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Bourke Replica handbag distributors fendi spy replica designer watches and handbags rolex kentucky 3 day becky holder photo clock and key holder 2007 Abril | OutrOs OlhOs

por Gustavo Jreige / 30 Abr

Folha de S.Paulo: Capa históricaA Folha traz como principal destaque a morte de seu dono, Octavio Frias de Oliveira. Nenhum outro jornal considerou essa a grande manchete do dia (que não teve nenhuma “grande” manchete), embora o Estadão, o Jornal da Tarde e o Jornal do Brasil dêem a notícia na capa. O Globo não cita em sua página principal.

A capa da Folha de S.Paulo certamente entrará para a história da publicação. Octavio Frias (que não é o Octavio Frias Filho – seu… filho! -, que é o atual diretor de redação do jornal) foi um dos mais importantes empresários de mídia do nosso país, possuindo uma visão pioneira. Foi ele quem tornou a Folha um dos mais importantes – se não o mais – jornais do nosso país, graças à modernização do fazer jornalístico. A Folha foi um dos primeiros veículos brasileiros a acatarem a lógica da empresa de comunicação, inserida no contexto da indústria cultural, que produzia profissionalmente notícias.

O Octavio Frias, como publisher, foi importantíssimo para o jornalismo brasileiro. Não é, contudo, uma “grande perda”, no sentido que nos fará uma sensível falta. Ele já está na história da imprensa brasileira, em um lugar bem nobre.

***

Estadão: Ilustrada, hoje, só na internetFalta mesmo devem ter sentido os leitores do Estado de S.Paulo que, apesar de trazer na capa chamada para o Caderno 2, não traz o caderno de cultura encartado a essa edição, segundo o site do jornal, que alega problemas técnicos para tal ocorrido. Não sei se é inédito, mas, se for, é, mais uma vez, histórico. Até porque o próprio site diz: “AVISO: Por problemas técnicos, hoje, o Caderno 2 apenas poderá ser acessado na versão E-paper”.

Exatamente. O Caderno 2 do Estadão está disponível apenas na internet. Que tal? Ainda que tenha sido uma falha do jornal, é um precedente bom, não? Histórico mesmo será o dia em que os conteúdos forem produzidos voluntariamente pelos grandes veículos apenas para E-paper. Acho que estamos perto disso, não?

PS¹: Como esses magnatas de mídia vivem bastante, não? O Octavio tinha 94 anos!
Como conseguem, com tanto nervoso que devem passar? Parece mesmo que o poder faz bem à saúde – e que o estresse é consumido apenas pelos empregados. Ou então viver de Jornalismo faz com que a vida seja renovada a cada edição. Vai saber…

por Gustavo Jreige / 30 Abr

Parece implicância minha com o JB, mas juro que não é. Tenho toda a boa vontade do mundo, mas tem coisas que não são aceitáveis para um jornal desse porte – mesmo que ele não seja nem sombra do que ele já foi.

Apesar do design bem bonito do site, é necessária muita paciência para uma navegação razoavelmente aceitável.

Fui parar lá por causa de uma matéria em especial, sobre o Teatro Mágico, mas não a encontrei.
Sem problemas, eu não tinha o link certo, nem sabia a data da publicação. A caixa de buscas resolveu meu caso e eu gostei da matéria sobre uma das minhas bandas preferidas.

Minha luta contra o site começou quando vi que a edição de hoje do caderno B, de cultura, era sobre blogs. Abri o leitor da Edição Eletrônica do jornal, que funcionou bem. Cliquei na matéria, para conseguir ler. Exigia cadastro, que foi feito.

Tentei logar, não deu. Resolvi olhar o E-mail automático que recebi após o cadastro, já que podia ter alguma confirmação. Não tinha. Dizia assim:

Gustavo Jreige,

Você acaba de se cadastrar no JB Online

A senha que você determinou ao se cadastrar estará liberada para acesso a edição eletrônica do Jornal do Brasil em 24 horas.

