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	<title>OutrOs OlhOs &#187; Jornalismo</title>
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	<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 19:17:03 +0000</pubDate>
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		<itunes:summary>Arquivos sonoros do blog OutrOsOlhOs.com.br</itunes:summary>
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		<title>Globo News Especial: Como os jornais convivem com as novas m&#237;dias?</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 02:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A pr&#225;tica do jornalismo muda com as novas m&#237;dias. S&#227;o tantos recursos novos que a profiss&#227;o est&#225; tendo que ser repensada. O programa &#8220;Globo News Especial&#8221;, do canal Globo News (obviamente), resolveu entrar nessa famigerada discuss&#227;o - que voc&#234; j&#225; leu neste blog diversas vezes.
Mas nada de &#8220;impresso x online&#8221;, &#8220;jornalistas x blogueiro&#8221;, &#8220;n&#227;o h&#225; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pr&aacute;tica do jornalismo muda com as novas m&iacute;dias. S&atilde;o tantos recursos novos que a profiss&atilde;o est&aacute; tendo que ser repensada. O programa &#8220;Globo News Especial&#8221;, do canal Globo News (obviamente), resolveu entrar nessa famigerada discuss&atilde;o - que voc&ecirc; j&aacute; leu neste blog diversas vezes.</p>
<p>Mas nada de &#8220;impresso x online&#8221;, &#8220;jornalistas x blogueiro&#8221;, &#8220;n&atilde;o h&aacute; credibilidade na internet x os jornais v&atilde;o acabar&#8221;. O programa comandado pelo experiente rep&oacute;rter Tonico Ferreira recebeu diretores dos tr&ecirc;s principais jornais do pa&iacute;s para falar sobre a revolu&ccedil;&atilde;o das novas m&iacute;dias e o resultado foi um debate s&oacute;brio e bastante interessante sobre o exerc&iacute;cio do jornalismo.</p>
<p>Eleonora de Lucena, diretora-executiva da Folha de S.Paulo; Ricardo Gandour, diretor de conte&uacute;do do Grupo Estado; e Rodolfo Fernandes, diretor de reda&ccedil;&atilde;o de O Globo, foram os convidados da atra&ccedil;&atilde;o, que foi exibida esta semana e que voc&ecirc; v&ecirc; abaixo, na <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM886283-7823-A+REVOLUCAO+DAS+NOVAS+MIDIAS,00.html" target="blank" class="liexternal">&iacute;ntegra</a>.</p>
<p>Eles falam de jornalismo colaborativo, blogs, credibilidade, intera&ccedil;&atilde;o, conte&uacute;do multim&iacute;dia, converg&ecirc;ncia, integra&ccedil;&atilde;o de reda&ccedil;&otilde;es, profissionais polivalentes, forma&ccedil;&atilde;o dos jornalistas, consumo da informa&ccedil;&atilde;o, necessidade do editor, chegada do e-papper&#8230; Vale a pena assistir, especialmente se voc&ecirc; estudar ou trabalhar com jornalismo e comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=886283&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=886283&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
<p>Como voc&ecirc; p&ocirc;de ver, n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o &#8220;dinossauros&#8221; quanto &eacute; poss&iacute;vel imaginar. Pelo contr&aacute;rio, esses depoimentos at&eacute; me animaram. Concordo bastante com tudo que foi dito.</p>
<p>E voc&ecirc;, tamb&eacute;m concorda com eles?</p>
<p>***</p>
<p>A prop&oacute;sito, <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/09/20/o_globo_vai_muito_alem_do_papel_de_um_jornal_-548310327.asp" target="blank" class="liexternal">O Globo est&aacute; investindo pesado no seu online como um parceiro do impresso</a>. O conceito &eacute; bem bacana: &#8220;O GLOBO pretende ser identificado cada vez mais como uma marca que &eacute; sin&ocirc;nimo de informa&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel, independentemente do meio onde for veiculada&#8221;. O mais interessante &eacute; que esse novo posicionamento acontece em um momento em que a circula&ccedil;&atilde;o dos jornais impressos aumentou no pa&iacute;s, bem como as verbas publicit&aacute;rias destinadas a esse meio. </p>
<p>Assim, &#8220;O Globo Online&#8221; voltou a ser apenas &#8220;<a href="http://oglobo.globo.com/" target="blank" class="liexternal">O Globo</a>&#8221; e o slogan do jornal mudou, agora &eacute; bem sugestivo: &#8220;Muito al&eacute;m do papel de um jornal&#8221;. E ainda <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/09/20/campanha_reflete_marca_multimidia_anuncios_estreiam_na_tv_internet_midia_impressa-548311201.asp" target="blank" class="liexternal">prometem incentivar</a>, numa segunda etapa que come&ccedil;a em outubro, a participa&ccedil;&atilde;o do internauta na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos.</p>
<p>O <a href="http://oglobo.globo.com/exclusivo/info/" target="blank" class="liexternal">v&iacute;deo de divulga&ccedil;&atilde;o &eacute; excelente</a>, conceitua muito bem todo o projeto e o papel dos ve&iacute;culos jornal&iacute;sticos nessa nova era: &#8220;Tem que estar online, on time, full time&#8221;. Agora, &eacute; torcer para que isso vire realidade.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=MP3" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/MP3');" class="libuscape">MP3</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=iPod" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/iPod');" class="libuscape">iPod</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=celulares" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/celulares');" class="libuscape">celulares</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=notebooks" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/notebooks');" class="libuscape">notebooks</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=c%C3%A2meras" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/c%C3%A2meras');" class="libuscape">c&acirc;meras</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>M&#237;dia sob medida: Os jornais v&#227;o acabar?</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2008/04/23/midia-sob-medida-os-jornais-vao-acabar/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 07:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Voc&#234; sabe, o mercado de comunica&#231;&#227;o est&#225; sofrendo mudan&#231;as em alt&#237;ssima velocidade e os h&#225;bitos de consumo de m&#237;dia est&#227;o em plena muta&#231;&#227;o, ganhando novos tons a cada dia. &#201; sens&#237;vel.
