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	<title>OutrOs OlhOs &#187; Especiais</title>
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	<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 19:17:03 +0000</pubDate>
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		<itunes:summary>Arquivos sonoros do blog OutrOsOlhOs.com.br</itunes:summary>
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		<title>Especial “O Teatro M&#225;gico”: O show do &#8220;Segundo Ato&#8221; e o download das m&#250;sicas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 06:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Veja a primeira parte desse especial clicando aqui.
O Teatro M&#225;gico &#233; um espet&#225;culo, um jun&#231;&#227;o de m&#250;sica, poesia, teatro, circo&#8230; Com o objetivo de ser um “sarau amplificado”, ele une suas can&#231;&#245;es e textos a figurinos, cen&#225;rios, coreografias, acrobacias, palha&#231;adas. Quando junta tudo numa coisa s&#243;, ganha for&#231;a e mostra porque consegue atrair tanta gente: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/08/estudio-posts.jpg" alt="Est&uacute;dio OutrOs OlhOs - Lugar de m&uacute;sica independente" title="Est&uacute;dio OutrOs OlhOs" align="right" /><strong><a href="http://www.outrosolhos.com.br/2008/08/10/teatro-magico-cd-musicas-segundo-ato/" target="blank" class="liinternal">Veja a primeira parte desse especial clicando aqui.</a></strong></p>
<p>O Teatro M&aacute;gico &eacute; um espet&aacute;culo, um jun&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica, poesia, teatro, circo&#8230; Com o objetivo de ser um “sarau amplificado”, ele une suas can&ccedil;&otilde;es e textos a figurinos, cen&aacute;rios, coreografias, acrobacias, palha&ccedil;adas. Quando junta tudo numa coisa s&oacute;, ganha for&ccedil;a e mostra porque consegue atrair tanta gente: &eacute; no palco que esse teatro m&aacute;gico de fato acontece.</p>
<p>J&aacute; vi v&aacute;rios shows da trupe, peguei v&aacute;rias filas intermin&aacute;veis e j&aacute; at&eacute; fiquei de fora, ap&oacute;s mais de <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2007/03/17/o-teatro-magico-para-mais-raros/" target="blank" class="liinternal">6 horas aguardando por um ingresso</a> (pois &eacute;, mas isso quando ainda n&atilde;o tinha visto nenhum show e queria ver mais do que tudo na vida). Fui nas duas Viradas Culturais, <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2007/05/07/virada-cultural-o-que-a-fumaca-nao-pode-encobrir/" target="blank" class="liinternal">ano passado</a> e nesse, ficando no meio das multid&otilde;es de 40 e 30 mil pessoas, respectivamente, que sa&iacute;ram com o p&eacute; detonado ap&oacute;s tanto pular e receber pis&otilde;es.</p>
<p>Fui a tantos shows do “Entrada para Raros” que, em certo momento, ningu&eacute;m mais queria me acompanhar. De tanto repetir as mesmas m&uacute;sicas e piadas, o TM foi cansando a plat&eacute;ia menos fan&aacute;tica. Consciente disso, tomou uma importante – e acertada - decis&atilde;o: nesse novo “Segundo ato”, n&atilde;o cantaria nenhum de seus maiores hits, do disco anterior.</p>
<p><img src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/08/fernando-editada.jpg" alt="" title="Fernando Anitelli - O Teatro M&aacute;gico - 2&ordm; Ato / Foto: Vinicius Campos" class="aligncenter size-full wp-image-287" /></p>
<p>A convite do grupo, assisti &agrave; estr&eacute;ia da turn&ecirc;, no Memorial da Am&eacute;rica Latina, em S&atilde;o Paulo, h&aacute; cerca de dois meses. De fato, n&atilde;o tinha as can&ccedil;&otilde;es mais famosas do “Entrada para Raros” – o grupo chegou a <a href="http://br.youtube.com/watch?v=0ID1-Q8iGc4" target="blank" class="liexternal">brincar, tocando a introdu&ccedil;&atilde;o de algumas delas</a> -, mas elas n&atilde;o fizeram tanta falta assim (na verdade, s&oacute; me lembro de tocar uma nova vers&atilde;o de &#8220;<a href="http://br.youtube.com/watch?v=1EtiuNuUiKA" target="blank" class="liexternal">Uma parte que n&atilde;o tinha</a>&#8220;, do primeiro &aacute;lbum). </p>
<p>Quase todas m&uacute;sicas desse novo &aacute;lbum j&aacute; eram tocadas na turn&ecirc; antiga, o que gerou uma transi&ccedil;&atilde;o menos do&iacute;da, sem tanto estranhamento. Essas can&ccedil;&otilde;es – como “Pena”, “O M&eacute;rito e o Monstro” e “Cidad&atilde;o de Papel&atilde;o” -, ganharam novos arranjos e toda uma composi&ccedil;&atilde;o de palco - viraram &#8220;n&uacute;meros musicais&#8221;, como diria algum apresentador brega da TV. </p>
<p>E foi um show de palco - totalmente registrado pelos f&atilde;s e <a href="http://br.youtube.com/results?search_query=teatro+m%C3%A1gico+memorial&#038;search_type=&#038;aq=f" target="blank" class="liexternal">dispon&iacute;vel no Youtube</a>. A plat&eacute;ia delirou com as representa&ccedil;&otilde;es ainda mais teatrais das m&uacute;sicas – que tamb&eacute;m ganharam um toque mais rock’n’roll, que empolgou. A energia e o romantismo que fizeram o grupo se destacar nos &uacute;ltimos anos continuavam novamente ali, revigorados.</p>
<p>Novas acrobacias e coreografias ajudaram a renovar o espet&aacute;culo visual. Os figurinos estavam muito, muito mais luxuosos e belos, um grande e necess&aacute;rio avan&ccedil;o a essa trupe cada vez menos mambembe.</p>
<p>Ao contr&aacute;rio do CD, no show tudo funciona. A presen&ccedil;a de palco do grupo garante isso quando a m&uacute;sica n&atilde;o o faz – e s&atilde;o poucas vezes.</p>
<p>Naturalmente, as can&ccedil;&otilde;es novas ainda n&atilde;o animaram tanto assim, nem tinham for&ccedil;a, em sua primeira apresenta&ccedil;&atilde;o &#8220;oficial&#8221; (com a vers&atilde;o que foram gravadas no disco), para substituir “Realejo”, “Ana e o Mar”, “O anjo mais velho&#8221;, “A pedra mais alta”, “Zaluzejo” e companhia, mas tamb&eacute;m n&atilde;o deixaram o p&uacute;blico se desanimar.</p>
