em que se conseguem atuações contumazes como o Roscharch de Jackie Earle Haley, outros parecem claramente não incorporar o personagem, como Malin Aikerman pouco a vontade no papel de Silk Spectre, assim como o Ozzymandias de Matthew Goode.

Pode ser citada ainda mais uma ou outra perfumaria de Snyder, como o excesso de cenas em câmera lenta e lutas posadas demais pra quem já está acostumado com a porradaria de Hollywood, mas nada que chegue a estragar o fato de que ele faz um trabalho grandioso aqui.

Antes de tentar ser uma grande adaptação do quadrinho escrito por Alan Moore, creio que a intenção foi fazer um grande filme. E nesse sentido é possível dizer que os objetivos foram completados com louvor.

Eric Franco nunca leu Watchmen e espera não apanhar dos fãs xiitas que acham que o filme devia durar 8 horas pra contar a história inteira. Blogueiro do Cegos, Surdos e Loucos, desse texto em diante passa a escrever também por aqui.

Quem é fã da HQ…

Watchmen – O Filme: só beleza não basta

Para escrever sobre Watchmen – O Filme, após a primeira vez, comecei a pensar mais sobre seus erros e suas falhas. E seus acertos. Para um fã da história criada por Alan Moore e Dave Gibbons é difícil conceber que exista algo de novo para se dizer sobre a obra máxima dos comics – termo usado para identificar quadrinhos de super-heróis no clássico estilo norte-americano – e nesse sentido é incrível que Snyder consiga acrescentar boas novidades como a maravilhosa seqüência de abertura. O problema é que o prólogo dura apenas alguns segundos e o filme tem mais de duas horas.

Em todo esse tempo, Zack Snyder consegue obter um grande resultado estético. A fidelidade visual é algo de impressionante, fruto do bom gosto do diretor e de uma tecnologia cada vez mais apurada que vai transformando a boa e velha película em algo distante e antiquado. O problema é que só a estética não basta, seja no cinema ou nos quadrinhos.

E sem isso, Watchmen não passa mesmo de um filme pela metade. Uma primeira hora justa e bem feita por retratar de forma eficiente a obra original e uma segunda metade em que se afasta do que Moore escreveu. Ao contrário do que alguns temiam, é justamente a falta de mais do roteiro emblemático de Moore que vai tornando a história rasa e comum. A impressão que dá é que Snyder dirigiu a parte inicial e Michael Bay (Transformers) a seguinte. É o ideal Massa, Véio suprimindo o que consolidou os quadrinhos adultos e seu potencial cinematográfico.

Mesmo que fosse um filme totalmente original, isso não apagaria erros 100% cinematográficos. Malin Akerman pode ser uma atriz à altura do papel de Silk Spectre algum dia. Hoje, é muito verde com uma interpretação quase caricata. Já Matthew Goode faz um Ozymandias óbvio e afetado demais. Aliás, vale a pergunta (que contém SPOILERS): por que os dois últimos vilões de Snyder (Ozymandias e Xerxes, de 300) são retratados como gays se os personagens na obra em que foram baseados não eram? Ou parece uma mudança comum em uma transposição para outra mídia?

Existe o mito de se dizer que adaptações de quadrinhos caem mais no gosto de quem não leu o original (mesmo que existam fãs da HQ que gostaram do que viram). Será difícil para quem não conhecer a história em quadrinhos entender toda trama. Para quem leu, é mais difícil ainda entender o porquê das mudanças. Watchmen – O Filme não chega a ser um filme óbvio, mas passa longe de ser um filme totalmente compreensível. Se fosse você, ia ler os quadrinhos antes de alugar para entender do que estou falando.

Tiago Cordeiro é jornalista e escreve para os blogs Melhores do Mundo, Quinze Minutos e Rubens Diz.

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E aí, vai alugar ou não?

Geral, Música, Oscar 2009


Letra, tradução e clipe de “Jai Ho”, de “Quem Quer Ser um Milionário?”

por

Todas as previsões se confirmaram e o grande vencedor do Oscar 2009 foi o filme “Quem Quer Ser um Milionário?” (“Slumdog Millionaire”), produção inglesa sobre a história verídica de um menino indiano que participa de uma versão do “Show do Milhão” e começa a acertar todas as respostas, apesar de ser analfabeto. Ele está próximo de levar o grande prêmio e deixa todos desconfiados de que trapaceou no jogo – o que o leva à prisão, onde é torturado. Lá, ele conta sua incrível história de vida e de amor.

O filme, que levou oito estatuetas na premiação, marca a aproximação de Hollywood com Bollywood – a indústria cinematográfica indiana – e, como na maioria das produções de lá, conta com um número musical. A música que embala a coreografia dos protagonistas é “Jai Ho”, expressão equivalente a “Vitória!”, que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original.