Essa mudan&#231;a de panorama vem, em partes, da expans&#227;o da internet e, antes disso, da velocidade que a vida urbana tem atualmente. Afinal, agora, n&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voc&ecirc; sabe, o mercado de comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; sofrendo mudan&ccedil;as em alt&iacute;ssima velocidade e os h&aacute;bitos de consumo de m&iacute;dia est&atilde;o em plena muta&ccedil;&atilde;o, ganhando novos tons a cada dia. &Eacute; sens&iacute;vel.</p>
<p>Essa mudan&ccedil;a de panorama vem, em partes, da expans&atilde;o da internet e, antes disso, da velocidade que a vida urbana tem atualmente. Afinal, agora, n&atilde;o d&aacute; mais para perder tempo: a m&iacute;dia tem que ser r&aacute;pida, estar dispon&iacute;vel sob demanda e atender &agrave;s buscas de seus consumidores.</p>
<p>Todo mundo alardeia que os jornais impressos est&atilde;o em pleno decl&iacute;nio e dizem at&eacute; que v&atilde;o acabar. N&atilde;o sei. Mas, de qualquer forma, &eacute; vis&iacute;vel a crise que eles passam em todo o mundo, com redu&ccedil;&atilde;o de reda&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as no perfil de publica&ccedil;&otilde;es, tendo que ampliar a presen&ccedil;a online. </p>
<p>Olha como est&atilde;o as coisas no mercado norte-americano:<br />
- o <a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/?p=2608" target="blank" class="liexternal">n&uacute;mero de jornalistas trabalhando em jornais impressos no &uacute;ltimo ano foi o menor em 25 anos</a>, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Editores de Jornal;<br />
-  no ano passado, a publicidade em jornais caiu, em geral, 7,9%, com os an&uacute;ncios impressos tendo queda de 9,4% e os online tendo aumento de 18,8%, pelos <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=481MON003" target="blank" class="liexternal">dados</a> da Associa&ccedil;&atilde;o de Jornais da Am&eacute;rica;<br />
- em 2006, 31% dos americanos tinham a internet como fonte regular de not&iacute;cias, 11% a mais do que em 2000, enquanto a leitura de jornais caiu de 47% em 2000 para 40% seis anos mais tarde, como afirma um <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=481MON008" target="blank" class="liexternal">estudo </a>do Pew Research Center.</p>
<p>No Brasil, que j&aacute; tem internet em <a href="http://www.facasper.com.br/jo/notas.php?id_nota=615" target="blank" class="liexternal">24% de seus domic&iacute;lios, com ela atingindo 22% da popula&ccedil;&atilde;o</a> (ou <a href="http://imasters.uol.com.br/noticia/8325/pesquisas/computador_esta_presente_em_24_dos_domicilios_brasileiros/" target="blank" class="liexternal">24% de domic&iacute;lios com computadores</a> e <a href="http://ppgmkt.blogspot.com/2007/06/em-2011-um-quarto-dos-brasileiros-estar.html" target="blank" class="liexternal">menos 15% da popula&ccedil;&atilde;o online</a>, segundo outras fontes), ainda n&atilde;o chegamos aos n&iacute;veis americanos, mas a hist&oacute;ria n&atilde;o &eacute; t&atilde;o diferente assim. </p>
<p>Grupos de m&iacute;dia, como Folha, Globo e Estad&atilde;o, est&atilde;o vendo seus portais ficarem cada vez mais importantes, com a audi&ecirc;ncia e o faturamentos crescendo. Em compensa&ccedil;&atilde;o, experimentam a redu&ccedil;&atilde;o na vendagem de suas publica&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Por aqui, a web recebe apenas 2,7% dos investimentos em publicidade, segundo dados do projeto Inter-Meios,  mas as previs&otilde;es s&atilde;o que, a m&eacute;dio prazo, ultrapasse os investimentos em impressos. </p>
<p>Fim dos jornais? Ainda n&atilde;o. Mudan&ccedil;a de perfil? Obviamente.</p>
<p>E por que disso tudo?</p>
<p>Simples: os consumidores de m&iacute;dia n&atilde;o t&ecirc;m mais tempo para procurar as informa&ccedil;&otilde;es relevantes para si em meio a tantas que n&atilde;o lhe dizem respeito. Voc&ecirc; tem?</p>
<p>Para mim, n&atilde;o faz sentido gastar para comprar um jornal inteiro e ler apenas o caderno de esportes – se esse for o objetivo. &Eacute; muito mais f&aacute;cil, pr&aacute;tico e econ&ocirc;mico comprar um jornal especializado ou acessar um portal de not&iacute;cias, que, al&eacute;m de tudo, estar&aacute; muito mais atualizado e ainda ter&aacute; conte&uacute;do multim&iacute;dia. </p>
<p>Segmenta&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o e personaliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as palavras-chaves dessa era da comunica&ccedil;&atilde;o em que o poder &eacute; cada vez mais do p&uacute;blico, que, claro, n&atilde;o &eacute; mais passivo.</p>
<p><center><a href="http://jpn.icicom.up.pt/mostraup/2007/03/o_jornal_gigante_de_belasartes.html" target="blank"><img border="0" src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/04/jornalgigante.jpg" alt="Jornal Gigante" title="Jornal Gigante" class="aligncenter size-full wp-image-272" /></a></center></p>
<p>A “culpa” dessa nova realidade, em partes, vem daqui mesmo, dos blogs. Al&eacute;m de haver nicho, em blogs a escrita &eacute; muito mais &iacute;ntima e pessoal – afinal, o blogueiro realmente gosta do que escreve e atrai leitores que compartilham desse interesse. Junto a isso, o blog &eacute; constantemente alterado de acordo com os gostos da audi&ecirc;ncia, que pode interagir e participar efetivamente, deixando-o cada vez mais eficiente para o p&uacute;blico que alcan&ccedil;a. O poder do antigo leitor, agora usu&aacute;rio de informa&ccedil;&otilde;es – ou interagente -,  aumenta, influenciando toda a produ&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia.</p>