<p>Nos pr&oacute;ximos shows, certamente j&aacute; ser&atilde;o grandes hits – especialmente “Eu n&atilde;o sou Chico (mas quero tentar)” (que <a href="http://br.youtube.com/watch?v=_WppNvs0Gsk" target="blank" class="liexternal">no show ganha uma hil&aacute;ria introdu&ccedil;&atilde;o</a>), “<a href="http://br.youtube.com/watch?v=Gp_gWPu-PRs" target="blank" class="liexternal">Retic&ecirc;ncias</a>” e “<a href="http://br.youtube.com/watch?v=I25wwWv9fCs" target="blank" class="liexternal">Aba&ccedil;aiado</a>” .</p>
<p>O show continua imperd&iacute;vel e h&aacute; grandes chances de levar novamente o pr&ecirc;mio do Guia da Folha de melhor show do ano – <a href="http://tminfoco.blogspot.com/2007/12/o-teatro-mgico-capa-do-guia-da.html" target="blank" class="liexternal">feito conquistado no ano passado</a>. Eu votaria.</p>
<p>Al&eacute;m disso, a lojinha do TM continua l&aacute; (com novas camisetas!), ainda tem uma m&uacute;sica em que todos sentam e, &eacute; claro, a trupe continua descendo para conversar com o p&uacute;blico ap&oacute;s o show.</p>
<p>Se interessou? Em S&atilde;o Paulo, o pr&oacute;ximo show do Teatro M&aacute;gico ser&aacute; nos dias 04 e 05 de outubro, no mesmo Memorial da Am&eacute;rica Latina – boa loca&ccedil;&atilde;o, com palco vazado e espa&ccedil;o para todo mundo sentar e tamb&eacute;m dan&ccedil;ar, sem aperto. Estarei l&aacute;! </p>
<p><img src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/08/bonecos.jpg" alt="" title="Bonecos no Trap&eacute;zio - O Teatro M&aacute;gico - 2&ordm; Ato / Foto: Vinicius Campos" class="aligncenter size-medium wp-image-289" /></p>
<h3>O Teatro M&aacute;gico - Download de M&uacute;sicas</h3>
<p>Sempre admirei o grupo pela forma inteligente que utiliza a internet e consegue mobilizar os f&atilde;s. &Eacute; um dos primeiros e maiores sucessos musicais provenientes da web no Brasil. Duvida?</p>
<p>O CD “Segundo Ato” foi disponibilizado integralmente no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6273" target="blank" class="liexternal">Trama Virtual</a>. E adivinha? 60% de todas as m&uacute;sicas baixadas nos meses de junho e julho no site eram da trupe.</p>
<p>At&eacute; agora, mais de 550 mil downloads foram feitos no site, um recorde. Para efeito de compara&ccedil;&atilde;o, no ano passado o m&ecirc;s que mais teve downloads no Trama Virtual, agosto, contou com “apenas” 170 mil downloads no total. </p>
<p>Visitei v&aacute;rias vezes o <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/top100.jsp" target="blank" class="liexternal">TOP 100</a> do site, e por muito tempo, todas as m&uacute;sicas do Teatro M&aacute;gico (37 no total, com as can&ccedil;&otilde;es do primeiro e do novo disco) estavam entre as 40 mais ouvidas – <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u414584.shtml" target="blank" class="liexternal">todas do TOP 20 eram deles</a>. Todas continuam entre as 65 mais ouvidas e 11 m&uacute;sicas do TOP 20 s&atilde;o deles.</p>
<p>O que &eacute; curioso &eacute; que algumas das m&uacute;sicas mais acessadas da trupe no site <a href="http://letras.terra.com.br/o-teatro-magico/mais_acessadas.php" target="blank" class="liexternal">Letras</a>, um dos mais populares de seu g&ecirc;nero, n&atilde;o costumam tocar nos shows, n&atilde;o est&atilde;o em nenhum CD – e, conseq&uuml;entemente, tamb&eacute;m n&atilde;o no Trama Virtual. &Eacute; o caso de “Cuida de Mim”, que ocupa o terceiro lugar, “Eu n&atilde;o sei na verdade quem eu sou”, na quinta posi&ccedil;&atilde;o, “Sobra tanta falta” (8&ordf;) e “Perto de Voc&ecirc;” (9&ordf;). Sinal de que continua havendo um grande n&uacute;mero de downloads das m&uacute;sicas em outros sites – tem at&eacute; uma <a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=23012383" target="blank" class="liexternal">comunidade s&oacute; para isso no Orkut</a>, com mais de 8 mil membros.</p>
<p>Essas m&uacute;sicas n&atilde;o s&atilde;o necessariamente do Teatro M&aacute;gico como um grupo, mas grava&ccedil;&otilde;es de Fernando Anitelli e de outros membros da trupe, a maioria apenas com voz e viol&atilde;o. Voc&ecirc; pode encontrar essas e outras m&uacute;sicas <a href="http://www.4shared.com/dir/4799797/cfa62bbc/O_Teatro_Mgico.html" target="blank" class="liexternal">clicando aqui</a>.</p>
<p>****</p>
<p>No pr&oacute;ximo domingo, na &uacute;ltima parte do Especial &#8220;O Teatro M&aacute;gico&#8221;, voc&ecirc; confere uma super galeria de fotos desse show e tamb&eacute;m um v&iacute;deo exclusivo e em primeira m&atilde;o do novo DVD do grupo!</p>
<p>****</p>
<p>Claro, n&atilde;o posso deixar de falar das dezenas de coment&aacute;rios no <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2008/08/10/teatro-magico-cd-musicas-segundo-ato/" target="blank" class="liinternal">post anterior</a>, criticando minha cr&iacute;tica e at&eacute; me ofendendo. A todos que usaram argumentos e que foram racionais, agrade&ccedil;o. Aos que xingaram apenas por eu n&atilde;o ter falado 100% bem do CD, pe&ccedil;o reflex&atilde;o: uma das propostas do Teatro M&aacute;gico &eacute; ser cr&iacute;tico com tudo, inclusive com ele mesmo. &Eacute; n&atilde;o aceitar por aceitar, ou, como diz a m&uacute;sica &#8220;n&atilde;o acomodar com o que incomoda&#8221;. Ser alienado com o pr&oacute;prio trabalho d&#8217;O Teatro M&aacute;gico &eacute; negar, contradizer e desperdi&ccedil;ar tudo que o Fernando e a trupe pregam. Esse tipo de fanatismo me parece exatamente incompreens&atilde;o. Pensem nisso. <img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>****</p>
