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por Gustavo Jreige / 31 Ago

Foi lançado ontem o novo projeto gráfico da Globo.com, alterando, inclusive, a logomarca do portal.

Não gostei nem um pouco. Certamente tem algum problema comigo, pois não consigo gostar da quantidade de espaço em branco que as novas versões dos portais brasileiros estão trazendo. É estranho, porque a tendência não se confirma nos portais internacionais, que usam o “vazio” com muito mais sabedoria, deixando bonito e funcional.

Na Globo.com, o aumento do espaço em branco não é sinônimo de organização, não. Para mim, até ficou mais confuso, não tendo muita identificação visual com seus sub-portais (G1, GloboEsporte.com, Entretenimento e vídeos). Parece inacabado, coisa de amador. Eu, hein?!

Mas nem tudo ficou ruim. O portal tenta entrar na era 2.0 dando destaque cativo para seus blogs (seguindo a bem-sucedida divisão entre Notícias, Esportes e Entretenimento), além de destacar as palavras mais buscadas, as notícias mais lidas e os downloads mais realizados.

Há também maior integração com outros veículos do grupo, com áreas para programas da TV e jornais e revistas. A grade de programação da Globo agora tem espaço fixo na lateral da homepage do portal, que traz também as últimas notícias, com ícone para o feed RSS.

Um conceito interessante do novo portal, que poderia ser melhor explorado, é o da acessibilidade através do “/título” após o “globo.com”. Quer ouvir rádios? Globo.com/radios. Quer ler sobre notícias? Globo.com/notícias. Esporte? Globo.com/esporte. Séries? Globo.com/series.

Note que nos exemplos acima, os endereços para as rádios online e para o site de séries não têm acento, e que para o de notícias, sim. Essa mistura pode causar confusão. Até consigo acessar o G1 digitando Globo.com/noticias, sem acento, mas não consigo acessar o Séries Etc. digitando Globo.com/séries, acentuado.

Mas a coisa que eu mais gostei em toda essa mudança foi o vídeo de lançamento, com toda a equipe da Globo.com. Ficou muito bom! Uma forma legal de apresentar as novidades, de modo descontraído e por quem, de fato, faz o portal. Mas, bem, não é exatamente uma novidade a Globo produzir vídeos de qualidade, não é mesmo?

Acho, realmente, que a Globo.com está no caminho certo para se consolidar como portal, investindo em bom sites de conteúdo (G1, GloboEsporte.com, Séries Etc. e Ego), repensando o uso dos blogs (com a volta de atualização do Blogger Brasil, a manutenção do Globolog, a chegada do BlogLog, a hospedagem de blogs consagrados, como o Kibeloco [e vários outros que eles estão tentando levar para lá!] e, agora, com os destaques para os blogs de colunistas), aproveitando o conteúdo dos outros veículos do grupo, dando espaço para sites regionais (com as afiliadas da Globo), possuindo o melhor acervo brasileiro de vídeos (tirando o Youtube, é claro) e melhorando seus sites de serviço (como o Baixa Tudo, o Globo Video Chat, o Globo Vox e o 8P Fotolog).

Só podiam ter pensado melhor na hora de mudar a página de entrada para tanta coisa, melhorando a organização sem nos privar de um belo design.

por Gustavo Jreige / 29 Ago

Andei lendo algumas coisas na blogosfera, por causa dessa infantilóide polêmica com o Estadão e também por sua cobertura da BlogCamp, que me assustaram bastante. É absurda a arrogância e falta de noção de alguns blogueiros. Amigos, não, não vão querer ensinar o Estadão a fazer jornalismo, nem mesmo na web. Vocês sequer são jornalistas e o fato de serem blogueiros não os torna especialistas em jornalismo online.

Os comentários no site do Estadão com um tom superior, querendo apenas dizer que “nós sim entendemos de internet”, me causaram vergonha alheia. São tão arrogantes quanto o Estadão insinuar que só seu conteúdo é confiável. A diferença é que o jornal contratou uma agência para criar aquilo e sua arrogância pode ser dividida – ou compartilhada – em diversas camadas dentro da polêmica. Agora blog, como bem definiu o Inagaki, é uma “mídia de massa” de um homem só. A arrogância só pode ser do próprio blogueiro, e desse tipo eu passo bem longe.

Ninguém é dono da verdade, não! Nem jornalistas, nem blogueiros. Nem eu. Vamos colocar o pé no chão e relaxar um pouco, dando opiniões e compartilhando conhecimentos. Só assim a gente chegará em algum lugar que valha a pena.

Por favor, dispensem as faixas!