<p>&Eacute; do jeito que o p&uacute;blico quer ou o blog morre sozinho, isolado. N&atilde;o &eacute; verdade?</p>
<p>Os jornais gratuitos, como o <a href="http://www.publimetro.com.br/" target="blank" class="liexternal">Metro</a> e o <a href="http://www.destakjornal.com.br/" target="blank" class="liexternal">Destak</a>, est&atilde;o em plena expans&atilde;o. Eles atendem a nichos, escolhendo suas not&iacute;cias de acordo com o p&uacute;blico-alvo, determinado pelo local de distribui&ccedil;&atilde;o. Assim como na internet, as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o passadas de forma r&aacute;pida e h&aacute; <a href="http://www.destakjornal.com.br/seccion.asp?ref=23" target="blank" class="liexternal">espa&ccedil;os interativos</a>, tentando envolver o leitor na produ&ccedil;&atilde;o do jornal. </p>
<p>Na TV a cabo, onde o conceito de segmenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m existe h&aacute; muito tempo, aumenta a oferta de conte&uacute;dos digitais, como a interatividade. A Globo News tem at&eacute; um portal em seu canal de TV com not&iacute;cias em texto atualizadas e os destaques de sua programa&ccedil;&atilde;o. Bem pr&aacute;tico.</p>
<p>Outra tend&ecirc;ncia da TV que j&aacute; &eacute; realidade nos EUA e chega aos poucos no Brasil &eacute; a do Digital Recorder, como o TiVo. Com ele, d&aacute; para gravar a programa&ccedil;&atilde;o digitalmente, permitindo que ela seja vista sob demanda, na hora e quantas vezes o espectador quiser. Junta-se, assim, intera&ccedil;&atilde;o, segmenta&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do sob demanda em uma s&oacute; m&iacute;dia. </p>
<p>Tamb&eacute;m em crescimento est&atilde;o as revistas customizadas – como a <a href="http://www.assomit.com.br/acontece-assomit/mit-revista/" target="blank" class="liexternal">MIT</a>, da Mitsubishi -, que t&ecirc;m p&uacute;blico-alvo bastante espec&iacute;fico. Tudo &eacute; pensado para o perfil do leitor da publica&ccedil;&atilde;o, das reportagens ao design e &agrave; linguagem, permitindo uma experi&ecirc;ncia mais efetiva com a informa&ccedil;&atilde;o, sem excesso de conte&uacute;do desinteressante. S&atilde;o feitas sob medida, atendendo a um n&uacute;mero menor de leitores, mas que saem muito mais satisfeitos. Algu&eacute;m viu uma cauda longa por a&iacute;?</p>
<p>Os portais de internet cada vez mais possuem essas caracter&iacute;sticas de personaliza&ccedil;&atilde;o. Redes sociais, coment&aacute;rios em not&iacute;cias e &aacute;reas interativas d&atilde;o o tom de participa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio. A&iacute; o jornalismo se reinventa, <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2008/01/16/jornalismo-online-e-assim-que-se-faz/" target="blank" class="liinternal">com multim&iacute;dia, conte&uacute;do colaborativo, infogr&aacute;ficos e at&eacute; mesmo com news games</a>, tentando gerar melhores experi&ecirc;ncias e atingir em cheio o p&uacute;blico-alvo, tamb&eacute;m conhecido, atrav&eacute;s de an&aacute;lises da navega&ccedil;&atilde;o. E ainda tem a busca, que permite chegar facilmente no que a gente quer.</p>
<p><img align="left" src="http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/04/jornalzinho.jpg" alt="" title="A m&iacute;dia est&aacute; nas m&atilde;os de seus consumidores"  />Mas nada supera os elementos que d&atilde;o a cara dos usu&aacute;rios aos portais, como a <a href="http://revolucao.etc.br/archives/folksonomia-e-a-maneira-com-que-nos-colocamos-ordem-nas-coisas/" target="blank" class="liexternal">folksonomia</a>, as palavras-chaves mais buscadas, as not&iacute;cias mais lidas, mais comentadas, mais votadas&#8230; O p&uacute;blico, mesmo sem se dar conta, passa a funcionar como uma esp&eacute;cie de editor, indicando – atrav&eacute;s de seus h&aacute;bitos – o que &eacute; mais relevante em todo o conte&uacute;do. &Eacute; a beleza do <a href="http://www.intexto.ufrgs.br/n15/a-n15a10.htm" target="blank" class="liexternal">gatewatching</a>! Pra que perder tempo? <img src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A &uacute;nica m&iacute;dia que aparentemente segue sem segmenta&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o &eacute; justamente a mais popular delas: a TV aberta, que recebe 59,2% das verbas publicit&aacute;rias em nosso pa&iacute;s. A intera&ccedil;&atilde;o, sem um sistema digital de televis&atilde;o que exista pra valer, ainda &eacute; pequena, mas mostra-se um trunfo para atrair aten&ccedil;&atilde;o aos programas – como os matinais, que sorteiam pr&ecirc;mios (de “<a href="http://br.youtube.com/watch?v=Z1nWfgXh5SE" target="blank" class="liexternal">Bom dia e Cia</a>” a “Hoje em Dia”), ou os reality shows. O p&uacute;blico gosta de decidir os rumos que ir&aacute; ao ar&#8230;</p>
<p>Como &eacute; um ve&iacute;culo para ser visto em fam&iacute;lia, a generaliza&ccedil;&atilde;o de assuntos e conte&uacute;dos acaba caindo bem, porque agrada a um n&uacute;mero maior de pessoas. Ou seja, continua atendendo ao interesse do p&uacute;blico – apesar deste j&aacute; apresentar mudan&ccedil;as, que exigem ajustes r&aacute;pidos.</p>
<p>As perspectivas da comunica&ccedil;&atilde;o, portanto, n&atilde;o est&atilde;o em nenhuma m&iacute;dia em especial, no papel, nos pixels ou no tipo de tela.</p>