<p>Tem sugest&atilde;o de banda para o Est&uacute;dio OutrOs OlhOs? Mande para <a href="mailto:blog[arroba]outrosolhos.com.br" class="limailto">blog[arroba]outrosolhos.com.br</a>. <img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Fiz TV: conhe&#231;a o canal de TV interativa do Grupo Abril</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 19:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/07/fiz_tv.png' alt='Fiz.TV: Canal colaborativo estr&eacute;ia em 30 de julho' />Voc&ecirc; deve ter lido em algum outro blog que, na sexta-feira, dia 29 de junho, aconteceu em S&atilde;o Paulo o pr&eacute;-lan&ccedil;amento do Fiz.TV, o novo canal televisivo do Grupo Abril. O evento tinha o objetivo de apresentar a emissora aos blogueiros e permitir que tir&aacute;ssemos nossas d&uacute;vidas a respeito dessa nova proposta, ainda um tanto mal compreendida por muitos, que insistem em rotul&aacute;-la de Youtube-killer ou bobeira do tipo. N&atilde;o &eacute; o caso, nem de longe. Eu estive nesse encontro – que, ali&aacute;s, me pareceu por diversas vezes uma mistura de coletiva de imprensa com a sociabilidade da Barcamp -, fiz perguntas ao Marcelo Botta, gerente de conte&uacute;do do Fiz, e prestei bastante aten&ccedil;&atilde;o em tudo que foi dito. Abaixo voc&ecirc; poder&aacute; compreender melhor como ser&aacute; esse canal, que estrear&aacute; no pr&oacute;ximo dia 30, e ver as minhas impress&otilde;es a respeito dessa proposta potencialmente inovadora.</p>
<p><!--adsense#tv--></p>
<h2>TV + Internet</h2>
<p>Essa &eacute; a premissa b&aacute;sica do canal: veicular apenas conte&uacute;dos produzidos por cidad&atilde;os comuns, havendo di&aacute;logo entre internet e televis&atilde;o. O Fiz.TV ser&aacute; um portal de v&iacute;deos na web, do tipo Youtube, s&oacute; que com um prop&oacute;sito: ser o meio para o usu&aacute;rio enviar seu material que, ap&oacute;s vota&ccedil;&atilde;o popular, pode ser exibido na televis&atilde;o. </p>
<p>Al&eacute;m disso, <a href="http://fiztv.abril.com.br/fiz/site/listarBlogXML.htm" target="blank" class="liexternal">h&aacute; o blog</a> - lan&ccedil;ado durante o encontro -, que mostrar&aacute; destaques entre os v&iacute;deos do sistema, sempre com bom humor. O blogueiro, o estudante de jornalismo F&aacute;bio, &eacute; o apresentador do canal na internet e aparece em v&iacute;deos engra&ccedil;ados no pr&oacute;prio site. Na TV n&atilde;o haver&aacute; nenhum apresentador ou VJ, apenas uma narradora. Pode ser que a voz da TV e o apresentador virtual venham a interagir – o que, acredito, pode ser bem divertido se seguir na linha adotada pelas legendas do &#8220;[adult swim]&#8220;, bloco adulto do Cartoon Network. </p>
<p>Os melhores v&iacute;deos, segundo os votos dos internautas, v&atilde;o para a TV, em blocos tem&aacute;ticos. Na internet eles ficar&atilde;o dispon&iacute;veis, sob demanda, como estamos acostumados. O legal &eacute; que, conforme a pessoa vai produzindo v&iacute;deos que fazem sucesso, ela vai aumentando seu n&iacute;vel de poder – come&ccedil;a como telespectador e vai at&eacute; Chuck Norris – e pode at&eacute; chegar a ter um programa pr&oacute;prio no canal.</p>
<p>Essa &eacute; outra caracter&iacute;stica da Fiz.TV: ela &eacute; totalmente aberta e nem a equipe sabe o que vem pela frente. N&atilde;o tem uma forma certa, um projeto a ser seguido &agrave; risca. Ela ser&aacute; lan&ccedil;ada e, com o tempo, ir&aacute; mudando. Isso &eacute;, em partes, proposital, j&aacute; que eles querem possuir uma programa&ccedil;&atilde;o totalmente flex&iacute;vel, agradando &agrave;s vontades dos espectadores-internautas. </p>
<p><center><img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/07/convitefiztv1.jpg' alt='Convite para o encontro de blogueiros na Fiz.TV' /></center></p>
<h2>P&uacute;blico alvo e conte&uacute;do on demand</h2>
<p>Est&aacute; tudo t&atilde;o aberto que eles n&atilde;o sabem nem em que operadora de TV por assinatura eles estar&atilde;o. V&atilde;o come&ccedil;ar na TVA – companhia que pertence ao grupo Abril e &agrave; Telef&ocirc;nica e que tem cerca de 300 mil de assinantes -, mas esperam entrar no line-up de outras operadoras em breve. O p&uacute;blico-alvo fica evidente com o tipo de visual adotado pelo canal, com arte e vinhetas bem jovens. &Eacute; nessa parcela dos telespectadores que eles pretendem investir, j&aacute; que, pelo menos teoricamente, &eacute; o p&uacute;blico mais aberto a novidades e o que consome e produz esse tipo de conte&uacute;do na internet. Dessa forma, considerando o target e a taxa de alcance familiar de cada aparelho televisor, eles pretendem atingir cerca de 200 mil espectadores no come&ccedil;o do canal. </p>
<p>O problema, ao meu ver, &eacute; que as linguagens dos ve&iacute;culos s&atilde;o bem diferentes. O grande atrativo da web &eacute; poder ver e indicar qualquer coisa, na hora que voc&ecirc; quer. Na TV isso n&atilde;o existe e, por mais flex&iacute;vel que o canal pretenda ser, ele ficar&aacute; preso &agrave; grade de programa&ccedil;&atilde;o - o que, no caso da Fiz.TV, &eacute; at&eacute; um fator at&eacute; positivo. Explico: eles esperam que o internauta veja o v&iacute;deo no site, goste, vote e v&aacute; ver na televis&atilde;o, avisando os amigos. Para isso acontecer, &eacute; preciso ter uma grade muito bem elaborada, al&eacute;m de sistemas que avisem ao internauta a que horas determinado conte&uacute;do ser&aacute; exibido na TV. Mais ou menos como MTV Brasil tinha h&aacute; algum tempo em seu site, em que o usu&aacute;rio se cadastrava e selecionava clipes espec&iacute;ficos, podendo receber, por e-mail ou – se n&atilde;o me engano – atrav&eacute;s de um sofware, avisos de seus hor&aacute;rios de exibi&ccedil;&atilde;o no canal. Dessa forma, acredito, pode at&eacute; funcionar – afinal, seria legal ver um v&iacute;deo que voc&ecirc; gosta ou que foi produzido por um amigo passando na televis&atilde;o! – mas &eacute; importante que haja o aviso para cada v&iacute;deo individual, e n&atilde;o apenas para as faixas tem&aacute;ticas.</p>
<h2>Blocos Tem&aacute;ticos</h2>