Até lá, utilize o e-mail convidado@jbonline.com.br e a senha ******** para ter acesso imediato à edição eletrônica do Jornal do Brasil.

Obrigado por ter escolhido o JB Online, o primeiro jornal brasileiro na Internet.

Como assim cara pálida? Login e senha provisórios, que certamente funcionarão sempre?
Então pra quê me cadastrei? E que história é essa de liberar o cadastro em 24 horas? Alguém vai passar um fax para o estagiário colocar minhas informações no banco de dados?

Bizarro.

Feito o login, fui ler o jornal… A janela abriu – e é só a página ampliada (em bom tamanho, é verdade), sem opção de arrastar para conseguir visualizar e nem mesmo usar as teclas de direção na navegação, não há nem ligação com as outras páginas (você precisa voltar à outra janela se quiser ir para a página seguinte). A matéria “O blablablá dos Blogs”, falando dos blogs de celebridades, começa na capa, com um texto até grande para uma capa (se os leitores tradicionais gostam…). Parece ser a matéria inteira, mas diz que na página B3 a reportagem continua. Tudo certo, se houvesse uma página B3 no site. Da página B2 vai direto para a B4, detonando, inclusive, o layout da página dupla que seguia, que compartilhava uma foto!

Tentei de tudo para ter acesso à página e à matéria. Não deu, deixa pra lá.

No começo eu até me animei um tanto com o site do jornal, pequeno, mas bonito e honesto. Mas coisas como essa fazem qualquer um desistir.

Ou você gosta de ler jornal – online ou não – com uma página a menos?

por Gustavo Jreige / 28 Abr

Vários dias sem postar, fruto de uma semana insana na faculdade com trabalhos complicadíssimos que, claro, acabaram ficando para a penúltima e última horas e conseguiram me fazer dormir cerca de 2 horas por dia, durante toda a semana, além de quase tornar a Cásper Líbero minha residência oficial.

Li muito, escrevi muito, pensei muito. É incrível o esforço que temos para nos tornarmos bons jornalistas. Tanto sacrifício, muito provavelmente, não valerá a pena, pragmaticamente falando. Mas como conteúdo para a vida e para formação cultural e profissional é importantíssimo.

Sempre falo que a melhor coisa de se estudar jornalismo é a multiplicidade de temas. Como nossa área de atuação é o mundo, é nele que o curso de baseia, diferentemente da maioria das demais carreiras. Assim, tratamos de diferentes coisas ao mesmo tempo, fazemos trabalhos divertidos e interessantes. Um dia analisando e fazendo reportagem sobre o budismo, outro dia sobre fobia social infantil e, logo depois, sobre a ditadura militar. O conhecimento geral que adquirimos é interessantíssimo mesmo para quem não deseja seguir na profissão.

Se é interessante para qualquer um, é imprescindível para quem quer ser um bom Jornalista (ah, sim: uso maiúscula para o sentido pleno, o tal “jornalismo nobre” que eu ainda tenho em minha cabeça, e minúscula para o sentido popular, corriqueiro e até vulgar). Quem lê o blog desde o começo, quando eu tinha 14 anos e já me achava um jornalista, sabe o quanto fui contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Mudei completamente de idéia – e me dei conta disso ao ler um post no Querido Leitor em um momento todo singular: Após 12 horas trancado na faculdade trabalhando e uma discussão com amigos sobre o esforço para sermos bons numa profissão que, ainda hoje, permanece sem muita identidade (quantas pessoas não respondem, se questionadas sobre qual o jornalista preferido delas, que adoram o Arnaldo Jabor? Ele é Jornalista? O Mainardi é? E para a linha de boazudas que diz na TV ser “modelo, atriz, apresentadora e jornalista”?). Fiquei chateado e um tanto atordoado com esse post e com o da Cora, que originou a “polêmica”, principalmente pelo respeito que tenho por ambas (a primeira já foi Jornalista, a segunda ainda é). Vale a pena ler os comentários dos dois posts e refletir. Discussões de ótimo nível.

