Especial “O Teatro Mágico”: As músicas do CD “Segundo Ato” e os novos caminhos da trupe
O Teatro Mágico mudou. Em seu “Segundo Ato”, como bem disse um integrante do grupo, há menos bolas de sabão – que, segundo ele, já ardiam os olhos. A idéia era fazer um CD mais politizado, menos colorido, saindo do “Mundo Mágico de Oz… Osasco” (a piada fraca e batida, repetida em todos os shows, que brinca com a cidade de origem do grupo) e chegando a São Paulo, onde agora fica o escritório da trupe. Pois bem, a convite d’O Teatro Mágico, fui à estréia do novo show, recebi prévia do CD e depois o CD pronto, além de um preview do DVD. Vi e ouvi tudo e posso afirmar: o grupo é outro – e isso não é necessariamente bom.
Vamos por partes – e são várias. Se você é fã do Teatro Mágico, como eu sou há um bom tempo, vai adorar essa série especial de posts sobre o grupo, que será publicada agora e nos próximos dois domingos.
Nessa primeira parte, você verá a crítica do novo CD “Segundo Ato”. No segundo post do especial, no ar no próximo domingo, trarei dados surpreendentes sobre o grupo, minhas impressões sobre o novo show e fotos da apresentação e dos bastidores. No terceiro e último post, dia 24, você verá um vídeo exclusivo com a prévia do DVD, em primeira mão! Vamos começar? Estréia, então, o Estúdio OutrOs OlhOs!
CD – O TEATRO MÁGICO: SEGUNDO ATO
As maiores críticas ao primeiro álbum, “Entrada para Raros”, eram nesse sentido: a pretensão do grupo de ser diferente e mudar tudo era maior do que a qualidade de suas letras e músicas.
Em contrapartida, os sons “coloridos” e um tanto quanto apaixonados da banda, resgatando um universo inocente, em que o amor prevalece e o mundo é perfeito, conquistavam milhares de “raros” (como os fãs da trupe são chamados), especialmente universitários, encantados com aqueles palhaços felizes em pedras mais altas, com papéis de realejo trazendo sorte, com camaradas d’água vivendo à sua maneira, com lembranças do anjo mais velho que duravam até a ultima respiração, com opostos se distraindo e dispostos se atraindo.
Agora, o teatro está menos mágico, os tons coloridos foram substituídos por cinza, os trocadilhos infelizes continuam e as críticas sociais são rasas e ainda mais pretensiosas. O disco não é ruim, mas também não empolga. Como há uma dose bem menor de romantismo, que tanto apetece a platéia da trupe, pode decepcionar. Mas, por esse mesmo motivo, pode trazer novos ouvintes.
“Amadurecência”, uma poesia dispensável que marca a passagem entre as fases do grupo, abre o álbum. Não poderia deixar de registrar que a frase “com outros olhos” é repetida várias vezes. Agradeço o merchan.
Na seqüência, músicas já conhecidas pelo público, em novas versões. Detestei quase todas da primeira vez que ouvi, por ter lembrança delas sendo tocadas ao vivo ou em MP3 acústicas que rolaram na web, mas agora gosto bem mais.
Na ordem: “O Mérito e o Monstro” – mais rock’n’roll, um belo acerto -, “Cidadão de Papelão” – música pensada para esse álbum e uma das minhas favoritas, que já tocava nos últimos shows da primeira turnê – e “Pena” – música já batida, em versão pouco inspirada, com efeitos desnecessários, não conseguindo trazer nem um pouco da força que a canção tem ao vivo.
Também conhecidas do público, “Sonho de uma flauta” – já disponibilizada pelos fãs em acústico, agora com arranjos melhores, mais emocionante e com uma alteração boba na letra, quando diz “sei que toda mãe é santa, sei que a incerteza traz inspiração”, ao invés de “(…) toda mãe é santa, mas a incerteza (…)”, mas que poderia ficar melhor se conseguisse dar a sensação de um sonho, lúdico, coisa que não chega nem perto – e “Eu não sou Chico (mas quero tentar)” – samba gostoso, com boa letra, divertida e bem-humorada, talvez a melhor canção do álbum.
Das novas, gosto muito de “Xanéu Nº5” – crítica à televisão, com participação de Zeca Baleiro (sim, o encontro perfeito, dirão tanto os que odeiam quanto os que adoram!) -, de “Abaçaiado” – música bem gostosa, que tem traços de “Camarada d’Água” e de “Zaluzejo” e traz um tom nordestino ao disco, com a participação do Silvério Pessoa – e “Reticências…” – que traz mais elementos circenses à música e tem uma surpresa escondida ao seu final.
Fiquei indiferente às outras músicas, como “Sina Nossa” e “Criado Mudo”, bem dispensáveis ao meu ver.
Não gosto tanto das vinhetas desse álbum quanto gostei das do anterior. As que se destacam são “#@$!@” e “Alguma Coisa”, especialmente a primeira – que consegue, no álbum, ter a energia que tem no palco.