A música, que é cantada em hindi com trechos em espanhol, ganhou uma versão em inglês cantada pelas Pussycat Dolls. Nem precisava: a canção é tão pop que pegaria no mundo todo. Há tempos espero a música estourar e, desde a primeira vez que ouvi, aguardo para dançar uma versão remixada na balada.

Pois bem, o filme liderou a bilheteria brasileira pela segunda semana e a canção deve virar hit logo logo. Tocou até no Faustão no último domingo!

Abaixo, você vê o clipe do filme, a letra original de A. R. Rahman e uma tentativa de tradução (baseada em traduções do hindi para o inglês) que meu amigo Maurício fez especialmente para o blog.

“Jai Ho”
De A. R. Rahman

Jai Ho!

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Ratti ratti sachchi maine jaan gawayi hai
Nach Nach koylon pe raat bitaayi hai
Ankhiyon ki neend maine phoonkon se udaa di
Gin gin taarey maine ungli jalayi hai

Eh Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Baila! Baila!
Ahora conmigo, tu baila para hoy
Por nuestro dia de movidas,
los problemas los que sean
Salud!
Baila! Baila!

Jai Ho!

Chakh le, haan chakh le, yeh raat shehed hai
Chakh le, haan rakh le,
Dil hai, dil aakhri hadd hai
Kaala kaala kaajal tera
Koi kaala jaadu hai na?

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Kab se haan kab se jo lab pe ruki hai
Keh de, keh de, haan keh de
Ab aankh jhuki hai
Aisi aisi roshan aankhein
Roshan dono heerey hain kya?

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Vitória!
Tradução livre: Maurício Guimarães (http://www.outrosolhos.com.br)

Viva! Viva!
Venha, venha minha vida, para debaixo desta tenda
Venha para baixo deste céu de brilhantes

Viva! Viva!
Venha, venha minha vida, para debaixo desta tenda
Venha para baixo deste céu de brilhantes

Viva! Viva!

Pouco a pouco, deixei minha vida passar
Passei noites dançando na brasa
Eu assoprei o sono que estava em meus olhos
Eu contei estrelas até meus dedos queimarem

Venha, venha para minha vida, abaixo do teto
Venha abaixo do céu azul e decorado

Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!
Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!

Dance, dance
Agora comigo, você dança agora
Por nosso dia de movimento
E que venham os problemas
Viva!
Dance, dance

Viva, viva, viva, viva
Viva, viva, viva, viva

Desde quando isto está em seus lábios?
Diga, agora diga. Diga.
Está em seus olhos fechados?
Diga.

Seus olhos estão talhados com luz
Eles me disseram tudo isso

Venha, venha para minha vida, abaixo do teto
Venha abaixo do céu azul e decorado

Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!
Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!

Música, Oscar 2009


Letra, tradução e clipe de “Down to Earth”, de “Wall-E”

por

Em “Wall-E”, um robô deixado na Terra e se apaixona por uma robô recém-chegada. Essa canção, uma declaração de amor ao planeta, aparece já nos créditos do filme, mas ainda assim conquistou uma indicação ao Oscar de Melhor Canção e, melhor ainda, levou o Grammy 2008 de canção cinematográfica.

Não gosto tanto assim dessa música (prefiro as de “Quem quer ser um Milionário”, “O…Saya” e “Jai Ho” – com uma leve predileção pela segunda), mas há grandes chances da estatueta dourada ir para ela.

Confira a seguir a letra, o clipe e uma tradução que fiz da música.

“Down to Earth”
De Peter Gabriel e Thomas Newman

Did you think that your feet had been bound
By what gravity brings to the ground?
Did you feel you were tricked
By the future you picked?
Well, come on down

All those rules don’t apply
When you’re high in the sky
So, come on down
Come on down

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

Did you think you’d escaped from routine
By changing the script and the scene?
Despite all you made of it
You’re always afraid
Of the change

You’ve got a lot on your chest
Well, you can come as my guest
So come on down
Come on down

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

Like the fish in the ocean
We felt at home in the sea
We learned to live off the good land
Learned to climb up a tree
Then we got up on two legs
But we wanted to fly
When we messed up our homeland
We set sail for the sky

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re coming down
Coming down to Earth
Like babies at birth
Coming down to Earth
We’re gonna find new priorities
These are extraordinary qualities

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re gonna find new priorities
These are extraordinary qualities

Descendo para a Terra
Tradução livre: Gustavo Jreige (http://www.outrosolhos.com.br)

Você acha que seu pé foi balançado
Pelo que a gravidade traz ao chão?
Você se sentiu enganado
Pelo futuro que você escolheu?
Bem, venha para baixo

Nenhuma dessas regras se aplica
Quando você está no céu
Então, venha para baixo
Venha para baixo

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Você achou que escaparia da rotina
Mundando o roteiro e a cena?