<p>Sobreviver&atilde;o todos os que conseguirem compreender seu p&uacute;blico e modificar o que for necess&aacute;rio para proporcionar a ele a melhor experi&ecirc;ncia com o conte&uacute;do oferecido. Para isso, tem que atender suas necessidades e se aproximando dele – ou, no caso, da gente. </p>
<p>O futuro da imprensa &eacute; ser vestida por cada um de seus consumidores. Qual &eacute; o seu n&uacute;mero?</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=MP3" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/MP3');" class="libuscape">MP3</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=iPod" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/iPod');" class="libuscape">iPod</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=celulares" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/celulares');" class="libuscape">celulares</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=notebooks" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/notebooks');" class="libuscape">notebooks</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=c%C3%A2meras" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/c%C3%A2meras');" class="libuscape">c&acirc;meras</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Guilherme Fi&#250;za, a imprensa e o caso Isabella</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 02:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Guilherme Fi&#250;za &#233; jornalista, blogueiro, escritor - &#233; dele o livro que resultou em &#8220;Meu Nome N&#227;o &#233; Johhny&#8221;. H&#225; dezoito anos, em seu apartamento, trope&#231;aram pr&#243;ximo da janela. Seu filho, de apenas um m&#234;s, estava nos bra&#231;os e, com o trope&#231;o, caiu do oitavo andar. Foi um acidente. Em menos de uma hora, dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guilherme Fi&uacute;za &eacute; jornalista, blogueiro, escritor - &eacute; dele o livro que resultou em &#8220;Meu Nome N&atilde;o &eacute; Johhny&#8221;. H&aacute; dezoito anos, em seu apartamento, trope&ccedil;aram pr&oacute;ximo da janela. Seu filho, de apenas um m&ecirc;s, estava nos bra&ccedil;os e, com o trope&ccedil;o, caiu do oitavo andar. Foi um acidente. Em menos de uma hora, dois guardas armados da pol&iacute;cia militar j&aacute; estavam no local, impedindo a sa&iacute;da dele e de sua ent&atilde;o mulher. Eram suspeitos &#8220;daquela trag&eacute;dia que, por si s&oacute;, era suficiente para&#8221; os &#8220;aniquilar&#8221;. Os vizinhos, &#8220;afoitos ou talvez interessados em fazer o bem, mas com certo a&ccedil;odamento&#8221;, passaram diversas informa&ccedil;&otilde;es equivocadas sobre brigas que teriam acontecido no apartamento. Um advogado foi chamado para ver como eles poderiam provar que eram inocentes diante da acusa&ccedil;&atilde;o. Um batalh&atilde;o de jornalistas j&aacute; estava na porta do pr&eacute;dio aguardando a sa&iacute;da do casal, que, depois, conseguiu esclarecer tudo e provar sua inoc&ecirc;ncia. </p>
<p>Naquela dura situa&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s perderem o filho de um m&ecirc;s, eles tiveram que lidar com a &#8220;trag&eacute;dia sobre a trag&eacute;dia&#8221;. Eles n&atilde;o eram culpados, mas pareciam ser, o que foi suficiente para haver um julgamento precoce pela opini&atilde;o p&uacute;blica - e, ainda antes dela, pela imprensa. </p>
<p>Guilherme <a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=20" target="blank" class="liexternal">contou isso em seu blog</a> e tamb&eacute;m ao <a href="http://www.bandnewsfm.com.br/conteudo.asp?ID=78136" target="_blank" class="liexternal">jornalista Marcelo Parada, hoje, na r&aacute;dio BandNews FM</a>. S&oacute; trouxe sua experi&ecirc;ncia &agrave; tona por acreditar ser importante a opini&atilde;o p&uacute;blica tomar conhecimento dela nesse momento em que algo t&atilde;o parecido acontece no tratamento do caso Isabella. Transcrevi boa parte do depoimento, que &eacute; de extrema import&acirc;ncia para todos que se envolvem com o jornalismo, seja produzindo ou consumindo not&iacute;cias. Aqui est&aacute;:</p>
<blockquote><p>
Quando aconteceu o caso com a Isabella, sem eu ter a menor id&eacute;ia se havia ou n&atilde;o culpa do pai e da madrasta, fiquei mais uma vez chocado e impressionado com a pressa com que se criam vers&otilde;es sobre o que aconteceu de uma maneira absolutamente irrespons&aacute;vel e desumana, porque n&atilde;o se sabe as circunst&acirc;ncias daquela fam&iacute;lia assim como n&atilde;o sabiam as minhas circunst&acirc;ncias. (&#8230;) Eu n&atilde;o quero comparar a minha situa&ccedil;&atilde;o com a de ningu&eacute;m. S&oacute; quero dizer que essa situa&ccedil;&atilde;o inicial em que h&aacute; uma completa ignor&acirc;ncia da opini&atilde;o p&uacute;blica sobre a vida daquela fam&iacute;lia e as particularidades daquelas pessoas, existe um comportamento completamente irrespons&aacute;vel, inteiramente desumano, quando voc&ecirc; conecta eventualmente um vizinho afoito com um delegado falastr&atilde;o (&#8230;).</p>
<p>Nesse caso por exemplo, eu ouvi no r&aacute;dio no dia seguinte j&aacute; o delegado falando, como se falasse do Big Brother, do Rafinha ou da Gyselle, dizendo que achava que aquele pai estava metido em circunst&acirc;ncias muito estranhas. Esse delegado &eacute; um irrespons&aacute;vel, ele n&atilde;o tem direito de fazer isso. Ele n&atilde;o tinha dados, ele n&atilde;o tinha informa&ccedil;&otilde;es, ele abusou da sua autoridade. No momento seguinte, eu assisti na televis&atilde;o &agrave; m&atilde;e da menina chegando &agrave; Pol&iacute;cia pra prestar depoimento e sendo quase jogada no ch&atilde;o pelos jornalistas que queriam arrancar dela uma informa&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; fim da picada, &eacute; o fim do mundo, isso &eacute; pior do que o mensal&atilde;o, &eacute; pior do que corrup&ccedil;&atilde;o, &eacute; pior do que Renan Calheiros.</p>