A produção do disco está infinitamente melhor. O CD, independente, é vendido em duas versões: só o CD, sem arte, por R$5,00, e com encarte, por R$10. A capa do disco e o encarte são bem bonitos – assim como o novo figurino e cenário, possuem elementos de Sandman, quadrinhos de Neil Gaiman, e das obras de Salvador Dalí -, como você pode ver acima. Também dá para baixar tudo de graça, na Trama Virtual – onde o primeiro CD também está disponível. Boa, TM!
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Com esse post e com os outros dois da série, quebro uma promessa pessoal. A antiga assessoria de imprensa do grupo cometeu tantos deslizes comigo quando tentei fazer uma matéria com eles para um programa de TV que prometi nunca dar espaço algum ao Teatro Mágico. Felizmente, até isso mudou e dei uma segunda chance. Não me arrependi nem um pouco.
E, como você já notou, essa é a estréia do “Estúdio OutrOs OlhOs”, coluna que sempre dará espaço para artistas independentes que eu gostar. Já dava esse espaço no Podcast, mas como costumo demorar séculos entre um podcast e outro, agora vira coluna no blog também. Espero que você goste das minhas indicações musicais e que também sugira nomes, no blog(arroba)outrosolhos.com.br.
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09/10/2008 - 09:59
Rs.
o Daniel Laleska. é gente boa tocou com meu patrão um tempo.
ele deve uma grana pra ele ainda
;p
KAOpPAKAPoka
haha]
Rs.
13/10/2008 - 20:56
o seu patrão então é um safado…rsr
14/10/2008 - 13:33
Ter Cultura é sempre bom. E quem não gosta, que vá perder seu tempo com o que gosta. Não critique o que você não tem cabeça para conhecer.
14/10/2008 - 16:40
¬¬’ eu falei que o daniel que deve pra ele
¬¬’
20/10/2008 - 18:17
O Dani nunca foi patrão, não tem como dever sem ser patrão…
acompanho a vida do Dani desdo Raul Gil e nunca soube que ele foi dono de alguma banda…
acho que vc está enganado.
21/10/2008 - 09:04
affs ¬¬’ vcs não sabem ler não ?
eu falei que o meu patrão ele tocou com o daniel no raul gil tambem !!
daniel fazia sax e ele (meu patrão) é guitarra!!!
e os dois são amigos e tals e o meu patrão flo zuando que ele (o dani ) ainda deve uma grana pro meu patrão!!
¬¬’
intenderão ou quer que eu desenhe !?
13/01/2009 - 14:31
Como se a existência de fãs malucos e críticos (mal interpretados ou mal intencionados)fosse a maior novidade do mundo.
Como na letra de uma dessas bandas sem noção de SP: “cada um no seu quadrado”. Não faz mais que o seu papel.
E depois dessa proliferação de blogs, fotoblogs,globglobs, todo mundo é o ancião da montanha.
08/02/2009 - 22:19
eu amei quando o vi pela primeira fez que pena quando eles tiveram aqui em vitoria a cida em que eu moro não pude ir mas eles são realmente d+e uma união de cirdo poesia musica boa letra teatro ..tudo que envolve a cultura bom eu que faço teatro a cinco anos e amo poesia ate escrevo me arrisco afazer isso não tem como não gosta deles .eles são som acho que os jovens deste brasil tinha ue da falo a algo como este genero e não funk musicas provanas que falam de bunda barriga rrabbo etc.
se o povo brasileiro dece mas valo a sua propria cultura tudo seria melhor.
23/05/2009 - 17:54
Bem, exercitemos um pouco esse lado anitelli-crítico, tão bem tentado pelo autor do blog…me apetecem os ousados e essa característica, por mais que não queiramos ver , é o que não falta ao TM…o objetivo de um sarau amplificado nos permite que adentremos variadas formas de manifestação artística… acho que é um sopro de vigor no cenário, tão batido com regravações, inóspito, insipido, estéril de novidades, um duelo quixotesco com o mainstream( quanto tempo não sei…).Que venham mais manifestações promotoras de cultura, abrindo os olhos desse período fastfoodiano…a poesia prevalece.
17/09/2009 - 18:30
amei o trabalho e vejo que nos palhacos nao temos que ser iguais a ninguem cada um no seu quadrado e na sua viagem. vces estao de parabens e isso mesmo invente…Moro nos E.U e tambem trabalho animando festas infantis, casamento e todos os eventos que tem por aqui…braszilian days…e o q precisar de nos pal;hacos estaremos la animando …e vejo que a presenca do palhaco e levar alegria…muitas das vezes fazendo coisas errada..ou mesmo pulando dancando sem nocao certa do que estamos fazendo…mas, do outro lado tem alguem sorrindo..as vezes estao ate em luto mas, naquele momento ali esqueceram a trsteza e levamos a eles total dispreendimentos de si mesmo e passaram a viver aqule momento em que estamos ali trabalhando e levando eles a uma realizade iluzoria…ser palhaco e isso…nao temos lnda certa pras coisas nao…vivemos o que deus nos mandou viver que e a liberdade total liberdade….bjues a todos meus irmaos palhacos e vamos nessa facam diferentes…quero comprar um cd seus..onde encontro ou entao entre no meu orkut fabrica de sonhso animacao de festas…e conversaremos melhor..ok. fiquem com Deus e alegres sorridentes sempre.