Eu ainda acredito que ninguém vira “jornalista”, mas nasce assim. Entretanto, a faculdade me parece fundamental para que possamos fazer um Jornalismo melhor, mais consciente, com uma identidade realmente própria e uma qualidade superior. Não sei se vale a pena. Pelo sim, pelo não, estou tentando.

Enquanto isso, paciência. O resto da minha vida vai ter que esperar, mesmo sabendo que, para muita gente, qualquer pessoa que queira – mesmo os que nunca refletiram mais profundamente sobre o que é o Jornalismo e como fazê-lo bem – estarão no mesmo nível que eu.

De qualquer forma, os OutrOs OlhOs estarão sempre abertos e eu continuarei buscando ser um bom Jornalista

por Gustavo Jreige / 19 Abr


Assisti agora a um pouco da TV JB, que estreou ontem. Comecei direto pelo o principal programa do canal, o “Telejornal do Brasil”, que é dirigido e apresentado por Boris Casoy.
Vi bem pouco, confesso, mas já deu para perceber que a proposta é diferente. Primeiro, é gravado. Segundo, o cenário é estranho. Terceiro, há entrevistas, no estilo talk show, no meio do jornal – mesmo que não tenha nenhum assunto especial, como costuma acontecer em eleição presidencial, quando há entrevistas com candidatos. É esquisito, mas merece atenção para ver se a fórmula vinga (não em audiência, porque isso eu duvido que o canal vá ter, mas em qualidade e fôlego).

Parece tudo meio velho, empoeirado. O próprio Boris Casoy já não tem mais aquele rosto que esperamos de um âncora de telejornal. Para falar a verdade, eu nunca entendi direito porque ele era tão importante, mas hoje, depois de conhecer um pouco de sua carreira nos meios impressos e na televisão, compreendo que, no mínimo, devemos dar algum crédito a projetos com sua assinatura.

O visual do canal como um todo é ruim. A logomarca parece feita por uma criança naqueles programas gráficos toscos utilizados antigamente por quem não tinha acesso ao Photoshop ou ao Corel, que vinham em CDs encartados em revistas do tipo “monte sua própria gráfica”.
Na seqüência do telejornal entrou um programa que, se não me engano, já tinha na CNT (que agora cede seu horário nobre a essa nova rede). É o “+ POP”, programa de clipes e celebridades que me causa muito estranhamento. A apresentação tende do informal ao capenga, algo irreconhecível na linguagem das TVs paulistanas (e olha que temos coisas do nível do “Insômnia”, na Rede TV!) e da Globo, que mantém um estilo mais próximo de São Paulo do que do Rio, até por esse ser o mercado que realmente importa a qualquer canal comercial de abrangência nacional. A mídia televisiva definiu um padrão sem muitos modismos regionais, uma linguagem mais “limpa”, e conseqüentemente mais formal. Talvez esse seja o problema: a apresentadora e o programa são cariocas demais e isso não agrada quem não é de lá – além do cenário eletrônico que parece os piores efeitos do Windows Media Player. O programa do Clodovil, que ocupará esse horário às quartas, não estreou ainda.

Depois da meia noite, o canal continua a exibir o trash “Mil e Uma Noites”, programa de vendas e leilão por telefone de quadros, jóias, tapetes e relógios. Hoje o programa é “especial”, com a apresentadora Meire Nogueira (ela é a cara da Debra Jo Rupp como a Kitty de “[BP]That ’70s Show”[/bp]!) falando a cada 3 minutos que estão na “Rede JB”, ao invés de TV JB, e citando até mesmo a morte da Nair Bello para aumentar as vendas. Segundo eles, o programa faz a parte de verdade da “maravilhosa Rede JB” e, agora, também estará ao vivo nas tardes dos sábados e domingos. Pobre Meire, já foi uma estrela pioneira da TV e hoje comanda uma atração desse quilate (desculpe, o trocadilho imbecil e sem graça é inevitável). Não entendo como uma coisa dessa aparece em um canal que não seja do interior. Medo.