<p>As pessoas t&ecirc;m que prestar aten&ccedil;&atilde;o e entender que tem gente de verdade ali naquela situa&ccedil;&atilde;o e que, depois, passado algum tempo, depois que a opini&atilde;o p&uacute;blica, aparentemente t&atilde;o preocupada em fazer justi&ccedil;a, cansar desse assunto, ela passa para outro assunto, mas aquela fam&iacute;lia vai ficar l&aacute;, com aquela trag&eacute;dia, com aquele flagelo, numa solid&atilde;o absoluta. Ent&atilde;o &eacute; o momento de reflex&atilde;o: eu sou jornalista, defendo a liberdade de imprensa, pratico a liberdade de opini&atilde;o, acho um bem valioso e essencial, mas acho que uma sociedade que se quer civilizada precisa prestar mais aten&ccedil;&atilde;o no seu comportamento. </p>
<p>A grande semelhan&ccedil;a entre o caso Isabella e o meu &eacute; a covardia da opini&atilde;o p&uacute;blica. A opini&atilde;o p&uacute;blica &eacute; covarde. Ela n&atilde;o tem rosto, n&atilde;o sente dor. (&#8230;) Voc&ecirc; est&aacute; numa situa&ccedil;&atilde;o limite, n&atilde;o sabe nem se conseguir&aacute; prosseguir na vida, e est&aacute; sendo massacrando por um julgamento precoce. A&iacute; eu pergunto: (&#8230;) quem &eacute; que vai pagar esse dano moral e emocional quando o assunto sair de pauta, quando a pauta for as Olimp&iacute;adas? Porque a opini&atilde;o p&uacute;blica &eacute; assim, n&eacute;, hoje &eacute; a Isabella e amanh&atilde; &eacute; o Tibet e vamos em frente, como se fosse um grande mosaico, uma grande feira de not&iacute;cias. E n&atilde;o &eacute; assim, existe vida real ali.</p>
<p>(&#8230;) E n&atilde;o estou falando sobre culpa ou n&atilde;o culpa. Eu n&atilde;o sei, n&atilde;o sei. Mas a maior certeza que tenho &eacute; de que eu n&atilde;o sei o que aconteceu, e as pessoas deveriam ter essa humildade. A revista &Eacute;poca (&#8230;) teve um comportamento interessante em sua reportagem de capa, que foi procurar levantar informa&ccedil;&otilde;es sobre a fam&iacute;lia.</p>
<p>Eu acho que busca da verdade e da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; sagrada, tem que continuar a acontecer, mas de forma respons&aacute;vel. (&#8230;) Ent&atilde;o, ao investigar quem eram essas pessoas, seus h&aacute;bitos, como viviam e etc, voc&ecirc; est&aacute; dando vaz&atilde;o &agrave; curiosidade da opini&atilde;o p&uacute;blica, &agrave; parte sadia da curiosidade, &agrave; busca por justi&ccedil;a e etc. Voc&ecirc; est&aacute; ajudando a esclarecer, tentando mostrar quem s&atilde;o as pessoas, mas n&atilde;o est&aacute; apontando o dedo para ningu&eacute;m. (&#8230;)</p>
<p>Estava outro dia conversando com uma rep&oacute;rter da Folha e ela perguntou qual seria a sa&iacute;da, se um c&oacute;digo de imprensa&#8230; Um c&oacute;digo, nada! Isso &eacute; ber&ccedil;o, isso &eacute; um valor que voc&ecirc;, como rep&oacute;rter, e eu, como rep&oacute;rter, devemos ter. Voc&ecirc; tem que se sentir muito mal se voc&ecirc; quase joga no ch&atilde;o uma m&atilde;e que acaba de perder uma filha. Isso &eacute; um sentimento de cada um, n&atilde;o &eacute; c&oacute;digo de imprensa, n&atilde;o &eacute; nada. Isso &eacute; civiliza&ccedil;&atilde;o, do contr&aacute;rio a gente chama o Elias Maluco para ser nosso primeiro ministro e julgar as pessoas como ele julgou o Tim Lopes. Pega e joga no microondas. Pra que processo? Pra que essa burocracia chata? A gente acha que &eacute; culpado e joga no microondas, queima vivo.</p>
<p>Isso &eacute; muito perigoso, as pessoas realmente precisam parar um pouco para pensar sobre seus valores, suas convic&ccedil;&otilde;es pessoais. N&atilde;o adianta c&oacute;digo de imprensa, n&atilde;o adianta o chefe de reportagem mandar tomar cuidado, n&atilde;o &eacute; nada disso. Isso &eacute; de cada um.</p></blockquote>
<p><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=480CIR001" target="blank" class="liexternal">Feliz dia do jornalista</a>, ainda que atrasado.</p>
<p>&#8212;-<br />
Abaixo, voc&ecirc; confere o &aacute;udio do depoimento, disponibilizado no site da BandNews FM. Como eles n&atilde;o contam com player para sites externos, coloquei o endere&ccedil;o do arquivo nesse player aqui do blog, mantendo, portanto, os hits no servidor deles, para que tenham controle de quantas pessoas ouviram. A id&eacute;ia &eacute; apenas disseminar o conte&uacute;do e n&atilde;o roub&aacute;-lo. O link para a nota &eacute;: <a href="http://www.bandnewsfm.com.br/conteudo.asp?ID=78136" target="blank" class="liexternal">http://www.bandnewsfm.com.br/conteudo.asp?ID=78136</a>. Nele, h&aacute; o link para ouvir o programa diretamente do site.</p>