***

Não, não vou fazer nenhum post exclusivamente sobre a BlogCamp, até porque não tem nada a ser dito. Ao contrário de eventos em que os participantes são convidados – logo, têm mais ou menos o mesmo estilo ou perfil -, na BlogCamp tinha gente deslumbrada e dona da verdade demais, enquanto foram pouquíssimas as discussões interessantes. Encontrar os amigos e conhecer quem você lê é sempre bom, mas… Bem, para isso basta o bar. Se a desconferência é dispensável, algo não deu certo. Concordo plenamente com o Luiz: Foi insosso.

por Gustavo Jreige / 24 Ago

Na próxima segunda-feira, aproveitando o clima pós-BlogCamp (que acontece nesse final de semana), gravo em estúdio o terceiro episódio do OutrOs OlhOs Podcast, sobre blogs – como estava previsto.

Os convidados da edição ainda não foram fechados, mas eu queria fazer um convite a você.

O podcast sempre traz depoimentos dos ouvintes e dos leitores do blog. Por isso, queria a sua participação, respondendo, em áudio, a pergunta: O caminho da comunicação (jornalismo, publicidade…) passa pelos blogs?

Grave a sua resposta em MP3 ou WAV, usando algum programa do tipo Audacity (que é gratuito), e envie para podcast@outrosolhos.com.br até domingo segunda quinta (pois é, as gravações atrasaram!).

Eu disse no podcast anterior que haveria enquete, mas agora ficou em cima da hora. Ainda assim, participe indicando seus blogs favoritos e que tipo de blog você lê. Você pode mandar, em texto, para aquele e-mail ou aqui mesmo nos comentários.

A publicação do Podcast será ainda na semana que vem, assim que eu conseguir editar e aprontar tudo!

por Gustavo Jreige / 20 Ago

A Folha Online estreou hoje seu novo design, mais arejado e destacando melhor seus colunistas, em uma página que privilegia o vertical.

Nova Folha OnlineEu não gostei muito, não. O layout não ficou tão bonito, nem tão clean – aquele tanto de publicidade em flash impede qualquer coisa de ficar limpa – e nem mais organizado ou informativo (a disposição dos textos à esquerda, nas páginas internas, me incomoda bastante). Menos ainda trouxe a implementação de um canal de jornalismo colaborativo, pelo que a Folha Online timidamente começou a demonstrar interesse há algum tempo, com a adição de uma página para o usuário enviar notícias – mas que até hoje não teve nenhuma utilidade.

A única coisa realmente boa é que, agora, o portal está dando mais atenção ao multimídia, com fotos, vídeos e podcasts, além do conteúdo normal em texto.

Vamos ver se vem mais novidade por aí e se vamos ou não nos acostumar com esse novo design.

Você gostou?

por Gustavo Jreige / 17 Ago

O vídeo gravado pelo Oscar Maroni, o dono do Bahamas, 24 horas antes de sua prisão, certamente é um documento surreal do momento em que nosso país vive. Tanto pelo contexto, quanto pelo conteúdo, pelo fato do empresário ter recorrido à web para ter voz e, principalmente, pela forma como o faz.

É engraçado, estranho e bizarro ouvir o cara discursar seriamente, enquanto ouvimos “Fera Ferida” de fundo. Parece MUITO que tudo isso é ficção e que essa é uma paródia, feita toscamente. Difícil acreditar que seja de verdade, mas é.

“Mas se vocês não tiverem tempo, nem saco e nem paciência [de entrar em seu site], eu gostaria que vocês refletissem sobre o que é liberdade e até que ponto essa máquina do Estado pode passar como um rolo compressor em cima de um cidadão e deixá-lo no estado que eu estou hoje. Eu acordo nas manhãs dizendo o seguinte: O que eu fiz para de repente derrubarem o meu hotel, me usarem de bode expiatório, fecharem a minha boate, propagarem falsos valores, valores hipócritas?”
Oscar Maroni, em seu comunicado

Hipocrisia é pouco para esse país, que tem no surrealismo bizarro a sua principal característica.

por Gustavo Jreige / 14 Ago

Você deve ter notado que eu quase não consigo mais postar aqui no blog. Não é falta de tempo, nem de vontade. É de inspiração mesmo.

Pudera, tenho 800 temas em mente e sempre paro de escrever na primeira linha, desanimado pelo fato de não saber se cabe no OutrOs OlhOs. É a maravilhosa e maldita segmentação.

Antigamente, na época do Blogger.br, quando eu levava o blog a sério, mas não trabalhava tanto nele quanto agora, a Bia Kunze vivia brigando comigo, dizendo que eu deveria ter um foco.

