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Sep18

Se não dá para atualizar o blog, pelo menos mantenho o micro-blog!


Veja abaixo as minhas dez últimas postagens no Twitter, atualizadas automaticamente!



    ***

    Não estou dando conta de tudo que tenho para fazer. Estou em período de trabalhos e provas na faculdade e, por isso, minha vida online foi paralisada. Não está dando tempo de terminar o podcast, de trabalhar nos meus projetos e de postar aqui no blog (embora eu tenha vários posts pela metade!).

    Enquanto trabalho feito um condenado em tudo (e alguns trabalhos são legais, envolvem blogs e jornalismo colaborativo!), pelo menos mantenho o OutrOs OlhOs atualizado com “piscadinhas” direto do Twitter - onde, por sinal, venho postando há mais de um mês.

    Não são textos ou posts que se prezem não, mas é o melhor que consigo fazer com esse tempo e com o limite de 140 caracteres (que, eventualmente, burlarei através do GTalk).

    Aqui em cima ficam as minhas 10 últimas postagens no Twitter, atualizadas automaticamente. Ele não avisa quando tem coisa nova, então fique sempre de olho, certo?

    Obviamente, as micro-postagens não são definitivas aqui no blog. Encare isso como um colírio - de efeito paliativo, portanto.

    Ah, claro, os comentários estão abertos e continuarão sendo lidos e respondidos!

    Semana que vem as coisas estarão mais sossegadas por aqui e aí eu volto!

    Agradeço a sua compreensão!

    Compare Preços: Lost, Desperate Housewives, Greys Anatomy, 24 Horas

    Sep6

    Uso de “bichês” e enquetes inúteis: O que a Folha Online pode melhorar


    Todos nós nos identificamos com algumas marcas e passamos a nos relacionar com elas de maneira diferenciada, mais próxima e até mais passional. Com produtos jornalísticos a relação é ainda mais complexa, já que envolve a percepção e aceitação da credibilidade pelo consumidor e um contato mais longo entre marca e cliente, acontecendo, possivelmente, em diversos momentos do dia, todos os dias.

    A minha marca preferida de jornal na rede é a Folha, em disparado. Leio na web, todos os dias, a versão, errr, impressa do jornal; sou assinante do UOL; acompanho a Folha Online e costumo utilizar bastante o seu “comunicar erros” – sendo sempre atendido com gentileza e rapidez.

    É claro que, como jornalista essencialmente de web, também quero trabalhar lá, ou estagiar, ou coisa do tipo. Eu realmente gosto da Folha, bem mais do que de outros jornais (embora O Globo também faça um ótimo trabalho na rede). Simples assim.

    E é exatamente por isso que me incomoda tanto as besteiras que a Folha Online faz.

    Já devo ter reclamado por aqui dos “Destaques GLS”, escritos pelo Sérgio Ripardo, que também é editor-chefe da Ilustrada Online. Na época, eu dizia que aquilo deveria ser um blog e não ser veiculado como análise, dentro da editoria Ilustrada. Depois de um tempo, felizmente, transformaram em uma coluna.

    O problema é que ela continua inapropriada. A linguagem é a tal “bichês”, que é um divertido diferencial de blogs gays, como o finado Papel Pobre, mas fica patética num site jornalístico voltado a todos os públicos. Não é preconceito, homofobia ou puritanismo, mas não entendo qual a necessidade de usar palavras como “necas” e expressões afetadas como “bofe-escândalo” para fazer uma coluna GLS.

    Quando um humorístico faz uso de palavras e expressões clichês, os grupos GLS se ofendem. Oras, uma coluna na Folha Online que não pode ter a linguagem padrão do resto do site não acaba reforçando o tão combatido estereótipo?

    Claro que não sou target, por isso nem posso opinar sobre os temas escolhidos, mas a abordagem – aspecto jornalístico – também é equivocada para um site noticioso (embora na última coluna, o Sérgio tenha acertado o tom). Óbvio que o site não precisa ser engessado e sem graça, mas existem formas e formas de se fazer humor, algumas bem informativas. Não é o caso.

