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Feb28

Meninos de Hollywood: Oscar prefere clones?


A Folha de S.Paulo de hoje traz um ótimo artigo de Marcelo Coelho, intitulado Atores, clones e covers, sobre como a Academia vem premiando nos últimos atores apenas atores que representam papéis de pessoas reais.
Leia um trecho:

Em 2004, o Oscar foi para Jamie Foxx, que encarnou Ray Charles de modo impecável. No ano seguinte, Philip Seymour Hoffman ganhou por ter ficado igual a Truman Capote. Agora, a rainha Elizabeth e Idi Amin Dada, representados por Helen Mirren e Forest Whitaker, respectivamente, saíram de prêmio em punho da festa. (…)
A tendência das últimas cerimônias do Oscar tem sido consagrar atores que imitam com perfeição personagens históricos reais. Naturalmente, é preciso grande sensibilidade, sutileza e capacidade de observação para realizar imitações tão precisas dos modelos originais.
Mas será que com isso não prevalece um critério excessivamente mecânico e simplista para se avaliar a qualidade de um ator?

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É verdade, com o sucesso dessas personagens históricas, a mágica da criação na sétima arte vai se perdendo. Cada vez mais vemos representações, ao invés de atuações.
Não que isso seja totalmente ruim, não é, mas a realidade prende e engessa ao ponto de perder o sentido da ficção. O trabalho do ator de captar a essência de uma personagem saída de um texto e dar personalidade a ela ou ainda construir uma nova e rica visão sobre uma pessoa existente, não pode ser ignorado pela Academia, que cede o mais importante prêmio do cinema, levando centenas de milhares de espectadores às salas de todo o mundo.
Por mais impressionantes que realmente sejam as atuações dos protagonistas “Ray”, “Capote” e “A Rainha”, o Oscar corre um caminho perigoso se buscar somente recriações absolutamente fiéis à realidade, incentivando assim uma geração de clones na nossa tela.
De qualquer forma, se for para vermos personagens reais, que sejam com trabalhos tão bons como os de Foxx, Seymour e Mirren. E que a edição de vídeos de Bill Gates transformadas em um personagem de filme fiquem apenas nos pesadelos do Marcelo Coelho.

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Feb26

A diferença tecnológica da TV


É estranho acompanhar o noticiário sobre as telecomunicações brasileiras, de tão desproporcional que é. Enquanto discutimos a bobeira da classificação indicativa, que pasteurizaria nossa programação em faixas horárias e, mais uma vez, tira a responsabilidade da mão dos cidadãos, o governo ressuscitou o programa de censura horária, que obriga os aparelhos televisores a possuírem um recurso que filtra a classificação dos programas e os bloqueia de acordo com as preferências do usuário. Assim, sim. Isso funciona, a responsabilidade continua na mão do espectador, que simplesmente bloqueia o programa e impede assim que aquele televisor o sintonize no horário de exibição. Isso faz a audiência cair e pode ajudar a melhorar a qualidade da programação das emissoras, se for de interesse do público - o que eu duvido.

Isso, na TV paga, já existe há tempos. E funciona razoavelmente, precisa apenas de mais atenção das operadoras. Nada demais.
Agora, o que vem movimentando o setor é a entrada das empresas de telefonia no mercado. Se a escolha da TV digital não favoreceu as teles e as próprias TVs a cabo entraram com tudo no mercado de telefonia IP, agora são as telefônicas que contra-atacam. A Telefônica, aqui em SP, veio com sua Você TV e com a TVA, mas agora o buraco é mais embaixo: IPTV.

A tecnologia foca os consumidores sem TV paga e, além da programação televisiva digital, permite fazer telefonemas e usar internet banda larga. Dessa forma, competiria com as TVs a cabo que oferecem esse serviço, a diferença é que seria uma empresa telefônica que administraria, expandindo as chances inclusive de podermos baixar vídeos diretamente para o televisor. Que tal? Falta só regulamentação.

O mais interessante é que o dia em que pudermos - e a 1ª pessoa do plural vale para a população brasileira em geral, e não para o núcleo geek - visualizar conteúdos disponíveis na internet diretamente na televisão, tornando o conceito on demand realidade, toda a discussão sobre classificação indicativa cai por terra. O V-Chip pode sobreviver, com algumas modificações, mas… como iríamos classificar por faixa etária todos os vídeos da web? Caberia a quem determinar as regras para isso?