<p><img align="right"src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/07/fizclipe.jpg' alt='Fiz.Clipe: M&uacute;sica independente na TV' />Os v&iacute;deos ser&atilde;o divididos por temas ou g&ecirc;neros, criando blocos, que ser&atilde;o os “programas” dessa emissora. &Eacute; o caso do “Fiz.Anima”, de anima&ccedil;&otilde;es, o “Fiz.Caca”, s&oacute; com v&iacute;deos trash,  o “Fiz.Humor”, de v&iacute;deos de com&eacute;dia, o “Fiz.curta”, com curtas-metragens, e o “Fiz.Doc”, com document&aacute;rios, que podem vir, inclusive, do meio acad&ecirc;mico. Isso mesmo: Totalmente colaborativa, a Fiz.TV n&atilde;o receber&aacute; apenas v&iacute;deos de internautas, mas j&aacute; est&aacute; realizando parcerias com universidades do pa&iacute;s todo, al&eacute;m de festivais. Acho que daqui pode vir coisa bem interessante, dando espa&ccedil;o a produtos legais, mas que eram engavetados assim que o professor desse a nota ou a estatueta fosse para a prateleira. S&oacute; n&atilde;o sei se o p&uacute;blico do canal – jovens, que consomem v&iacute;deos da web e gostam de inova&ccedil;&atilde;o – apreciar&aacute; um g&ecirc;nero mais s&eacute;rio como esse. Tor&ccedil;o para que sim, pois &eacute; uma divulga&ccedil;&atilde;o tamanha para a produ&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria nacional (que j&aacute; vinha ganhando espa&ccedil;o com programas como o “Campus”, da TV Cultura).</p>
<p>Divulga&ccedil;&atilde;o, essa &eacute; a palavra-chave para novas bandas, certo? Pois &eacute;, aproveitando o fen&ocirc;meno das bandas divulgadas online, eles tamb&eacute;m v&atilde;o exibir a faixa “Fiz.Clipe”, s&oacute; com produ&ccedil;&otilde;es musicais amadoras, de bandas independentes – eles j&aacute; buscam, inclusive, parcerias na &aacute;rea. Boa! Isso &eacute; o que acontece na web 2.0 (ah, vai, at&eacute; que eu sobrevivi a muito texto sem usar a express&atilde;o mais mala dos &uacute;ltimos tempos) e tamb&eacute;m acontecer&aacute; na TV 2.0 (n&atilde;o, n&atilde;o ter&aacute; overdose. Foi a &uacute;ltima express&atilde;o “2.0” desse post!), o usu&aacute;rio poder&aacute; escolher seus clipes e bandas favoritas e depois curtir. N&atilde;o duvido nem um pouco do poder viral da m&uacute;sica e do potencial de indica&ccedil;&atilde;o que a faixa musical possui, podendo atrair audi&ecirc;ncia e - por que n&atilde;o? -, amplificar a fama e tra&ccedil;ar novos caminhos para os &iacute;dolos surgidos na web.</p>
<p><!--adsense#jornalismo--></p>
<h2>Telejornalismo Colaborativo</h2>
<p>O jornalismo, claro, tamb&eacute;m est&aacute; presente , com o “Fiz.Not&iacute;cia” que, obviamente, receber&aacute; not&iacute;cias dos internautas. Isso n&atilde;o foi dito na apresenta&ccedil;&atilde;o, mas o Marcelo me explicou como funcionar&aacute; esse que pode ser o primeiro telejornal colaborativo da hist&oacute;ria da TV: O usu&aacute;rio manda o v&iacute;deo para o site e os editores do canal (sim, eles tamb&eacute;m selecionar&atilde;o os v&iacute;deos por conta pr&oacute;pria) podem utiliz&aacute;-lo, caso quente e factual, mesmo sem passar pelos procedimentos b&aacute;sicos (como o processo de vota&ccedil;&atilde;o e o ranking, onde s&oacute; um Chuck Norris colocaria um v&iacute;deo com tanta facilidade na televis&atilde;o). Ou seja, o v&iacute;deo vai para a TV mesmo sem ningu&eacute;m ter votado nele, para que n&atilde;o perca seu valor-not&iacute;cia. Compromisso com a informa&ccedil;&atilde;o? Mais ou menos, e &eacute; isso que me deixa preocupado.</p>
<p>Tal pressa para veicula&ccedil;&atilde;o &eacute; mais &acirc;nsia e euforia pelo conceito de not&iacute;cia &aacute;gil e fresquinha do que comprometimento com o jornalismo e suas premissas b&aacute;sicas, como a checagem. Como n&atilde;o passar&aacute; necessariamente por processo de vota&ccedil;&atilde;o, a not&iacute;cia precisaria de um jornalista (um profissional do jornalismo) para chec&aacute;-la. N&atilde;o ter&aacute;. Segundo Marcelo, os v&iacute;deos ser&atilde;o veiculados e, caso algo muito errado v&aacute; ao ar, eles podem “desmentir no dia seguinte, ou at&eacute; mesmo no dia!”. &Eacute; pouco, muito pouco. Imagina s&oacute; a quantidade de besteira que pode ir ao ar? Temo que seja um desservi&ccedil;o ao jornalismo colaborativo, que caminha a duros passos para conquistar credibilidade no Brasil.</p>
<p>Equipe da Fiz.TV, cuidado com isso, por favor! N&atilde;o se esque&ccedil;am que voc&ecirc;s pertencem ao mesmo grupo que edita a revista semanal de informa&ccedil;&atilde;o mais importante de nosso pa&iacute;s (s&oacute; n&atilde;o se inspirem na credibilidade e imparcialidade de l&aacute;, por motivos &oacute;bvios) e que, por mais que a inova&ccedil;&atilde;o seja interessante, tem coisas que s&atilde;o fundamentais, e a verdade &eacute; a principal delas. </p>
<h2>Integra&ccedil;&atilde;o e Cross Media</h2>
<p><img align="left" src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/07/fizanima.jpg' alt='Fiz.Anima' />As revistas da Editora Abril s&atilde;o parceiras potenciais da Fiz.TV. J&aacute; est&atilde;o sendo elaboradas formas de intera&ccedil;&atilde;o, incentivando, por exemplo, os leitores da revista <em>Superinteressante</em> a gravarem v&iacute;deos sobre o tema da edi&ccedil;&atilde;o e mandarem para o site da emissora. Por enquanto n&atilde;o h&aacute; nenhum plano de lan&ccedil;amento de uma revista Fiz, at&eacute; porque o grupo j&aacute; possui uma publica&ccedil;&atilde;o colaborativa, a <em>Sou+Eu</em>, empreitada jornal&iacute;stica-popular de baixa renda.<br />
A <em>Sou+Eu</em>, ali&aacute;s, que seria uma parceira natural da Fiz.TV, por compatibilidade de conceitos e de origem, n&atilde;o est&aacute; nos planos do canal por enquanto. O perfil do peri&oacute;dico &eacute; totalmente diferente do da Fiz.TV, j&aacute; que &eacute; voltado a mulheres de classe C e D com uma certa idade – quase o oposto do p&uacute;blico jovem, com acesso &agrave; internet e &agrave; TV paga que a emissora busca. Isso, entretanto e felizmente, tende a mudar, j&aacute; que, segundo ele, a Sou+Eu ser&aacute; reformulada e se aproximar&aacute; mais de seu projeto inicial: conte&uacute;do colaborativo para um p&uacute;blico mais jovem e com maior poder aquisitivo. A&iacute;, sim, pode acontecer uma jun&ccedil;&atilde;o dos dois produtos mais colaborativos do grupo Abril.</p>