    Precisa, por acaso, dar 10 dicas “para evitar o vexame de ser pego com a boca na botija” fazendo “banheirão”? Notem o começo da coluna, mais jornalística, sendo interessante a qualquer tipo de público.

    O tal do “banheirão” veio à tona por causa do senador americano, então é mesmo pauta. Informações sobre casos brasileiros e o que os shoppings estão fazendo para evitar a prática também são interessantes. Assim como a análise do Sérgio.

    Pena que isso tudo fica resumido a dois parágrafos. Depois, vem dicas para não ser pego praticando. Qual é? Cadê o enfoque jornalístico? Esse tipo de conteúdo caberia em um site segmentado, com público restrito a interessados pelo assunto.

    Claro que ninguém é obrigado a ler – eu mesmo não costumo -, mas isso não é desculpa. Por mais que a coluna seja GLS, ela não pode ser feita apenas para gays e, mais uma vez, deveria ter um interesse informativo ou opinativo antes de tudo, que complementasse o aspecto noticioso do site.

    Esse é um dos principais pontos em que a Folha Online me irrita, esquecer o que ela realmente é: um site de notícias.

    Tal esquecimento passa pela seção de interação da Ilustrada, com enquetes tão relevantes como “Qual a melhor substituta de Glória Maria?” (com o enunciado: “A apresentadora Glória Maria está em férias no “Fantástico”. Nesse período, ela será substituída por Patrícia Poeta e Renata Ceribelli, que vão se revezar na função. Qual das duas você prefere?”) e “Qual a melhor de Amy?” (cujo o enunciado diz: “Amy Winehouse protagonizou, neste mês de agosto, notícias sobre internação por conta de overdose. Qual sua música preferida da cantora inglesa?”).

    Nessa enquete aqui, é para responder qual o personagem mais legal de “Desperate Housewives”. Então por que o enunciado é “A Rede TV! estreou, neste mês de agosto, uma versão brasileira do seriado norte-americano “Desperate Housewives“. Qual a personagem feminina mais interessante da série?”? Afinal, é o personagem mais legal de “Desperate ou de “Donas de Casa Desesperadas”? Se for da brasileira, por que os nomes são os dos personagens norte-americanos?

    Dá para ficar ainda pior! Olha a enquete que foi a publicada hoje:

    Pérolas
    Qual a pior frase das últimas semanas no mundo das celebridades?

    ( ) A indústria da fofoca esqueceu de mim” - Daniella Cicarelli, ex-ronaldinha, no programa de Jô Soares (Globo)
    ( ) “Oh, my God” - Gisele Bündchen, top model brasileira entediada, durante o lançamento de um xampu em São Paulo
    ( ) “Ééééé” - Irislene Stefanelli, apresentadora do “TV Fama” (RedeTV!), e sua introdução a qualquer frase
    ( ) “Xuxa pecou” - Mara Maravilha, ex-apresentadora de programas infantis e ex-capa da “Playboy”, sobre a participação da colega loira no filme proibido “Amor Estranho Amor”
    ( ) “Um ‘Zé Mané’ teria levado o túmulo dos Matarazzo” - Ronaldo Ésper, estilista, após ser inocentado da acusação de furtar vasos de um cemitério paulistano

    Qual é a utilidade? Pra quê isso?

    As de outras editorias são realmente bem pensadas e contém debates relevantes, questionando a população sobre temas polêmicos do noticiário, como “Na sua opinião, o senador Renan Calheiros vai conseguir ser absolvido no processo por quebra de decoro parlamentar no plenário do Senado?” e “Depois da norte-americana Mattel, foi a vez da fabricante brasileira Gulliver anunciar um recall de brinquedos fabricados na China. Depois disso, você passou a se preocupar com os itens fabricados no país asiático?

    Custava pensar um pouco mais ao elaborar as enquetes da Ilustrada? Só porque é de cultura (opa, você lembra? CULTURA! Não entretenimento, fofoca ou futilidade!) não pode falar sério?