<p>Quem me passou o &aacute;udio foi a <a href="http://queridoleitor.zip.net/#2008_04-08_22_10_51-128170460-0" target="blank" class="liexternal">Rosana Hermann</a>, dizendo que eu tinha que ouvir. Tinha mesmo. Assim como ela, fiquei com n&oacute; na garganta. Como ela bem definiu, foi um tapa na cara. E doeu.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Lost" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Lost');" class="libuscape">Lost</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Desperate+Housewives" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Desperate+Housewives');" class="libuscape">Desperate Housewives</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Greys+Anatomy" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Greys+Anatomy');" class="libuscape">Greys Anatomy</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=24+Horas" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/24+Horas');" class="libuscape">24 Horas</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Revista Pix: o texto &#233; meu, a revista &#233; sua</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 17:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Na edi&#231;&#227;o de mar&#231;o da revista Pix, distribu&#237;da gratuitamente de diversos lugares, eu pago a minha l&#237;ngua. N&#227;o costumo participar de memes aqui no blog, mas l&#225; eu participo. Na verdade, &#233; uma coluna fixa em que um blogueiro indica o outro para escrever na edi&#231;&#227;o seguinte e eu sou o segundo a participar, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o da <a href="http://www.mypix.com.br" target="blank" class="liexternal">revista Pix</a>, distribu&iacute;da gratuitamente de <a href="http://mypix.terra.com.br/NovoProjeto/ondeTem.php" target="blank" class="liexternal">diversos lugares</a>, eu pago a minha l&iacute;ngua. N&atilde;o costumo participar de memes aqui no blog, mas l&aacute; eu participo. Na verdade, &eacute; uma coluna fixa em que um blogueiro indica o outro para escrever na edi&ccedil;&atilde;o seguinte e eu sou o segundo a participar, por indica&ccedil;&atilde;o da <a href="http://www.queridoleitor.zip.net" target="blank" class="liexternal">Rosana Hermann</a>. </p>
<p>Na coluna, chamada <a href="http://mypix.terra.com.br/NovoProjeto/revistaRodizioIdeias.php" target="blank" class="liexternal">Rod&iacute;zio de Id&eacute;ias – Blogs</a>, eu junto dois dos meus assuntos favoritos: tecnologia e s&eacute;ries de TV. Sabe quando algum personagem consegue sinal no celular no meio do deserto e voc&ecirc; fica gritando mentalmente “NO WAY”? Pois &eacute;, &eacute; disso que eu falo por l&aacute;, das maluquices envolvendo tecnologia que acontecem nos seriados de televis&atilde;o norte-americanos. </p>
<p><center><a href="http://www.mypix.com.br" target="blank"><img border="0" src='http://www.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2008/03/pix.jpg' alt='Revista Pix n&ordm; 17' /></a></center></p>
<p><a href="http://mypix.terra.com.br/NovoProjeto/revista.php" target="blank" class="liexternal">A revista &eacute; bem bacana</a>, falando, de forma divertida e totalmente informal, de cultura digital. A inspira&ccedil;&atilde;o assumida vem da linguagem blogueira e eles – os colunistas e principalmente a editora, a j&aacute; amiga Bia Granja - d&atilde;o conta direitinho de transpor o universo daqui para as p&aacute;ginas da revista. Eu j&aacute; gostava antes de escrever – e tamb&eacute;m babava pelos incr&iacute;veis ensaios que toda edi&ccedil;&atilde;o traz. </p>
<p>A Pix &eacute; um blog bacana que nasceu em papel, mas tamb&eacute;m d&aacute; para ler tudinho online e colaborar bastante. Vale a pena ver a revista impressa, que tem o formato certo para ler em qualquer lugar, at&eacute; na fila da balada.</p>
<p>&Eacute; de gra&ccedil;a e est&aacute; dispon&iacute;vel em v&aacute;rios lugares, mas ainda assim vou mandar essa edi&ccedil;&atilde;o para a casa dos primeiros cinco leitores que perceberem a qual s&eacute;rie eu fa&ccedil;o refer&ecirc;ncia no t&iacute;tulo do meu texto. &Eacute; bem &oacute;bvio mesmo – est&aacute; gritante no t&iacute;tulo! -, mas a s&eacute;rie n&atilde;o &eacute; muito famosa. </p>
<p>Se voc&ecirc; souber, basta mandar o nome dela atrav&eacute;s do <a href="http://www.outrosolhos.com.br/contato/" target="blank" class="liinternal">formul&aacute;rio de contato</a> do blog. Se voc&ecirc; for um dos cinco primeiros, eu mando a revista para a sua casa. Ah, n&atilde;o conte o nome nos coment&aacute;rios, sen&atilde;o perde a gra&ccedil;a, n&eacute;?!</p>
<p>Aguardo as respostas, espero que voc&ecirc; gosto do meu texto e recomendo que voc&ecirc; conhe&ccedil;a a revista. &Eacute; jeito gostoso de obter, mesmo offline, uma boa dose de divers&atilde;o digital.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=MP3" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/MP3');" class="libuscape">MP3</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=iPod" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/iPod');" class="libuscape">iPod</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=celulares" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/celulares');" class="libuscape">celulares</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=notebooks" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/notebooks');" class="libuscape">notebooks</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=c%C3%A2meras" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/c%C3%A2meras');" class="libuscape">c&acirc;meras</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Campus Party: Vamos conversar?</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 16:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<category><![CDATA[Campus Party]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogueiros s&#227;o bem mais legais ao vivo do que nos blogs. Isso &#233; um fato, mas, naturalmente, n&#227;o &#233; regra - apesar do n&#250;mero de blogueiros bacanas pessoalmente ser animador. O melhor da Campus Party, claro, s&#227;o as conversa&#231;&#245;es - assim como nos blogs.