Não sei. Não esperava ver nada de muito bom da emissora, mas o que vi só me fez querer mudar de canal. Pelo pouco que assisti não deu para perceber a que veio a tal TV JB, que, é importante lembrar, pertence ao grupo do Jornal do Brasil impresso.

Difícil acreditar que vá decolar, mas, de qualquer forma, vou continuar de olho.

por Gustavo Jreige / 18 Abr

Basta acontecer algo que chame a atenção para começarem a circular os e-mails oferecendo fotos, vídeos e o escambau para os ingênuos internautas que acham que algum conteúdo involuntário útil chega ao seu e-mail sozinho. Já circulam na rede mensagens oferecendo vídeos exclusivos do Massacre da Universidade Virginia Tech. Óbviamente não existe vídeo algum e, se alguem se atrever a baixar o arquivo, provavelmente terá problemas: normalmente são programas que infectam o seu computador e passam a capturar os seus dados. Logo, não baixe, é golpe!

Oportunismo rápido: O Thunderbird reconhece que é golpe
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Eu já recebi dois E-mails assim, um dizendo-se do G1 e outro do Vídeos Online. Não foram esses sites que mandaram, o criminoso utiliza esses nomes para você acreditar. O mais curioso é que os dois continham imagens vindas direto do servidor do site Globo Vídeo. Ou seja, pegaram uma foto boa de lá e colocaram no e-mail, para enganar os idiotas. Assim, fica o alerta. Não seja idiota, nenhuma informação te procura sem você ter pedido. Não existe bondade de desconhecidos na internet (tenho minhas dúvidas se existe fora dela…) e, mesmo quando for algum amigo, não custa perguntar se foi realmente ele que mandou, já que pode ter sido enviado sem que ele soubesse.

Outro golpe, no Gmail: O objetivo é levar o internauta a baixar um programa espião
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E outra, estamos na era do vídeo na internet. Se quer ver algum vídeo sobre qualquer assunto, procure no Youtube, no Google Vídeo, no DailyMotion… São nesses sites que os vídeos inéditos aparecem (como o do enforcamento do Saddam Hussein) e você estará seguro enquanto assiste. Mantenha na internet, a qualquer hora e lugar, o mesmo cuidado que você tomaria se estivesse andando sozinho de madrugada por uma rua escura de um bairro perigoso. A internet nada mais é do que isso, embora possa sempre te levar a ótimos lugares. PS: Se você usar o Gmail, não deixe de clicar em “Report Pishing” caso receba e-mails assim. Foi o destino desse acima.

por Gustavo Jreige / 15 Abr

Compare Preços: CD “Cordel do Fogo Encantado”, DVD “MTV Apresenta: Cordel Do Fogo Encantado”, CD “Transfiguração”, CD “O Palhaço do Circo Sem Futuro”

Tem felicidade maior do que as suas bandas de coração fazerem cada vez mais sucesso? Acho que não. Eu estabeleço uma relação quase espiritual com as minhas músicas preferidas e, por isso, só vou poder dormir após este post. É que o “Cordel do Fogo Encantado” estava até agora no “Altas Horas”!

[BP]Cordel do Fogo Encantado[/bp]? Hãn?

Você ainda não conhece? Demorou! Aliás, demorou muito, alguns anos!
Mas ainda é tempo. Surgido como um grupo teatral na cidade de Arcoverde, no sertão de Pernambuco, o Cordel mistura música, literatura e, claro, teatro. O resultado é uma explosão cultural tão fascinante quanto estranha, diferente, única. Misturando elementos, o grupo comandado por Lirinha traz canções fortes, com marcantes tambores. Entre músicas, a poesia – que nos shows é dita em coro com os fãs – de mestres consagrados de nossa literatura (como João Cabral de Melo Neto e Euclides da Cunha) e mestres ainda desconhecidos pela maioria (como Patativa do Assaré e o poeta Zé da Luz). A mistura de rock e música popular faz emergir a cultura mais profunda do nosso país, que vem há muito conquistando o público.