Se não me engano, no evento da Fiz, conversei com o André Marmota e com o Fugita sobre isso – para você ver como realmente me preocupa. O conselho do meu blogueiro de tecnologia favorito foi: tenha um blog geral e outro com um tema específico. Mas, juro, não quero ter mais de um blog – quero lançar diversas coisas por aqui, mas só aqui.

Eu sei que esse blog já tem quase cinco anos (pois é, mas você descobriu há pouco tempo, não é mesmo?) e que essa crise de identidade deveria ter passado e o foco do blog deveria ter sido encontrado. E até foi.

O Thássius Veloso, dia desses, falou que precisava encontrar uma temática fixa para seu blog. Que queria ter uma linha certa, como o OutrOs OlhOs tinha: “jornalismo e séries, na maioria”. Se ele notou tão claramente, provavelmente essa temática também está forte na cabeça dos demais leitores.

É lógico que as pessoas que entram aqui ou que me conhecem pelo blog ou pelo podcast associam o OutrOs OlhOs e até eu mesmo com jornalismo. É natural.

Pode ser que, agora, os leitores também associem com textos e materiais sobre internet, blogs e jornalismo digital e colaborativo, temas que também estou infinitamente submerso.

Mas não foi sempre assim. Antigamente, quem acessava o blog procurava coisas sobre televisão aberta e comentários de notícias! Os posts eram basicamente nessas duas linhas, não passavam de dois parágrafos curtos e não tinham lá muito critério. A Bia mesmo certa vez disse que o OO estava com a label “Rádio e TV” em seu del.icio.us, e não com a de blogs.

Mas não tem como eu manter uma só linha editorial. Simples: eu comecei o blog com 14 anos, falando da minha vida e com posts sobre o noticiário. Passei por comentários políticos, culturais e me firmei a falar de comunicação. Enquanto isso, entrei na faculdade, comecei a ver tudo com outros “outros olhos” e os temas foram novamente sendo alterados.

Nem pelo lado mercadológico eu tenho uma decisão fácil: Meus posts sobre televisão são os que mais rendem visitas de paraquedistas e, conseqüentemente, maior lucro com o Adsense; mas os sobre blogs e jornalismo sempre repercutem mais, trazendo leitores qualificados, que geram comentários interessantes, que fazem o blog crescer. É óbvio, prefiro a segunda opção.

Agora, danou-se. O OutrOs OlhOs é um blog sobre jornalismo e vida online, mas eu também quero falar de outras coisas… E eu não sei se posso.

Fiz 19 anos nesse fim de semana e não postei nada a respeito, embora quisesse. Também não falei sobre os shows que eu fui, nem sobre as bandas novas que descobri. Eram coisas que certamente seriam interessantes ao leitor, mas eu deixei passar.

Quem lê blog não procura informação pura e limpa, mas sim personalidade. Ninguém acompanha um blog só pelo seu conteúdo, sem ter a mínima simpatia com o autor. Por outro lado, também ninguém lê um assunto que não se identifica.

Acho que o jornalismo passou por isso há muito tempo, e a solução foi estabelecer editorias – os pais dessa segmentação que está em constante expansão. Vou fazer o mesmo.

Estou trabalhando para otimizar as categorias do blog e o uso de tags. Em breve, o OutrOs OlhOs terá algumas páginas de entrada, separadas por editorias-chaves, com feeds próprios, que segmentarão o blog. A homepage e esse feed atual continuarão do jeito que estão, misturando tudo e mostrando tudo o que meus olhos vêem.

Aguarde novidades. São muitas, eu garanto.

Enquanto isso, me conta, o que você gosta de ver por aqui?

por Gustavo Jreige / 12 Ago

Qual é melhor: Flickr ou Fotolog? Parece simples, mas ambos têm suas peculiaridades, o que torna a briga interessante – principalmente quando ela é real, de carne e osso.

Pois é, quem teve a idéia e a realizou foi um grupo de alunos do segundo ano do curso de Comunicação Digital da Unisinos.

Eles gravaram diversos vídeos curtos em que a temática era a web e, nesse, de Henrique Zambonin, os dois serviços de foto duelam no estilo do game Street Fight. Ficou muito bom!

WebFight 2.0, de Henrique Zambonin, do segundo ano de Comunicação Digital, na Unisinos.

Eu torço para que tenha mais e o blog deles sugere que a próxima disputa seja do Blogger contra o WordPress. Que tal?

Seria ótimo, mas não unânime. Tenho certeza que o lutador preferido do Tiago Dória, por exemplo, seria o Twitter – que também aparece no vídeo -, não é mesmo?