Apesar de tudo que você fez a respeito
Você está sempre com medo
Da mudança

Você tem muito em seu baú
Bem, você pode vir como meu convidado
Então venha para baixo
Venha para baixo

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Como os peixes no oceano
Nos sentimos em casa no mar
Nós aprendemos a viver bem sem a terra
Aprendemos a escalar uma árvore
Então levantamos nas duas pernas
Mas nós queremos voar
Quando nós perdemos nossa terra natal
Nós navegamos ao céu

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Nós estamos indo para baixo
Descendo para a Terra
Como bebês no nascimento
Descendo para a Terra

Nós buscaremos novas prioridades
Essas são extraordinárias qualidades

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo
Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores

E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa
Nós buscaremos novas prioridades
Essas são extraordinárias qualidades

Mundo Blog, Pensamentos


Eu e os seis anos dos OutrOs OlhOs

por

No filme “Marley e eu”, o protagonista John (vivido por Owen Wilson) é um jornalista que relata em sua coluna diária acontecimentos cotidianos, como as dificuldades do começo da vida de casado e a relação com o “pior cachorro do mundo”, o filhote Marley. Anos depois, o filho de John pega os recortes dessas colunas de jornal e lê, conhecendo assim o começo de sua família, as estripulias de seu agora idoso cachorro, as dificuldades que o pai enfrentava. O pai, claro, se emociona ao ver o filho ter contato com seu trabalho e, principalmente, com seu passado.

Não por acaso, essa foi a cena que mais me emocionou no filme. Como jornalista, tenho paixão por contar histórias para perpetuá-las. A perspectiva de ter sua história registrada junto aos acontecimentos relatados e que ela seja lida no futuro pelos filhos é algo que considero de uma beleza única.

E o que é um blog senão o registro de nossas vidas?

Quando você cria um blog, você nunca sabe aonde ele te levará. Como toda cria, ele amadurece. Vai se transformando com o tempo, ganhando novos contornos, novos endereços, novos amigos e visitantes. Mas você sempre está nele.

Nesses 6 anos que o OutrOs OlhOs me acompanha, vivi a maioria dos melhores e piores momentos da minha vida. Por aqui, compartilhei angústias, alegrias, novidades, opiniões, desabafos, ausências.

E tive você aqui, acompanhando, dando força, me ajudando a crescer.

Nos últimos tempos, encontrei com diversos leitores antigos daqui do blog, o que me fez ter essa dimensão de como registramos nossas vidas. Vários deles falando “nossa, e pensar que eu acompanhava seus sonhos para entrar na faculdade e ser jornalista…” .

Tem coisa melhor do que você ser acompanhado ao decorrer dos anos por pessoas que torcem por você? Que realmente acompanham essa novela real que é blogar e passam a fazer parte dela?

A você, antigo leitor, meu muito obrigado, por todo o carinho, por toda a paciência, por ter virado amigo. A você, que não está por aqui há muito tempo, também agradeço e convido a acompanhar o que tenho vivido e o que meus OutrOs OlhOs têm visto.

Esse ano, a relação com o blog ficará ainda mais estreita, já que meu TCC da faculdade de jornalismo se desenvolverá nesse espaço. Mais do que nunca, nos vemos aqui, para darmos, juntos, novos passos. Combinado?

Feliz aniversário, OutrOs OlhOs, e obrigado por tudo.

Pensamentos


O que 2008 me ensinou e o que eu quero de 2009

por

2008 se foi há algumas horas, deixando, como todo bom ano faz, um belo legado para seu substituto. Foi, sem dúvidas, o melhor ano da minha vida e também aquele em que mais aprendi sobre o mundo e sobre como me relaciono com ele e seus habitantes. Eis, a seguir, uma retrospectiva reflexiva das lições de mais um ano de vida – um post bem pessoal, mas com alguma mensagem, espero eu.

Foi assim: no primeiro dia, escrevi como seria 2008 e, no segundo, vi que não seria nada daquilo. Falei que ia blogar mais e escrever muito para cá, mas jamais bloguei tão pouco. Prometi a mim mesmo me dedicar menos à faculdade, o que até fiz, mas muito mais por falta de tempo do que por vontade própria – como deveria ser. Curti muito a vida, aprendi a ter amigos, a ter colegas de trabalho, a ter uma rotina, a ter momentos certos para as coisas. E, bom, queria trabalhar muito – e nesse quesito, me superei. Oh yeah!