    Pode e deve. Acho que aqui há confusão de conceitos. Interatividade por si só é vazia e sem utilidade. Ela precisa de propósito, de dedicação, de atenção, de um porquê.

    Ter só para ter é besteira. Interatividade e colaboratividade não são apenas marcas de modernidade. São recursos absolutamente ricos, que podem agregar muito valor ao conteúdo produzido pelos jornalistas e colunistas.

    Como consumidor, que gosta muito da Folha, eu lamento esses erros bobos – e, por isso mesmo, tão fáceis de arrumar. Humildade, sem dúvida nenhuma, o Ricardo Feltrin tem para assumir um erro e melhorar. Basta tais erros saltarem aos seus olhos.

    E você, concorda comigo? Tem alguma coisa que te irrita?
    E os leitores gays, o que acham da coluna “Destaques GLS”?

    Compare Preços: Desperate Housewives, Lost, Desperate Housewives, Greys Anatomy, 24 Horas

    Sep4

    Tirando a remela


    Desculpa, desculpa, desculpa. Deixei o blog abandonado por alguns dias, não publiquei o podcast, não indiquei ninguém no BlogDay, não agradeci às indicações, não fiz nada.

    Mas estou de volta.

    Muito obrigado aos que indicaram o OutrOs OlhOs no BlogDay e em prêmios como o The Power Of Schmooze Award. Luiz, Rafa e Thas, muito obrigado, de verdade!

    Em meio a tantas polêmicas na blogosfera, que vive um momento tenso como eu nunca tinha visto antes, promover a cortesia é um alento e me faz lembrar por que blogs são tão legais.

    Nesse ponto, também agradeço publicamente ao Ian Black e ao Renê Fraga, que me deram uma força tremenda dia desses. É que estou fazendo uma reportagem, para a faculdade, sobre música independente e a importância da internet como catalisadora de sucessos musicais. Nada melhor, portanto, do que cobrir o GAS Festival, que teria a apresentação de 20 bandas inicialmente votadas pela web.

    O problema é que perdi o prazo de credenciamento para a imprensa. Aí o Ian conversou com o Renê e ele, um dos Blogueiros GAS, deu metade de seus convites para mim, que, dessa forma, pude ir ao Festival com a minha equipe de reportagem.

    Na gravação do podcast, perguntei a alguns entrevistados qual era a melhor coisa que o blog tinha gerado a eles. Todos responderam que eram as amizades. Concordo plenamente.

    Muito obrigado, Ian e Renê!

    Sobre o podcast… Bom, ele sai. Ainda estou gravando, acredita? Até o final da semana estará no ar (e no seu agregador de podcasts!).

    É isso. Este post atípico serve para mostrar que estes OutrOs OlhOs estão novamente bem abertos.

    ***
    Ah sim, agradeço também quem me convidou para participar de memes. Mas esses eu evito, não gosto muito não.

    Compare Preços: Friends, Gilmore Girls, The OC, Smallville

    Participe do novo Podcast:

    OutrOs OlhOs Podcast Está no forno o novo episódio do OutrOs OlhOs Podcast, falando sobre blogs, e você pode participar dele. Basta responder, em áudio, a pergunta:

    O caminho da comunicação passa pelos blogs?

    Grave a sua resposta, com até dois minutos, em MP3 ou WAV, usando algum programa do tipo Audacity (que é gratuito), e envie para podcast@outrosolhos.com.br. Também dá para gravar diretamente nos comentários do podcast, clicando aqui.

    As gravações poderão ser veiculadas no nosso próximo episódio!

    Receba o Podcast

    Para não perder o novo episódio, que será lançado em breve, é só ficar ligado no site do Podcast ou então assinar o FEED e recebê-lo direto em seu agregador, de graça e sem trabalho!


    OutrOs OlhOs, por Gustavo Jreige
    SP - Brasil | Desde 03/02/2003





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