Parabéns, pessoal da Unisinos. Ficou ótimo, espero os próximos!

por Gustavo Jreige / 7 Ago

[BL]DVD The Office, TV por assinatura, Livro O Monge e o Executivo[/BL]

Um canal feito para executivos certamente seria chato para qualquer outro tipo de telespectador, certo? Errado, bem errado.

Lançado no último dia 2, o canal ManagemenTV, tem como foco esse público, mas a programação passa longe do papo chato e formal. Primeiro canal do mundo totalmente especializado nessa temática, ele investe em atrações que têm, claro, as bases no mundo empresarial e de management, mas sem ser pedante ou entediante. Pelo contrário, é até bem interessante para qualquer um que seja um pouquinho empreendedor ou, ao menos, goste de saber a história por trás de marcas de sucesso.

De todos que estrearam agora na Sky (entre eles FashionTV, Sci-fi e Speed Channel), foi justamente o ManagemenTV que mais me interessou. Nesses quatro dias em que o canal está no ar, já me peguei diversas vezes assistindo-o, coisa que não fiz com nenhum outro lançamento da operadora.

É até natural que isso aconteça, já que caminho adotado por eles foi muito inteligente: tratar a complicada temática com bom humor e leveza, misturando informação e entretenimento (fórmula complicada, mas que traz ótimos resultados quando bem aplicada) e mantendo a linguagem simples.


Managementv, Colocado por acessweb

A segmentação da televisão é uma tendência mundial e se mostra cada vez mais presente em nosso país. Cada canal agrada seu nicho, e acabamos com uma vasta gama de opções para atingir todas as demandas. O mérito da ManagemenTV é justamente conseguir ultrapassar seu target, podendo ser assistida sem maiores adaptações por parte do telespectador comum de TV paga.

É claro que nem tudo é simples. Ele veicula programas de entrevista, como “CEO Exchange”, e alguns mais técnicos, que podem ser mais enfadonhos a leigos. Mas contra-balanceia com documentários e programas interessantes até mesmo para aquele público que tem em “O Aprendiz” a máxima aproximação com o mundo empresarial.

Um documentário que assisti e adorei foi o “Inside Saatchi & Saatchi: A Spirited Case Study“, sobre a construção da campanha publicitária para o lançamento da cachaça brasileira Sagatiba na Inglaterra. Mostrando os bastidores da agência e todo o processo de concepção, criação e produção dos anúncios, o programa, exibido originalmente com sucesso pela BBC2 na Grã Bretanha, certamente enche os olhos daqueles que torcem nas provas comandadas por Roberto Justus – ou, para manter melhor a proporção, por Donald Trump – além, é claro, de agradar qualquer brasileiro, que aprecia o esforço para representar o seu país em um mercado potencial.

Ainda não consegui ver, mas estou atento às reprises de “Coca x Pepsi” e “Google Por Dentro”. Nesses casos, somos atraídos até mesmo como consumidores, conhecendo melhor o funcionamento das corporações que fazem parte do nosso dia-a-dia. Parece chato para você?

Pode ser. Então é melhor optar pelos programas ainda mais leves e menos especializados – tanto que já passaram em outros canais. É o caso da versão britânica –e original – do seriado “The Office”, que é ótima e já foi exibida aqui no Brasil pelo Eurochannel e pelo People&Arts. Ou do reality show “The Restaurant”, que mostra a batalha do famoso chef Rocco DiSpirito para conseguir abrir e manter um requintado restaurante italiano em Manhattan, e foi veiculada em 2005 pelo canal Sony.

Produções nacionais ainda não foram lançadas, mas são prometidas para breve. De qualquer forma, o canal é interessante e gostoso de se ver, com identidade visual e vinhetas sóbrias e modernas.

O slogan deles, entretanto, é péssimo: “A gente tem o canal”. Gosto muito mais da frase dita no vídeo que ilustra o post: “Um canal para entender por que o mundo segue em frente”. Eles poderiam trabalhar em cima dela para criar um conceito melhor, não? Se eles assistissem ao “Ad Persuasion” (que exibem às 20h), com certeza ficariam mais inspirados… ;-)

A ManagemenTV é exclusiva da Sky e está disponível gratuitamente por tempo limitado a todos os assinantes – o tal período de degustação. A partir de 20 de agosto, será vendido separadamente, como extra, pela bagatela de R$39,90. Sim, quase quarenta mangos apenas por um canal.

Historicamente, canais vendidos a esse preço não duram muito tempo. Acreditando que o público-alvo tivesse alto poder aquisitivo, a Sky também enfiou a faca na venda à la carte do The Golf Channel. Por mais dinheiro que os potenciais consumidores pudessem ter, acho que eles não se dispuseram a pagar um absurdo desses. Deu nisso: o canal agora faz parte do plano mais básico, aberto a todos os assinantes. Se não der certo nem assim, ele certamente deve deixar o line-up.