Eu tenho conversado absurdamente por l&#225;. Quase s&#243; fa&#231;o isso. Batendo papo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Blogueiros s&atilde;o bem mais legais ao vivo do que nos blogs. Isso &eacute; um fato, mas, naturalmente, n&atilde;o &eacute; regra - apesar do n&uacute;mero de blogueiros bacanas pessoalmente ser animador. O melhor da <a href="http://www.campusparty.com.br" target="blank" class="liexternal">Campus Party</a>, claro, s&atilde;o as conversa&ccedil;&otilde;es - assim como nos blogs.</p>
<p>Eu tenho conversado absurdamente por l&aacute;. Quase s&oacute; fa&ccedil;o isso. Batendo papo sobre coisas s&eacute;rias, sobre bobeiras, sobre tudo, com todos. Al&eacute;m de encontrar novamente os amigos, l&aacute; &eacute; um excepcional balc&atilde;o de neg&oacute;cios travestidos de conversas informais. A feira? Bom, ela tamb&eacute;m est&aacute; bacana.</p>
<p>De verdade, o ambiente completamente geek n&atilde;o faz nenhuma diferen&ccedil;a para mim. Vejo os outros blogueiros animados com as novidades tecnol&oacute;gicas, fotografando e postando tudo, mas n&atilde;o me deu a menor vontade de fazer isso. &Eacute; algo meio &#8220;Ok, bacana! Vamos para o pr&oacute;ximo stand?&#8221;</p>
<p>Estou com um grave problema: eu n&atilde;o tenho a porcaria da programa&ccedil;&atilde;o (e sim, eu sei que tem no site). N&atilde;o tomei vergonha na cara de ver as coisas direito e, com isso, perdi v&aacute;rias palestras e desconfer&ecirc;ncias que eu queria ver. Me enrolei e acabei perdendo at&eacute; o lan&ccedil;amento da <a href="http://www.blogcontent.com.br" target="blank" class="liexternal">Blog Content</a>, uma consultoria para blogs corporativos tocada pelo <a href="http://www.interney.net" target="blank" class="liexternal">Edney Souza</a>, pelo <a href="http://www.interney.net/blogs/enloucrescendo" target="blank" class="liexternal">Ian Black</a>, pelo <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki" target="blank" class="liexternal">Alexandre Inagaki</a> e por mim. </p>
<p>As discuss&otilde;es que eu vi foram dentro do mundinho que j&aacute; freq&uuml;ento, o dos blogs e do jornalismo. Depois de ir em tantos eventos do tipo, acho que acabei cansando de ouvir e discutir coisas que eu adoro e sempre posto no blog, mas que nunca saem do mesmo quando debatidas nessas ocasi&otilde;es.</p>
<p>Para variar, n&atilde;o entendi muito bem as pol&ecirc;micas jornalismo x blog - tirando <a href="http://tecnocracia.com.br/arquivos/campus-party-a-gente-aumenta-mas-nao-inventa" target="blank" class="liexternal">a da Folha Online, com um problema jornal&iacute;stico</a> que, coincidentemente, aconteceu com blogueiros - e ouvi gente dos dois lados (se &eacute; que isso existe) falando que o outro n&atilde;o mudava nunca de opini&atilde;o. N&atilde;o mudam mesmo, e cansa.</p>
<p>N&atilde;o tomo partido, falo &#8220;pois &eacute;&#8221; e dou um sorriso para jornalistas e blogueiros. Eu concordo e discordo dos dois! O que fazer, n&atilde;o &eacute; mesmo? Passei j&aacute; da fase de ficar fazendo lutinhas internas: Meus lados blogueiro e jornalista est&atilde;o cada mais misturados e quando v&ecirc;em o Pedro D&oacute;ria j&aacute; d&atilde;o uma risadinha e tentam adivinhar o que ele vai falar (s&eacute;rio mesmo, j&aacute; fui em tantas palestras com ele que n&atilde;o duvido decorar suas palavras).</p>
<p>&Eacute; v&aacute;lido que se discuta, principalmente se tiver algo novo - e sempre tem -, mas o processo de aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; lento e s&oacute; de d&aacute; na pr&aacute;tica: quando um tem contato com o outro e v&ecirc; como tudo &eacute; legal e pode funcionar em harmonia, mudando algumas pe&ccedil;as estrat&eacute;gicas no tabuleiro. Sonho com o dia em que os blogueiros e jornalistas se reunir&atilde;o para pensar no que podem fazer juntos. </p>
<p>A prop&oacute;sito, achei boba boba a id&eacute;ia do <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/02/14/campus-party-dinossauro-invade-aquario-dos-jornalistas/" target="blank" class="liexternal">protesto do dinossauro no aqu&aacute;rio da imprensa </a>(o que tamb&eacute;m &eacute; bem bobo, ali&aacute;s) - embora eu n&atilde;o tenha visto ao vivo e at&eacute; tenha acompanhado parte da prepara&ccedil;&atilde;o -, mas tamb&eacute;m achei divertidinha. Nem tudo tem que fazer tanto sentido assim, ou tem? Os jornalistas curtiram, os blogueiros tamb&eacute;m. Rir faz bem.</p>
<p>Mesmo sem cobrir o evento como tinha pensado fazer, voltarei com alguns posts bem interessantes para breve. &Eacute; que <a href="http://www.interney.net/imagens/geek.gif" target="blank" class="liexternal">meu tipo de nerdice</a> (fiz 25 pontos e <a href="http://www.interney.net/testes/teste021.php" target="blank" class="liexternal">aqui voc&ecirc; faz o teste</a>) &eacute; definitivamente outro: sou aquele cara que vai no stand da TV por assinatura assistir a &#8220;<a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Friends" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Friends');" class="libuscape">Friends</a>&#8221; e sai de l&aacute; constrangido e meio bravo porque mais ningu&eacute;m fica dando risadas (sim, eu realmente fiz isso. Que povo chato! N&atilde;o rir de &#8220;Friends&#8221;? Como assim?).</p>
<p>Mas hoje vou pra l&aacute; querendo descobrir tudo. Como funciona, o que tem de bacana em outros setores, o que os rob&ocirc;s fazem, quanto os caras do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Modding" target="blank" class="liwikipedia">modding</a> gastam para fazer aquelas maluquices (no melhor sentido poss&iacute;vel) com seus computadores, como se anda em um segway&#8230; </p>
<p>Prometo que vou conversar menos e ser um pouco mais blogueiro e jornalista. Sem, para isso, me afogar em nenhum aqu&aacute;rio.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Friends" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Friends');" class="libuscape">Friends</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=MP3" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/MP3');" class="libuscape">MP3</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=iPod" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/iPod');" class="libuscape">iPod</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=celulares" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/celulares');" class="libuscape">celulares</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=notebooks" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/notebooks');" class="libuscape">notebooks</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=c%C3%A2meras" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/c%C3%A2meras');" class="libuscape">c&acirc;meras</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Jornalismo online: &#201; assim que se faz</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2008/01/16/jornalismo-online-e-assim-que-se-faz/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 11:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Hoje em dia, jornalismo &#233; entretenimento. Natural que seja assim: por que apenas se informar se a gente pode ter informa&#231;&#227;o, divers&#227;o e experi&#234;ncia ao mesmo tempo?