Pois é, no fim, é a opinião do pai e o cuidado que ele tem que determinarão o que os filhos devem ver na televisão. Sem faixa horária obrigatória, sem censura, com bom senso.

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Feb26

Boa noite


Eu volto amanhã, com mais postagens. Dia de voltar às aulas, segundo dia de volta ao blog.
Até lá!

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Feb26

Balanço Geral do 79º Oscar


Sem surpresas, a cerimônia de 2007 foi uma das mais longas de todos os tempos. Nada saiu do script: Hellen DeGeneres foi simpática e deu um tom leve e divertido ao prêmio, sem piadas que causassem constrangimento.
Constragimento causou a apresentação das estrelas de “Dreamgirls”, que mais gritaram do que cantaram e pareciam estar em um ensaio, apresentando um nível musical bem inferior ao que ouvimos no filme. Talvez o erro tenha sido misturar os atores/cantores entre as músicas, não deixando cada um cantar a sua própria, como acontece no musical. Ou isso, ou o problema foi ter sido ao vivo, sem edição e tratamento. Eu fico com o MP3.

As transmissões também não sairam do esperado, pelo menos no TNT, onde eu assisti. Na Globo, sinceramente, não tive saco para ver. Agora fico com o E! e as entrevistas coletivas.

No final, “Os Infiltrados” com 3 Oscars, o mesmo que “O Labirinto do Fauno”, seguido por “Pequena Miss Sunshine”, “Dreamgirls - Em Busca de um Sonho” e “Uma Verdade Inconveniente”.

Num resumo das principais premiações, o melhor da indústria cinematográfica em 2006: O ano foi de Martin Scorsese, Helen Mirren, Forest Whitaker, Jennifer Hudson, “Os Infiltrados”, “O Labirinto do Fauno”, “Pequena Miss Sunshine” e os filmes de baixo orçamento, a globalização e as línguas que não sejam o Inglês.

Dos meus favoritos, 6 acertos e 4 erros. Errei: Filme, Ator Coadjuvante, Edição e Canção . Acertei: Diretor, Ator, Atriz, Atriz Coadjuvante, Roteiro Original e Roteiro Adaptado.

Veja agora todos os premiados no Oscar ordenados por categoria e, embaixo, por filme.
» Continuar lendo

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Feb26

Filme: “Os Infiltrados”


Justiça seja feita, mereceu. Scorsese consagrado, por um filme de gângster muito bem feito. Refilmagem de “Hong Kong”, o filme conta com todos os elementos para ser considerado o melhor de 2006: excelentes atuações, história interessante, roteiro bem construído, ótima direção, sucesso de bilheteria.
Eu torcia por “Pequena Miss Sunshine”, por ser mais alternativo, ter baixo orçamento e ser uma comédia - gênero ignorado pela Academia. Mas, indiscutivelmente, ou era ele ou “Os Infiltrados”;

Dessa vez, nada de surpresas, os principais prêmios foram para os favoritos. E Scorsese lavou a alma.

Concorriam:
“Babel”
“Cartas de Iwo Jima”
“Pequena Miss Sunshine”
“A Rainha”

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Feb26

Diretor: Martin Scorsese, por “Os Infiltrados”


E a injustiça é desfeita: Scorsese ganha seu primeiro Oscar. Merece, o filme é muito bem dirigido e a carreira desse diretor não poderia ser deixada para um Oscar honorário no futuro.

Pelo visto nas categorias principais não deu nenhuma zebra. O Melhor Filme fica então entre “Pequena Miss Sunshine” e “Os Infiltrados” - ou “Babel”, logo atrás. Quem leva?

Concorriam:
“Babel” (Alejandro González Iñárritu)
“Cartas de Iwo Jima” (Clint Eastwood)
“A Rainha” (Stephen Frears)
“Vôo 93″ (Paul Greengrass)

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Feb26

Ator: Forest Whitaker (”O Último Rei da Escócia”)


O segundo Oscar mais garantido e prometido, ganhou. O personagem de Forest, que dá título ao filme, é quase um coadjuvante. Mas é ele que dá movimento ao filme, que é bem bom.
Sua atuação é incrível, o presidente popular de Uganda, que se revela um ditador. Mesclando momentos insanos com de tristeza, de autoritarismo com de amizade, de oponência com de infância e inocência, construindo um retrato profundo. Muito bom.