Essa não foi a primeira vez deles na TV. Quem assiste à TV Cultura já cansou de vê-los no “Metrópolis” e até em uma apresentação ao vivo no “Festival Cultura” de música brasileira. Na MTV eles também já tocaram, no especial “[BP]MTV Apresenta: Cordel Do Fogo Encantado[/BP]“, que virou DVD. Nem mesmo na Globo foi estréia. Uma música deles tocou nessa edição do Big Brother, para desespero dos fãs, que, além da banda em si, também amam a atmosfera cult que a envolve.

Eu adoro bandas cult e pouco conhecidas, mas sempre quero que elas cresçam e atinjam a massa. Poxa, que bom seria se um som com essa qualidade freqüentasse as rádios, não? Eu acho, mas muita gente não e, agora, com o grupo cada vez mais popular, não faltam críticas. Dizem que os membros da banda estão virando estrelas, que os shows estão caros e que a música está perdendo sua cara.

E está, mas de forma proposital. O nome do mais novo CD deles é “[BP]Transfiguração[/BP]” e traz canções mais musicais do que nos anteriores “Cordel do Fogo Encantado” e “[BP]O Palhaço do Circo Sem Futuro[/Bp]. É, sem dúvida alguma, o álbum mais fácil de digerir e também o mais “comum” deles, alimentando as acusações de que eles estão mais comerciais. Segundo eles, a diferença é que, dessa vez, o processo criativo foi das músicas e do álbum ao show, e não o contrário, como havia acontecido anteriormente. Por isso que os críticos musicais gostaram tanto desse CD, julgando-o mais maduro. Ele realmente traz coisas muito boas, como “Preta” a “Morte e Vida Stanley”, que eles apresentaram no “Altas Horas”, além de “Aqui”, “Pedra e Bala”, “Transfiguração” ” e “Louco de Deus”. Vale a pena conhecer.

Os rapazes do Cordel já fizeram shows em diversos país e são referência em nossa música há um bom tempo (ja ganharam até o Prêmio Tim, a mais importante premiação musical brasileira), com uma legião de fãs que sabem cada vírgula de suas letras e poesias. Tive prova disso quando, em um show do Teatro Mágico há algumas semanas, a trupe paulista tocou, no meio de sua “Camarada D’água” (que, aliás, foi gravada com a participação do pessoal da banda de Arcoverde, embora a maioria não saiba), um trecho de “Chover”, que talvez seja a música de maior sucesso do Cordel do Fogo Encantado. E não é que o público do Teatro sabia a música inteira do Cordel? Inclusive a poesia, gritada como num ritual, numa missa. É mágico, encantado.

Eles não ligam para os críticos e garantem que o próximo CD será ainda diferente dos anteriores. O por quê? O próprio Lirinha explica, respondendo a uma pergunta minha no Bate Papo UOL no ano passado: “Porque a gente acredita que temos raízes, mas não como as árvores. Temos pernas e podemos caminhar. Acreditamos no trânsito e na divisão política dos lugares, que só cria submissão. Não temos nenhum receio de perda de identidade.”

Se é assim, sim. Que venham as novidades, que venha o sucesso.

Está esperando o que para ir lá no site e no Myspace deles e baixar tudo que puder e ir no Youtube conhecer essa premiada e deliciosa banda herdeira do mangue beat que canta o sertão e coloca fogo mundo afora?