<h2>Publicidade</h2>
<p>Colaboratividade &eacute;, certamente, a palavra mais usada nesse texto – e tamb&eacute;m na elabora&ccedil;&atilde;o da Fiz.TV. Tanto que eles pretendem, se poss&iacute;vel, exibir apenas comerciais feitos por usu&aacute;rios. Sim, publicidade 2.0 (pois &eacute;, n&atilde;o tenho palavra e usei novamente esse termo mala. Desculpe.), em que as marcas pagariam os usu&aacute;rios para produzirem v&iacute;deos com seus produtos. Sei n&atilde;o, uma vez &eacute; legal, duas vezes d&aacute; certo, mas s&oacute; isso pode ser cansativo e <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=2&#038;id=77682&#038;st=busca" target="blank" class="liexternal">dar errado</a>. Embora entenda a inten&ccedil;&atilde;o de gerar uma programa&ccedil;&atilde;o unificada – o que tornaria o comercial t&atilde;o interessante quanto uma atra&ccedil;&atilde;o do “Fiz.Humor”, por exemplo -, temo que n&atilde;o termine bem. Publicidade participativa &eacute; bem complexa e, <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2007/04/11/overdose-20/" target="blank" class="liinternal">como eu j&aacute; escrevi aqui no blog</a>, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para sua execu&ccedil;&atilde;o nesse nosso contexto de realidade (n&atilde;o, n&atilde;o vou falar 2.0!) horizontal e comunica&ccedil;&atilde;o bi-direcional, mas quem vai como muita sede ao pote&#8230;</p>
<h2>Remunera&ccedil;&atilde;o e aspectos t&eacute;cnicos</h2>
<p>O usu&aacute;rio, claro, n&atilde;o produzir&aacute; conte&uacute;do de gra&ccedil;a, ele ser&aacute; pago caso seu v&iacute;deo passe na televis&atilde;o. Nenhum grande cach&ecirc; – segundo Marcelo, ningu&eacute;m vai conseguir viver disso! -, mas uma justa recompensa pelo bom trabalho. O departamento jur&iacute;dico ter&aacute; a &aacute;rdua tarefa de deixar tudo legalizado, sem infringir copyrigh ou permitir apologia a qualquer coisa (como seria enquadrado o Tapa na Pantera, com drogas, por exemplo). A equipe t&eacute;cnica ter&aacute; que ajustar o &aacute;udio e a imagem de cada v&iacute;deo para que tudo fique bom na tela grande – e, pelo que foi mostrado para gente, pareceu estar funcionando, j&aacute; que n&atilde;o ficou com imagem quadriculada ou coisa do tipo. O GC, gerador de caracteres, aquele letreiro que aparece na tela, informar&aacute; o nome do v&iacute;deo, os autores e a localidade dele (imagina o trabalho que vai dar organizar e separar tudo isso para montar os blocos?).</p>
<p>N&atilde;o ser&aacute; nada f&aacute;cil fazer esse canal funcionar, mas a equipe &eacute; jovem e est&aacute; determinada a tornar a Fiz.TV um sucesso, indo muito al&eacute;m das 4 horas di&aacute;rias de exibi&ccedil;&atilde;o dessa fase inicial. O clima intimista e informal do nosso encontro, realizado no “quintal” do casar&atilde;o que abrigar&aacute; o canal, foi intencionalmente criado para mostrar o esp&iacute;rito do projeto: um grupo de amigos trabalhando naquilo que gosta e criando coisas novas.</p>
<p>Espera a&iacute;, essa n&atilde;o &eacute; exatamente a hist&oacute;ria do in&iacute;cio de grandes servi&ccedil;os da internet?</p>
<p><small>Logomarca da Fiz.TV encontrada no <a href="http://www.techbits.com.br/tags/fiz/" target="blank" class="liexternal">Techbits</a>, do meu novo amigo Alexandre Fugita</small></p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>MediaOn - 1&#186; Semin&#225;rio Internacional de Jornalismo Online</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2007/06/13/mediaon-1%c2%ba-seminario-internacional-de-jornalismo-online/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 20:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Mundo Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou participando e publicando coisas l&#225; no nosso podcast. Clique aqui para ouvir.
O evento est&#225; sendo transmitido ao vivo pelo Terra.
Compare Pre&#231;os: Motorola V3, iPod V&#237;deo, Sony Cybershot]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.mediaon.com.br" target="blank"><img border="0" src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/06/mediaon.jpg' alt='MediaOn' /></a></center><br />
Estou participando e publicando coisas l&aacute; no nosso <a href="http://podcast.outrosolhos.com.br" target="blank" class="liexternal">podcast. Clique aqui para ouvir</a>.</p>
<p>O evento est&aacute; sendo transmitido ao vivo pelo <a href="http://www.terra.com.br" target="blank" class="liexternal">Terra</a>.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Friends" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Friends');" class="libuscape">Friends</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Gilmore+Girls" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Gilmore+Girls');" class="libuscape">Gilmore Girls</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=The+OC" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/The+OC');" class="libuscape">The OC</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Smallville" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Smallville');" class="libuscape">Smallville</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Qualidade sem selo: A hora dos independentes</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2007/05/10/qualidade-sem-selo-a-hora-dos-independentes/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2007 21:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<category><![CDATA[Bandas independentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Bandas alternativas vivem &#243;timo momento, ganhando espa&#231;o na m&#237;dia e aproveitando a internet para atingir o p&#250;blico mesmo sem o apoio das grandes gravadoras.