O Último Rei da Escócia

Concorriam:
Leonardo DiCaprio (”Diamante de Sangue”)
Ryan Gosling (”Half Nelson”)
Peter O’Toole (”Venus”)
Will Smith (”À Procura da Felicidade”)

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Feb26

Atriz: Helen Mirren (”A Rainha”)


O Oscar mais esperado e garantido de todos, graças a uma atuação absolutamente incrível de Helen Mirren, como Elizabeth II em “A Rainha”.
O filme é bom, mas é ela que faz o ingresso valer a pena. Se ela, que também recebeu diversos prêmios pela personagem Elizabeth I em um telefilme, nasceu para ser rainha, recebeu nessa noite sua principal coroa como atriz.

A Rainha

E, com esse prêmio, todos os filmes que concorrem à categoria principal passam a já ter 1 Oscar. Quem será que leva?

Tá chegando a hora…

Concorriam:
Penélope Cruz (”Volver”)
Judi Dench (”Notas sobre um Escândalo”)
Meryl Streep (”O Diabo Veste Prada”)
Kate Winslet (”Pecados Íntimos”)

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Feb26

Edição: “Os Infiltrados” (Thelma Schoonmaker)


Pois é, mais um para Os Infiltrados, agora pela editora de confiança de Scorsese, Thelma Schoonmaker. Sinceramente? Não sei avaliar montagem quando tantos fatores estão em jogo, como nesse filme. A edição dele é realmente boa, consegue manter o ritmo de adrenalina que o filme pede.
Mas isso nem se compara a “Vôo United 93″, filme que não deixa o espectador respirar justamente devido a sua edição, primorosa. Não tem uma história linear, não tem personagens com grandes falas ou atuações e você sequer sabe o nome da maioria deles. Mas você entende tudo e sente exatamente o que eles estão sentido, porque a montagem te leva a isso. Enfim, não ganhou.

Que pena.

Concorriam:
“Babel” (Stephen Mirrione e Douglas Crise)
“Diamante de Sangue” (Steven Rosenblum)
“Filhos da Esperança” (Alex Rodríguez e Alfonso Cuarón)
“Vôo United 93″ (Clare Douglas, Christopher Rouse e Richard Pearson)

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Feb26

Melhor Canção: “I Need to Wake Up”, de “Uma Verdade Inconveniente”


Depois de uma apresentação constrangedora das estrelas de Dreamgirls, um dos Oscars que eu mais aguardava, o de melhor canção.
Minha favorita era “Listen”, do musical Dreamgirls, mas venceu minha 2º preferida: “I Need to Wake Up”, de Melissa Etheridge (letra, música e interpretação), do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, que leve sua segunda estatueta.

Surpresa total, já que é raro um documentário vencer nessa categoria, principalmente em cima de 3 canções de um mesmo musical.

“Listen” é bem mais emocionante e bem integrado com a cena, uma das mais emocionantes, e diz muito sobre o filme. Apesar disso, “I Need to Wake Up” é uma bela canção e bem mais definitiva do que as demais. Tem potencial para virar hino contra o Aquecimento Global.

Ela sintetiza perfeitamente o filme, mas só aparece quando os créditos já estão na tela junto com mensagens de conscientização - o que, a bem da verdade, foi a coisa que mais gostei em todo o documentário (tirando o telão do Al Gore que eu, definitivamente, quero).

Não fico completamente feliz, mas foi a segunda melhor coisa que podia acontecer.

Veja a letra e a tradução dessa canção
Veja o clipe e uma entrevista com Al Gore

Concorriam:
Listen“, de “Dreamgirls - Em Busca de um Sonho” (música de Henry Krieger e Scott Cutler, letra de Anne Preven)
Love You I Do“, de “Dreamgirls - Em Busca de um Sonho” (música de Henry Krieger, letra de Siedah Garrett)
Our Town“, de “Carros” (Randy Newman)
Patience“, de “Dreamgirls - Em Busca de um Sonho” (música de Henry Krieger, letra de Willie Reale)

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OutrOs OlhOs, por Gustavo Jreige
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