[BL]O Teatro Mágico[/BL]

por Gustavo Jreige / 14 Abr

Compare Preços: Friends, That ’70s Show, Gilmore Girls, Seinfeld, Battlestar Galactica, TV por Assinatura

É uma pena ver os índices de audiência de “Pé na Jaca” tão baixos, mas não chega a surpreender. A novela é uma das coisas mais legais no ar em nosso país, mas sua aparência idiota e o roteiro cheio de referências que o telespectador não compreende fazem com que o público não tenha interesse. Se fosse uma série de TV paga, certamente faria mais sucesso.

A fórmula da novela é exatamente essa: parece uma série norte-americana, com um elemento-base do roteiro, mas sem histórias fechadas ou tramas mirabolantes. São 5 amigos de infância que se encontram em uma cidade pequena após anos, cada um com sua nova vida e ambições. Acompanhamos a vida deles atualmente: um executivo estranho que perdeu tudo devido a uma CPI, uma mocinha dona-de-casa batalhadora, uma modelo maluca, um herói mulherengo mas de ótimo coração e uma ex-freira ambiciosa e problemática que se torna a malvada vilã.

É ótima, Fernanda Lima está bem melhor e fica bem com o Marcos Pasquim, que está em seu pensonagem mais carismático, que eu me lembre. É muito bom o clima de amizade entre os irmãos Lance (Pasquim) e Tadeu, bom papel de Rodrigo Lombardi, e o carinho do mulherengo com o filho. A vilã Elizabeth, de Deborah Secco, poderia ser melhor aproveitada, já que possui uma complexidade bem interessante, repleta de frustrações bem humanas. Não é, mas ainda assim vai bem.

Mas o melhor de tudo é o casal mais estranho da TV: Juliana Paes e Murilo Benício. Ela vive sua primeira personagem romântica, mãe de família, lutadora – e não a gostosona. Ele vive a crônica perfeita do típico homem de classe média, que vê metade do mundo por revistas e é cheio de manias, esquisitices e esquizofrenias. Acho que eu nunca havia gostado do Murilo Benício antes. Finalmente ele demonstra alguma personalidade, está hilário, perfeito. Muito bom, mesmo.

Tudo seria ótimo se a audiência não fizesse a trama ser alterada e se novela brasileira, bem, não fosse novela brasileira. Com episódios de uma hora todos os dias, a trama acaba tendo que se arrastar. Como não tem uma história fechada (daí a semelhança com as sitcoms), parece que nada acontece nunca, e cansa. Além disso, o autor, que está com o humor crítico afiadíssimo (infinitamente melhor do que em suas obras anteriores) acaba caindo na idiotice por diversas vezes, como agora, que os personagens descobrindo poderes especiais ou dupla personalidade. Ou ainda com aquele humor pastelão, infantil, como quando um personagem contava história para uma menininha dormir, e, blarg, ele acabava dormindo antes que ela.

Mediocridade a parte, limpando os excesso, fica uma proposta um tanto quanto inovadora, mas sofisticada demais para o que se propõe (ser uma novela das 7). O potencial de Chico Anysio não foi aproveitado, mas Daniele Valente dá um show a parte. Carlos Bonow e Ricardo Tozzi também estão tendo suas grandes oportunidades – e não estão fazendo feio. O núcleo da fazenda vai bem, e Flávia Alessandra finalmente tem uma boa atuação.

Se fosse uma série, semanal, com esses mesmos atores principais, certamente faria um grande sucesso, principalmente com fãs de comédias como “[BP]Friends[/BP]“, “[BP]That ’70s Show[/BP]” e “[BP]Seinfeld[/BP]“. É dessa água que Carlos Lombardi bebe e tira a inspiração para o melhor de “Pé na Jaca”: Ele é fã assumido dos seriados, já citou “[BP]Battlestar Galactica[/BP]” na novela e até já copiou (desnecessariamente) uma história de “[BP]Gilmore Girls[/BP]“. Isso mesmo, copiou na cara dura a personagem oriental Lane, a melhor amiga da protagonista Rory. Tal qual a rebelde boazinha norte-americana, a Rosa, de Daniele Suzuki, faz coisas escondidas de sua mãe tirânica e tem até uma banda de rock. Criativo, não?

