A novela das oito parou no tempo!
Você já viu a trama de “Paraíso Tropical”? São irmãs gêmeas, cada uma em um canto do país, separadas no nascimento, sem saber que a outra existe. O único elo entre as duas é um avô, que não sabe onde está a neta boa - que também não sabe onde está o avô. Assim, a mocinha e o senhor começam a buscar pistas, juntar peças do quebra-cabeça e viajam um atrás do outro.
Caramba! Seria tudo tão mais simples se essas pessoas usassem computador! A heroína usa no trabalho, mas, misteriosamente, não deve ter seu nome publicado em nada na web. Senão bastava o avô buscar pelo nome e sobrenome - que, imagino, ele deve saber - no Google que já encontraria. Ou mais fácil ainda: Se algum deles tivesse Orkut, bastava procurar pelo nome ou, caso nem isso soubessem, entrar em uma comunidade do bairro ou da cidade que eles tinham como pista e descreverem a pessoa (o velho sabe que a neta boa é idêntica a má, que vive com ele) procurando informações ou olhando os participantes da comunidade.
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Outra história, ainda com a gêmea, é sobre o amor arrebatador com o mocinho, que foi abalado pelo plano diabólico do vilão. Ela está toda chateada por uma gravação armada, tanto que se mudou de estado (ou só de cidade?) e ele, que estava na prisão enquanto ela partia, busca de todas as formas sua amada.

Paula com seu moderníssimo telefone COM fio e Rory Gilmore com seu celular Sidekick
Caramba! Olha o Orkut aí outra vez. Ou o MSN. Ou o E-mail. Ou até mesmo a porcaria do celular e do SMS. Não assisto à novela o suficiente para saber, mas… eles trocaram o número do celular ou o dele foi roubado? Só assim para perderem completamente o contato. Não, nem assim. Ele deveria saber o nome e sobrenome dela, bastava googlar!
É, enquanto nas séries americanas a tecnologia está totalmente integrada ao cotidiano dos personagens (vide conversa abaixo, de “Gilmore Girls”), as brasileiras permanecem paradas no tempo. Tal situação não combina nada com uma emissora que já passará a produzir novelas em alta definição, para a TV Digital, não? A imagem será digital, mas o simples uso do computador pelos personagens acabaria em 10 minutos com o conteúdo de uns 60 capítulos.
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O diálogo de “Gilmore Girls“
PARIS: Is this about the boat?
RORY: How do you know about the boat?
PARIS: Oh, come on. It’s out there.
RORY [upset]: Out there? Why is it out there? How is it out there?
PARIS: I read about it on Rebecca Thurston’s blog.
RORY: I thought Rebecca Thurston’s blog was just about all the guys she has sex with and how much she hates her mother.
PARIS: That’s true, but the boat you guys stole belongs to Dr. Daniel Zimmerman, whose son is Jason Zimmerman, who Rebecca Thurston had sex with on her father’s boat last semester.
RORY: I can’t believe I’m in the blogosphere.
PARIS: Hey, see for yourself. Just google Rory Gilmore sex boat.
RORY: Oh my God.
Gilmore Girls, episódio 06×03: The Ungraduate.
Fonte: Twiz TV
Fotos: Paraíso Tropical e “Gilmore Girls”
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Hahahah, é algo a se pensar. =D
Mas, talvez elas estejam além do que imaginamos. Usando a internet, elas poderiam facilmente acessar a arquivos antigos das mais célebres revistas de fofocas, encontrado o resumo da novela “A Usurpadora” e descoberto que, no final, tudo dá certo pra gêmea boa e o oposto pra malvada, e resolveram ficar como estão atualmente.
É.