A ManagemenTV, pelo menos, conta com experiências anteriores, devido à HSM – empresa conceituada no setor de capacitação de executivos e com uma grande carteira de clientes, que pagam bem caro por seus produtos – que está por trás do canal. Cada exemplar da revista bimestral [bp]HSM Management[/bp], por exemplo, custa R$36,50, para quem faz a assinatura anual. Desse modo, não é de se admirar que cobrem tão caro por sua verão televisiva, não é mesmo?

Só que, em breve, o Grupo Abril também lançará seu canal voltado ao mundo empresarial, o Ideal. O panorama pode mudar caso o Ideal consiga entrar no line-up da Sky – a maior operadora por satélite do país -, e aí a ManagemenTV poderá ter problemas, tendo que repensar toda sua estratégia.

Teremos então uma situação curiosa: Como será que empresas especializadas no competitivo mundo dos negócios lidarão com a concorrência? Essa briga eu quero ver.
Ou assistir.

***

Quem não tem Sky e se interessa pela temática, recomendo que assista ao programa “Mundo S/A”, da GloboNews. Também é ótimo, e dá para assistir online.

[BL]DVD The Office, TV por assinatura, Livro O Monge e o Executivo[/BL]

por Gustavo Jreige / 1 Ago

Alguns de meus blogs favoritos sobre jornalismo entraram de férias, sem novas postagens. E eu dei graças a Deus! Eles são ótimos, tão bons que eu começo a acumular estrelas do Google Reader em seus posts, que acabam lá, empoeirados.

Tal qual aqueles artigos de revista que você pensa em ler depois, mas acaba esquecendo e deixando de lado, os posts estrelados vão se acumulando em uma pilha virtual que só serve para te lembrar que você não dá conta de tanta notícia e textos bons. Eu não dou!

O número de blogs que eu assino nem é tão grande assim, mas raramente consigo ler tudo que me interessa. Principalmente esses de jornalismo, que costumam trazer links para análises interessantíssimas, notícias em inglês, pesquisas, discussões de alto nível… Coisas que realmente são importantes para mim, mas que ficam lá, na pilha maldita, aguardando um momento ocioso.

Aí, já era: quando finalmente consigo tempo para lê-los, já tem várias outras coisas interessantes, num ciclo vicioso.

O mesmo acontece com as listas de discussão. Quantas vezes eu já apaguei tudo para tentar começar a acompanhar, sem sucesso? A Radinho já passa de 400 tópicos diferentes não lidos, cada um com várias mensagens… Quem dá conta?

Em um seminário de filosofia do ano passado, onde falei sobre blogs e comunicação online, levantei a questão para debate: Todo mundo quer falar, alguém consegue ouvir?

Esse é o grande problema que os apocalípticos da web apontam: o excesso de informação, nem sempre de qualidade, tira a atenção que deveríamos dar ao que realmente importa.

Não tem solução, esse é um problema necessário e cabe uma solução pessoal. Prefiro poder escolher a TER que consumir algo específico. Basta tomar cuidado para tantas vozes falando alto ao mesmo tempo não acabarem impossibilitando o diálogo da comunicação.

É esse sentimento de excesso, que não é nada positivo, que pode estimular a contra-mão do tal do anarquismo digital, em que escolhemos e consumimos apenas o que queremos.

Acho que essa é a base de projetos como o WeShow e a Fiz.TV: Está tudo organizado, de uma forma que facilita a eliminação do que não for de fato interessante, levando o consumidor uma informação já selecionada. É exatamente isso que pode fazer essas propostas vingarem.

Quem diria que tanta disponibilidade sob demanda faria com que eu sentisse falta da seleção de editores (sendo eles internautas ou não) e até mesmo da grade horária dos canais de TV…

É óbvio que eu acho maravilhoso ter toda essa personalização que temos hoje, mas, de fez em quando, até isso precisa de férias. É mesmo apenas preguiça e falta de habilidade para administrar tanto conteúdo, mas se acontece comigo, que estou habituado com muita informação simultaneamente, imagina para aquele cidadão-padrão que só consegue ter dois temas agendados ao mesmo tempo?

Eis o desafio da era online: organizar as informações e encontrar a melhor forma do usuário se relacionar com ela.

De qualquer forma, quem sabe as férias desses blogueiros já não sejam o suficiente para eu colocar a leitura em dia e poder voltar a gostar de ter tanto conteúdo a disposição… Resolveria o meu caso, não é mesmo?