De qualquer forma, fico feliz de ter produções com um texto esperto como esse (cheio de referências, como o trio de queridinhos: Lancelotti, Guinevere e Arthur, insipirado no mito da Tavola Redonda), além da proposta interessante de deixar a trama acontecer, ir rolando. Pena que os problemas internos e de audiência dificilmente deixarão a novela virar uma série, o que ela sempre deveria ter sido!

[BL]TV por assinatura[/BL]

por Gustavo Jreige / 12 Abr

Hoje a Warner exibe o episódio final de “[BP]The OC[/BP]“, que, em sua quarta temporada, foi cancelada.
Eu desisti de assistir ao drama no ano passado, por falta de tempo. Os problemas de Marissa Cooper, mais irritante do que nunca, encheram tanto que ela teve que morrer, e junto com ela toda a audiência da Fox americana, que não encontrava mais na série o bom humor, a leveza e o ritmo que fizeram de “The OC” um dos maiores sucessos desse século.

A série ditou tendências para os jovens americanos e virou mania até mesmo aqui no Brasil, onde chegou a ser capa de alguns jornais. Lançou bandas, foi referência fashion e fez o estilo de vida dos protagonistas ser replicado por aí. Também há de se destacar que, dessa vez, o grande queridinho do público não era o casal principal, com Marissa e Ryan, mas sim Seth e Summer, amigos dos protagonistas. O bad boy herói ficava em segundo plano para o nerd-indie mais querido da TV.

Tantas conquistas e sucessos foram se esvaindo ao decorrer de duas temporadas problemáticas, a segunda e a terceira. A quarta veio de novo em boa forma, sem Marissa e com uma personagem promovida a protagonista: a divertida Taylor, que deu novo fôlego ao programa. A crítica voltou a dar atenção, elogiando seu texto esperto e bem construído, cheio de referências pops, mas o público e o canal já haviam desistido. “The OC” jamais recuperou sua audiência – e a Fox dos EUA também não se mexeu muito para colocá-lo de novo no topo.

Assim, em no capítulo 04s16e, “The End’s Not Near, It’s Here”, o 92º episódio da série, após um terremoto, “The OC” chega ao fim, capengando, mas com dignidade. Vamos sentir falta, não?

We’ve been on the run
Driving in the sun
looking out for number 1
California here we come
Right back where we started from

(Pelo menos continuamos com os DVDs. Estou com o box da primeira temporada aqui para assistir… e em junho a quarta e última temporada será lançada aqui no Brasil)

por Gustavo Jreige / 11 Abr

Quem é meu leitor ou me conhece um pouco que seja sabe o quão eu acredito e sou apaixonado por jornalismo colaborativo, interatividade e mídia participativa como um todo. Quem é minimamente antenado com o mundo da comunicação, sabe que o conceito “2.0″ ultrapassou há algum tempo a web e já possui diversos usos. Um dos mais evidentes é na publicidade, que caminha para ter o mesmo fim que a Anna Nicole Smith: a morte por overdose. Acidental, mas previsível.

Surgiu a Web 2.0, e a mídia disse que era seu futuro. A teoria do long tail ganhou atenção, e as agência de publicidade começaram a mudar de mentalidade. O Youtube estorou, e os empresários perceberam que, ó!, o público está disposto a “fazer” e participar. Ótimo não?

Não. O que seria um grande passo, se usado com sobriedade, está tomando conta de quase tudo. As campanhas publicitárias que pedem para o usuário enviarem vídeos, imagens ou coisas do tipo estão acontecendo em um número tão grande e em tão pouco tempo que podem cansar esse potencial produtor.