“Voc&#234; pode comprar nosso CD por cinco reais. Mas se voc&#234; n&#227;o tiver dinheiro, pode piratear!”, dizia Fernando Anitelli, comandante da trupe “O Teatro M&#225;gico”, durante show para 3500 pessoas, seu maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Bandas alternativas vivem &oacute;timo momento, ganhando espa&ccedil;o na m&iacute;dia e aproveitando a internet para atingir o p&uacute;blico mesmo sem o apoio das grandes gravadoras.</em></h5>
<p><!--adsense#cultura--></p>
<p>“Voc&ecirc; pode comprar nosso CD por cinco reais. Mas se voc&ecirc; n&atilde;o tiver dinheiro, pode piratear!”, dizia Fernando Anitelli, comandante da trupe “<a href="http://www.oteatromagico.mus.br" target="blank" class="liexternal">O Teatro M&aacute;gico</a>”, durante show para 3500 pessoas, seu maior p&uacute;blico, na Academia Brasileira de Circo, em S&atilde;o Paulo. Na sa&iacute;da, o pai do vocalista vendia os CDs em uma barraquinha. Em tr&ecirc;s anos de exist&ecirc;ncia, o grupo j&aacute; vendeu mais de 40 mil discos, todos dessa forma, e se tornou conhecido gra&ccedil;as a divulga&ccedil;&atilde;o dos f&atilde;s. N&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos: isso vem acontecendo com cada vez com mais freq&uuml;&ecirc;ncia e j&aacute; traz novas cores para a cena musical contempor&acirc;nea.</p>
<p><a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Calypso" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Calypso');" class="libuscape">Calypso</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Snow+Patrol" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Snow+Patrol');" class="libuscape">Snow Patrol</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Cachorro+Grande" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Cachorro+Grande');" class="libuscape">Cachorro Grande</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Cordel+do+Fogo+Encantado" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Cordel+do+Fogo+Encantado');" class="libuscape">Cordel do Fogo Encantado</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Cansei+de+Ser+Sexy" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Cansei+de+Ser+Sexy');" class="libuscape">Cansei de Ser Sexy</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Gossip" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Gossip');" class="libuscape">Gossip</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Momboj%C3%B3" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Momboj%C3%B3');" class="libuscape">Momboj&oacute;</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=MC+Serginho" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/MC+Serginho');" class="libuscape">MC Serginho</a>. Sonoridades distintas, passados semelhantes. Nascidas pequenas, essas bandas fizeram sucesso e chamaram a aten&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia sem contar com a for&ccedil;a de uma grande gravadora e de seus marqueteiros. O grupo do Par&aacute; se tornou fen&ocirc;meno com seu tecnobrega gra&ccedil;as aos CDs vendidos a pre&ccedil;os populares em bancas de camel&ocirc;. O pop rock do Cansei <a href="http://www.canseidesersexy.com.br" target="blank" class="liexternal">de Ser Sexy</a>, que hoje faz sucesso mundo afora, ganhou destaque com o fotolog da vocalista e com m&uacute;sicas quase amadoras <a href="http://trama.uol.com.br/portalv2/css/" target="blank" class="liexternal">disponibilizadas no site Trama Virtual</a>, celeiro artistas independentes na internet brasileira.</p>
<p>“A grande oferta de bandas &eacute; superpositiva, e o <a href="http://www.tramavirtual.com.br" target="blank" class="liexternal">Trama Virtual</a> &eacute; um passo sensacional nesse sentido”, acredita Tat&aacute; Aeroplano, m&uacute;sico dos grupos <a href="http://www.cerebrais.com.br/" target="blank" class="liexternal">C&eacute;rebro Eletr&ocirc;nico</a> e <a href="http://www.jumboelektro.com.br/" target="blank" class="liexternal">Jumbo Elektro</a>. Suas bandas tamb&eacute;m utilizam a internet como meio de divulga&ccedil;&atilde;o, possuindo, al&eacute;m de sites pr&oacute;prios e de uma <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=4006" target="blank" class="liexternal">p&aacute;gina no Trama Virtual</a>, <a href="http://www.myspace.com/cerebroeletronico" target="blank" class="liexternal">perfis</a> nos sites de relacionamento <a href="http://www.myspace.com/jumboelektro" target="blank" class="liexternal">MySpace</a> e Orkut. “Eu sou daquele tipo de pessoa que fica a noite inteira no SoulSeek [programa de compartilhamento de &aacute;udio] atr&aacute;s de m&uacute;sicas, conversando com pessoas sobre isso. &Eacute; meu esporte favorito”, brinca Francisco Ramos, programador de softwares e m&uacute;sico amador. Assim como ele, o jornalista Alexandre Inagaki utiliza as ferramentas virtuais para descobrir novas bandas. “Hoje em dia, com o surgimento de sites como <a href="http://www.last.fm" target="blank" class="liexternal">Last.FM</a> e <a href="http://www.pandora.com" target="blank" class="liexternal">Pandora</a> que, teoricamente, ajudam voc&ecirc; a encontrar novos sons que voc&ecirc; possivelmente apreciar&aacute;, de acordo com as m&uacute;sicas que voc&ecirc; costuma ouvir por a&iacute;, a tarefa de garimpar bandas bacanas em meio ao dil&uacute;vio de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; bastante facilitada, embora a grande ferramenta para a descoberta de bons m&uacute;sicos ainda seja o bom e velho boca-a-boca, devidamente modernizado atrav&eacute;s de bate-papos no <a href="http://www.slsknet.org/" target="blank" class="liexternal">Soulseek</a> ou troca de scraps no Orkut”, diz ele, que mant&eacute;m o <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/" target="blank" class="liexternal">blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso</a>. “Sempre convivi com bandas alternativas. Acompanho desde os anos 90, quando a internet nem existia e a divulga&ccedil;&atilde;o era feita por fitas cassetes, trocas de zines, shows organizados por casas locais e coisas assim”, relembra Francisco. </p>