Imagina a cena: você quer ser jornalista e, para tal, participa de um processo seletivo para ser estagiário de um grande jornal. Acaba virando repórter freelancer dele e, logo em sua primeira incursão naquelas páginas, assina a capa do caderno – algo que aparentava ser bem complicado de se conseguir. O trabalho rende e gera proposta de novas matérias. Há o convite para ser contratado. Qual a resposta?

Em todos os meus sonhos e planos, um óbvio e gigantesco SIM. Na realidade, recusei. Na mesma semana que me convidaram para trabalhar lá, estava lançando a Blog Content, minha própria empresa, em um universo que não era exatamente jornalístico. Uma aposta que ia contra até o meu projeto de vida e que me fez tremer na hora de dar o derradeiro “não, obrigado”. E foi isso que 2008 me ensinou: não sabemos porcaria nenhuma de nossas vidas, nem mesmo o que é bom ou ruim. O que é ótimo.

Digo isso porque, se eu tivesse sido contratado como estagiário desse jornal (ou em qualquer outro trabalho), dificilmente teria sido convidado para a BlogContent e, assim, não seria sócio da Polvora!, a empresa que me fez repensar o que eu queria da vida. Assim, perder o prazo daquela prova online do estágio que todos apontavam como “feito para mim” não parece ser tão ruim, né?

A imagem que eu tinha da minha carreira mudou – pudera, passei a trabalhar efetivamente com blogs, em uma atividade que contempla várias áreas da comunicação social, do jornalismo à publicidade, passando por RP. Experimentei o gosto de entrevistar e de ser entrevistado, uma experiência curiosa.

É peculiar para o jornalista ser fonte, e em 2008 me vi por diversas vezes nessa posição. Eu, que sempre gostei de perguntar, tive que responder – falando com marca de corte, já pensando no que teria mais valor-notícia e nas frases que você aproveitaria no final caso fosse o repórter.

Em janeiro, foi ao ar mais uma reportagem que gravei para o programa da faculdade na televisão, entrevistando pessoas que, mais tarde, viriam a ser minhas amigas, como a Flávia Durante e o Maestro Billy. Depois, só fui fonte: fizeram uma entrevista comigo no “Urbano”, do Multishow, sobre como nossas vidas se tornam públicas na web; me levaram para passar um dia sem tecnologia no “Olhar Digital”, da Rede TV!; contaram um pouco da minha vida (com fotos de infância!) até chegar aos dias de hoje no “SBT Realidade”, do SBT; e dei meus palpites sobre blogs e profissionalização no “Jornal da Globo”, da Globo. Também estive por aí em alguns sites e jornais – e não foi como repórter. Uma das mudanças curiosas que 2008 me reservou.

Nunca tinha trabalhado regularmente na vida – só havia feito frilas. Comecei a trabalhar e gostei da coisa, do espírito de equipe, do empenho incrível de todo mundo para fazer a empresa dar certo. Encontrei malucos que sonhavam exatamente com a mesma coisa que eu, ainda que não fosse exatamente ser um bom repórter. O bom dos sonhos é que, de tão livres, aparentam ter uma forma, quando na verdade não passam de essência. O que a gente busca sempre é um sentimento, não uma posição, situação ou objeto.

E procurando entender os sentimentos, descobri amigos de verdade, que amo como se fossem minha família. Aprendi a dividir esses sentimentos – algo que, acredite, eu nunca havia feito de verdade antes -, o que mudou um tanto meu modo de encarar a vida. Poucas vezes me senti sozinho, mesmo ainda não tendo encontrado a mulher certa – e esbarrado por aí com umas bem erradas, mas ainda assim incríveis. Vai saber o que é certo, né?!

Me esforcei bastante para conseguir ir ao show do Maroon 5, a banda que me acompanhou durante a adolescência (pois é!). No palco, descobri que nem gostava mais deles. Bom sinal.

As coisas mudaram, muito, de várias formas. Minha vida virou de ponta-cabeça e ficou de uma forma que eu não imaginava, mas que hoje amo como se não houvesse outro jeito de viver.

Amanhã amarei outras coisas, terei novos planos, sonharei com momentos ainda mais malucos. Afinal, viver é isso: mudar, descobrir. Intensamente, apaixonadamente.

Obrigado, 2008, por ter me ensinado essa lição, por mais complicada que tenha sido.

E nada de fazer um “Como será 2009″, com previsões imprecisas daquilo que eu vejo como futuro – por mais que sejamos míopes para tal. Fica o desejo profético: 2009 será o melhor ano de nossas vidas. De um jeito ou de outro.