São vários os exemplos aqui no Brasil. Os que eu me lembro são o Funk Tube (concurso do CD de funk “[BP]Pancadão[/BP]”, assinado pelo Luciano Huck), TVZé (iniciativa do Multishow que exibe clipes feito por internautas, brincando com o programa “TVZ”), a promoção do canal Sony (você montava um comercial no site deles com material das séries e o melhor ia ao ar), a campanha de lançamento da revista Sou+eu (que é inteira “feita” por usuários, mas não deve orgulhar nenhum entusiasta da colaboratividade) e aquelas várias promoções de companhias de celular, em que o assinante manda fotos tiradas com seu aparelho. Com certeza tem mais, bem mais.

É lógico que, ao produzir algo para a marca, o envolvimento com ela é infinitamente maior e as possibilidades de converter isso em dinheiro aumentam. Não estou criticando a qualidade das peças, algumas são ótimas e muito bem pensadas. O problema é que o uso exacerbado desse conceito acaba banalizando algo que tem um potencial incrível. É a tal bolha 2.0, só que de uma maneira bem mais simplória e superficial do que aquela dos produtos de internet. Saturando o mercado de “faça-você-mesmo”, arriscam-se e catalisam um possível fracasso. Aí já viu: Se der errado uma vez na publicidade, os anunciantes passarão a temer qualquer coisa que siga essa linha. E nós, blogueiros e jornalistas cidadãos, pagaremos o pato.

Tenho muito medo de que essa overdose de “vanguardismo” aparente dos anunciantes se traduza em retrocesso. Mesmo para isso vale a máxima: use com moderação. E inteligência.

E pensar que, há alguns anos, o país vibrou e achou o máximo quando a Globo colocou fotos de telespectadores na abertura da novela “Mulheres Apaixonadas”. Tempos românticos aqueles…

por Gustavo Jreige / 8 Abr

Nossa blogosfera é meio bobinha ainda, de uma pequenez que as vezes me surpreende. Amigos, para blogueiros profissionais, vocês estão pessoais demais. Deixa disso, memes bobos e posts rabugentos sempre existiram, só que nunca ninguém ligou muito.

Uma pessoa do jogo listar os 10 jogadores que menos gosta não deveria surpreender ninguém. Tem muito interesse e estratégia, afinal, todos querem ser o vencedor. Replicar e aceitar a briga nada mais é do que corroborar a importância daquele jogador para você. É natural fazer isso, mas no fim é ele que sai mais forte.

Tão comum quanto é um jogador que esteja em alguma posição de destaque começar a chorar pitangas, evidenciando que está em evidência. É humano. Mesmo travestido de ironia, só vem compensar alguma falta, e o score continua o mesmo.

Eu pensava que alguns de vocês, principalmente meu tio favorito, estivessem já em um nível diferente, superior. Parece que não.

Que pena, a lista não é original, nem transgressora, nem equivocada. É o típico conteúdo de diários pessoais. Agora, responder com algo na linha “e você que não tem leitor?” é tão imbecil, infantil e vazio que depõe mais contra do que defende.

Sei que o problema é bem maior e mais sério. Mas da origem disso tudo, embora eu tenha acompanhado pela lista (a de e-mails), prefiro não comentar. É digna de desprezo pela ignorância que cerca algumas pessoas. Tem tanta gente se queimando que, bem, não haverá processo judicial que limpe a barra.

Mediocridade existe em todos os lugares, principalmente naqueles em que qualquer um pode falar. O trunfo está na mão da gente mesmo, que pode escolher não dar ouvido aos imbecis. Por mais difícil que isso seja passar por cima, uma voz nunca se sobrepõe a um coro.

Blogs são conversações, mas estabelecer comunicação é bem mais complexo e difícil. Por que vocês não conversam a sério, em privado, sem ignorância? Por que vocês não ignoram aqueles que te incomodam?

Paz, blogosfera tupiniquim. Guardem seus leões para vocês mesmos.

Por que o relacionamento humano é tão complicado?