<p>“O povo cansou de ouvir sempre os mesmos artistas tocando sempre as mesmas coisas. Pode n&atilde;o ser um sucesso mundial, mas com certeza as novas propostas musicais ter&atilde;o seu espa&ccedil;o definido no mercado”, acredita <a href="http://www.billyumbella.com.br/" target="blank" class="liexternal">Billy Umbella</a>, mais conhecido como Maestro Billy, DJ do programa global “Caldeir&atilde;o do Huck”. Produtor musical com mais de 15 anos de atua&ccedil;&atilde;o e passagens por grandes ve&iacute;culos, ele n&atilde;o gosta do que ouve atualmente nas r&aacute;dios. “H&aacute; exce&ccedil;&atilde;o, mas, no geral, as m&uacute;sicas atuais est&atilde;o todas iguais, sem nenhuma novidade que valha a pena ser ouvida”, reclama. Segundo ele, as m&iacute;dias convencionais v&atilde;o se abrindo, aos poucos, para o novo. </p>
<p>“Estamos passamos por uma fase muito rica na cena alternativa brasileira, com dezenas de bandas muito boas e um p&uacute;blico novo, que est&aacute; se formando atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o”, diz Tat&aacute;, que j&aacute; apareceu em diversos programas de TV, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HJTRHmbQanI" target="blank" class="liexternal">como o “Fant&aacute;stico”</a>.</p>
<p>“Quase todas as bandas que eu gosto n&atilde;o passam nas r&aacute;dios ou nas TVs, mas tamb&eacute;m n&atilde;o deixo de assistir ou ouvir. J&aacute; conheci coisas legais na MTV e nas r&aacute;dios”, conta Francisco, que possui um <a href="http://xco.podomatic.com/" target="blank" class="liexternal">podcast musical</a>. “A internet certamente tem poder o suficiente para fazer com que bandas n&atilde;o dependam mais de m&iacute;dia tradicional para conquistarem p&uacute;blicos consider&aacute;veis, vide exemplos tupiniquins como Fresno, Dance of Days ou Terminal Guadalupe. E isso pra n&atilde;o falar de exemplos no exterior como Arctic Monkeys, Ok Go e Lily Allen, que estouraram gra&ccedil;as &agrave; for&ccedil;a de sites como YouTube e MySpace”, explica Inagaki. “Com a internet, n&atilde;o adianta tentar impor um estilo ou uma banda, cabe ao ouvinte saber o que &eacute; legal”, julga Billy, que diz tocar tudo que considera bom em <a href="http://maestrobilly.blog.uol.com.br/" target="blank" class="liexternal">seus podcasts</a>, com destaque para o que faz para a marca <a href="http://www.heinekenmusic.com.br/" target="blank" class="liexternal">Heineken</a>, onde somente sons alternativos s&atilde;o veiculados. Na TV, entretanto, a liberdade n&atilde;o &eacute; t&atilde;o grande assim. “Eu toco no ‘Caldeir&atilde;o’ o que &eacute; sucesso. Eu, o Luciano [Huck, apresentador], o My Boy [sonoplasta], o diretor e o produtor musical conversamos e escolhemos o que o povo gosta.” </p>
<p>Para eles, as gravadoras n&atilde;o s&atilde;o vil&atilde;s da cultura brasileira. “Acho que as grandes gravadoras, quando bem administradas, podem at&eacute; ajudar a cultura pop. Isso aconteceu at&eacute; o in&iacute;cio dos noventa, depois elas n&atilde;o acompanharam as mudan&ccedil;as, perderam o fio da meada”, reflete Tat&aacute;, que teve seus CDs lan&ccedil;ados por selos independentes. Billy concorda: “N&atilde;o vejo as grandes como inimigas, mas sim como um bra&ccedil;o da m&uacute;sica que defende seus interesses e seus produtos.”</p>
<p>Esse mercado, entretanto, parece cada vez mais interessado em aumentar e diversificar seu n&uacute;mero de produtos. Nos Estados Unidos, programas populares como o “Late Show”, apresentado por David Letterman, tem dado espa&ccedil;o a bandas iniciantes, que rapidamente se tornam sucesso. Panorama parecido &eacute; o das s&eacute;ries norte-americanas. O grupo brit&acirc;nico Snow Patrol estorou naquele pa&iacute;s em 2006, quando tocou em diversos seriados, entre eles “Grey’s Anatomy”, uma das maiores audi&ecirc;ncias americanas. Mesmo na TV brasileira isso j&aacute; vem acontecendo: o site Trama Virtual virou programa no canal pago “Multishow”; a MTV lan&ccedil;ou o projeto “MTV apresenta”, exibindo e transformando em DVD shows de artistas alternativos e tem ainda em sua grade o programa “Banda Antes”, com grupos em come&ccedil;o de carreira.</p>
<p>O grande motor dessa nova “ind&uacute;stria” &eacute; o p&uacute;blico. “Ser apresentado para uma banda nova e realmente boa &eacute; equivalente a receber um presente. Por isso gosto de indicar a amigos”, conta Francisco. “Se voc&ecirc; encontra um som legal que ningu&eacute;m mais conhece, voc&ecirc; quer divulgar e, no boca-a-boca, a coisa toma propor&ccedil;&otilde;es gigantescas”, explica Billy. </p>
<p>O diferente parece cada vez mais interessante ao p&uacute;blico, consolidando a cultura indie. “Com certeza h&aacute; um espa&ccedil;o imenso para uma m&uacute;sica que n&atilde;o seja comercial, n&oacute;s temos conquistado um espa&ccedil;o muito significativo com o nosso som”, comemora Tat&aacute;, que utiliza elementos inusitados e divertidos em suas m&uacute;sicas.  Francisco diz freq&uuml;entar diversos shows de bandas alternativas e que todas eles possuem uma caracter&iacute;stica em comum: “a quase inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a entre o artista e o espectador. &Eacute; algo mais humano, sem o ‘endeusamento’ peculiar das estrelas.”</p>
<p>Sinal dos tempos. Hoje, at&eacute; mesmo a m&uacute;sica entrou na era colaborativa e o <em>underground</em> caiu de vez no gosto do <em>mainstream</em>.</p>
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		<title>Ditadura inacabada: Golpe completa 43 anos, mas crimes do per&#237;odo continuam arquivados</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2007 00:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fam&#237;lia v&#237;tima de tortura processa militar e luta para que sociedade e parentes de desaparecidos pol&#237;ticos tenham “direito &#224; mem&#243;ria” e &#224; verdade

“Embora tenha acontecido h&#225; mais de 30 anos, voc&#234; vive e revive a tortura. Ela nunca acaba”. O desabafo &#233; de Jana&#237;na Teles, que aos 5 anos, viu os pais machucados e extremamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fam&iacute;lia v&iacute;tima de tortura processa militar e luta para que sociedade e parentes de desaparecidos pol&iacute;ticos tenham “direito &agrave; mem&oacute;ria” e &agrave; verdade</p>
<p><center><a href="http://www.outrosolhos.com.br/?attachment_id=102" rel='attachment wp-att-102' title='Ditadura Inacabada'><img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/04/ditadura1.jpg' border='0' alt='Ditadura Inacabada' /></a></center></p>
<p>“Embora tenha acontecido h&aacute; mais de 30 anos, voc&ecirc; vive e revive a tortura. Ela nunca acaba”. O desabafo &eacute; de Jana&iacute;na Teles, que aos 5 anos, viu os pais machucados e extremamente debilitados. “Eles estavam meio verdes, n&atilde;o pareciam meus pais! Nem a voz era mais a deles”, relata. Jana&iacute;na estava acompanhada de seu irm&atilde;o, &Eacute;dson, de 4 anos, e eles n&atilde;o puderam receber o carinho dos pais, pois estes n&atilde;o possu&iacute;am for&ccedil;a f&iacute;sica para beijar ou abra&ccedil;ar os filhos. Viviam a ditadura militar e estavam no DOI-CODI, comandado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Os pais sobreviveram, tal qual os irm&atilde;os, e desde setembro de 2006 movem junto com a tia uma a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria contra Ustra, acusando-o de seq&uuml;estro e tortura em 1972 e 1973. O processo n&atilde;o implica pena ou indeniza&ccedil;&atilde;o financeira. Tem aspectos &eacute;ticos e pol&iacute;ticos e pede a declara&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de danos morais e &agrave; integridade f&iacute;sica.</p>
<p>Os pais de Jan&iacute;na, C&eacute;sar e Maria Am&eacute;lia, eram respons&aacute;veis pela gr&aacute;fica do ent&atilde;o clandestino Partido Comunista do Brasil e foram presos em dezembro de 1972 junto com um dirigente do partido. No dia seguinte, Crim&eacute;ia de Almeida, irm&atilde; de Am&eacute;lia, e os sobrinhos tamb&eacute;m foram presos e levados ao DOI-CODI.  L&aacute;, C&eacute;sar, Am&eacute;lia e Crim&eacute;ia – gr&aacute;vida de 7 meses - foram torturados. Segundo eles, Ustra participava ativamente da tortura, indicando em quem os soldados deveriam bater. O coronel nega e diz que “jamais permitiria semelhante ato em um local que comandasse”. </p>
<p>Pertencente a uma fam&iacute;lia engajada politicamente, Jana&iacute;na, quando crian&ccedil;a, n&atilde;o sabia o nome real dos pais e dos parentes mais pr&oacute;ximos. Nascida na clandestinidade, aos 6 anos entrou precocemente na puberdade e aos 28 na menopausa. &Eacute;dson passou anos sem conversar com ningu&eacute;m. Com os pais presos, os irm&atilde;os foram levados a uma casa gigantesca. Segundo ela, grande demais para pertencer a uma simples policial, como alega o coronel. Como se sabe, os militares utilizavam locais clandestinos para a repress&atilde;o, como a conhecida “Casa da Morte”, em Petr&oacute;polis. Possivelmente foi em um desses lugares que os irm&atilde;os viveram por um tempo – da&iacute; a acusa&ccedil;&atilde;o de seq&uuml;estro. Ustra n&atilde;o admite, diz que atendeu um pedido dos pais da menina. A fam&iacute;lia nega.</p>
<p>Gritos trocados, nada se ouve. Contra mem&oacute;rias, palavras. Contra palavras, lembran&ccedil;as. Quase tudo que ocorreu no per&iacute;odo militar permanece obscuro, j&aacute; que os arquivos da ditadura jamais foram abertos. O regime, que teve fim em 1985, tem um saldo assustadoramente negativo: em 21 anos de dura&ccedil;&atilde;o, houve 25 mil presos pol&iacute;ticos, 10 mil exilados e mais de 300 mortos ou desaparecidos. </p>
<p>Segundo Jana&iacute;na, que hoje &eacute; historiadora e integrante da Comiss&atilde;o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol&iacute;ticos, o processo contra Ustra - e n&atilde;o contra o Ex&eacute;rcito ou a Uni&atilde;o - ocorreu porque &#8220;as pessoas que morreram na ditadura tinham nomes, sentimentos e hist&oacute;ria e os que mataram tamb&eacute;m&#8221;. Tais hist&oacute;rias ainda n&atilde;o foram reveladas e, como diz no document&aacute;rio “15 filhos”, de 1996, Jana&iacute;na quer “vingar, punir e reparar a dor” que a ela impuseram. Para ela, a condena&ccedil;&atilde;o do torturador &eacute; um problema pol&iacute;tico, p&uacute;blico, que deve ser discutido, at&eacute; mesmo porque v&aacute;rios deles continuam na ativa e com posturas ainda conservadoras. No filme, diz sentir que a sociedade lhe devia algo, j&aacute; que havia permitido o golpe – que no &uacute;ltimo dia 31 de mar&ccedil;o completou 43 anos. </p>
<p>O processo e todo o trabalho de Jana&iacute;na, que &eacute; tamb&eacute;m organizadora do livro “Mortos e Desaparecidos: Repara&ccedil;&atilde;o ou Impunidade?” (Humanitas / FFCH / USP, 2000), visam exigir o funcionamento da justi&ccedil;a e da democracia e permitir que a sociedade testemunhe essas p&aacute;ginas infelizes de nossa hist&oacute;ria. “O direito &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o e &agrave; mem&oacute;ria n&atilde;o nos foi dado”, alega. Para que essas passagens n&atilde;o fiquem desbotadas em nossas novas gera&ccedil;&otilde;es; contra tanta mentira, tanta for&ccedil;a bruta, &eacute; importante que haja a abertura dos arquivos militares, que revelariam os crimes, os criminosos e os locais onde os corpos foram enterrados. “Para mim n&atilde;o tem ponto final, porque n&atilde;o tem corpo nem nada.”</p>
<p><center><img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2007/04/ditadura2.jpg' border='0' alt='Fam&iacute;lias continuam sem informa&ccedil;&otilde;es sobre desaparecidos pol&iacute;ticos' /></center></p>
<p>Jana&iacute;na diz que o passado n&atilde;o deve ser escondido e, sim, combatido e cutuca o presidente Lula, na &eacute;poca l&iacute;der dos metal&uacute;rgicos, que nada fez para que os documentos viessem &agrave;s claras: “O Lula apoiou a campanha pela Anistia com bastante resist&ecirc;ncia, j&aacute; que queria separar os sindicalistas da esquerda. Mas depois, na hora de fundar o PT, passou a gostar desse pessoal. A posi&ccedil;&atilde;o dele &eacute; contradit&oacute;ria”, afirma.</p>
<p>A Anistia prev&ecirc; a acessibilidade dos pap&eacute;is militares, mas a lei n&ordm; 11.111, de 2005, diz que o acesso aos documentos p&uacute;blicos classificados &#8220;no mais alto grau de sigilo&#8221;, como os da ditadura, pode ser restringido por tempo indeterminado ou at&eacute; mesmo ficar em eterno segredo, visando a defesa da soberania nacional. “Sei que em paz n&atilde;o ficarei nunca, mas o direito de saber e o direito da justi&ccedil;a podem diminuir meu sofrimento.” </p>
<p>Ainda choram Marias, Clarices e centenas de pessoas que permanecem sem saber o paradeiro de seus parentes, que sumiram nos anos de chumbo, v&iacute;timas daqueles que aprendiam a morrer e matar pela p&aacute;tria e a viver sem raz&atilde;o. “N&oacute;s n&atilde;o vamos aceitar a banaliza&ccedil;&atilde;o da dor, nem esquecer nenhuma morte”, afirma Jana&iacute;na.</p>
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