Isso j&#225; &#233; realidade em todas as m&#237;dias – mesmo que alguns ve&#237;culos errem feio o caminho e esque&#231;am que, na verdade, s&#227;o jornal&#237;sticos e n&#227;o de entretenimento puro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia, jornalismo &eacute; entretenimento. Natural que seja assim: por que apenas se informar se a gente pode ter informa&ccedil;&atilde;o, divers&atilde;o e experi&ecirc;ncia ao mesmo tempo?<br />
Isso j&aacute; &eacute; realidade em todas as m&iacute;dias – mesmo que alguns ve&iacute;culos errem feio o caminho e esque&ccedil;am que, na verdade, s&atilde;o jornal&iacute;sticos e n&atilde;o de entretenimento puro -, mas em nenhuma pode ser t&atilde;o explorada quanto na internet.</p>
<p>Por que raios temos que continuar consumindo conte&uacute;do jornal&iacute;stico primordialmente em texto na web? Essa n&atilde;o &eacute; uma m&iacute;dia imprensa, apesar da maioria dos profissionais terem vindo dela! S&atilde;o muitas as possibilidades, mas poucos os portais de not&iacute;cia que saem do texto e trazem conte&uacute;do multim&iacute;dia. Quando o fazem, &eacute; de maneira previs&iacute;vel e pouco inventiva – al&eacute;m de raramente agregarem algum valor ao que est&aacute; escrito.</p>
<p>O que mais me anima no jornalismo online &eacute; exatamente a possibilidade de criar, de elaborar coisas novas. &Eacute; t&atilde;o bom quando a reportagem perde sua forma quadradinha e fica totalmente male&aacute;vel, podendo proporcionar experi&ecirc;ncias muito mais agrad&aacute;veis ao internauta. </p>
<p>S&atilde;o muitos os caminhos: Criar news games, experimentar coberturas em redes sociais, fazer mashups, usar colaboratividade ou mesmo utilizar, de forma inteligente, ferramentas j&aacute; mais consolidadas, como blogs e podcasts. Isso tudo pode gerar modos mais eficientes de se informar, com uma intensidade que n&atilde;o existe nos meios em que o receptor ainda &eacute; passivo. Ao inv&eacute;s de haver leitor ou espectador, teremos usu&aacute;rios da not&iacute;cia. Bem melhor, n&atilde;o?</p>
<p>S&oacute; que isso exige investimento e m&atilde;o de obra qualificada, e &eacute; complicado encontrar ou formar profissionais qualificados em algo t&atilde;o novo. Os ve&iacute;culos internacionais j&aacute; acordaram para isso e correm atr&aacute;s, mas os nacionais ainda roncam. S&atilde;o raros os casos em que o modo de informar ultrapassa o &oacute;bvio e aproveita os potenciais da rede.</p>
<p>Mas eles existem. O <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL225743-6174,00-INFOGRAFICOS+DO+G+DEZEMBRO+DE.html" target="blank" class="liexternal">G1</a> &eacute; um dos que melhor trabalha as possibilidades, misturando <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL178208-6174,00-O+QUE+VOCE+PRECISA+SABER+SOBRE+A+ESTREIA+DA+TV+DIGITAL+EM+DEZEMBRO.html" target="blank" class="liexternal">texto, links</a>, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL189302-9658,00-VIDROS+MAIS+ESCUROS+NAO+GARANTEM+SEGURANCA+A+MOTORISTA+DIZ+POLICIA.html" target="blank" class="liexternal">ilustra&ccedil;&otilde;es, v&iacute;deos</a> e <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL100666-5605-3727,00.html" target="blank" class="liexternal">galerias de fotos</a> com <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL100817-5598,00.html" target="blank" class="liexternal">jogos</a> e <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL110794-5598,00.html" target="blank" class="liexternal">infogr&aacute;ficos animados</a>, de &oacute;tima qualidade – al&eacute;m de permitir <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL60268-5603,00.html" target="blank" class="liexternal">coment&aacute;rios do p&uacute;blico</a> em algumas not&iacute;cias. </p>
<p>A maioria dos infogr&aacute;ficos ainda &eacute; baseada em <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL190053-5601,00-ENTENDA+O+ESQUEMA+DO+MENSALAO+DO+PSDB+MINEIRO.html" target="blank" class="liexternal">texto e imagem</a>, mas j&aacute; h&aacute; integra&ccedil;&atilde;o com <a href="http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL208405-9772,00-VEJA+COMO+FUNCIONA+UM+DESFILE+DE+CARNAVAL.html" target="blank" class="liexternal">v&iacute;deos, por exemplo, e bom uso da interatividade</a>. S&atilde;o solu&ccedil;&otilde;es eficientes e criativas de informar e entreter, com um visual bel&iacute;ssimo.</p>
<p>Um bom trabalho, mas que ainda fica muito atr&aacute;s do praticado nos <a href="http://www.nytimes.com/pages/multimedia/index.html" target="blank" class="liexternal">infogr&aacute;ficos do The New York Times</a>, por exemplo, que, claro, s&atilde;o geniais: <a href="http://www.nytimes.com/interactive/2007/10/26/magazine/20071028_KILIMANJARO_GRAPHIC.html" target="blank" class="liexternal">gostosos de assistir e de interagir, animando tabelas, v&iacute;deos, fotos e gr&aacute;ficos</a>. Ou seja, um tipo de entretenimento que gera esclarecimento.</p>
<p>Esclarecido tamb&eacute;m ficar&aacute; quem mergulhar no infogr&aacute;fico que o <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/multimidia/" target="blank" class="liexternal">&Uacute;ltimo Segundo</a> produziu sobre as elei&ccedil;&otilde;es norte-americanas. Eu nunca vi nada parecido feito no Brasil. Exagero? <a href="http://images.ig.com.br/util/index.html?url=http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes_eua_2008/eleicoes_eua.html&#038;largura=960&#038;altura=550" target="blank" class="liexternal">Clique aqui, desabilite o bloqueador de pop-ups e veja</a>. Tem um rico material informativo, utilizando diversas ferramentas para explicar detalhadamente cada aspecto das elei&ccedil;&otilde;es, informando intensamente sem, por isso, ser chato ou cansativo. Seria imposs&iacute;vel aprofundar tanto o assunto apenas com texto, j&aacute; que mat&eacute;rias de vinte p&aacute;ginas n&atilde;o combinam com a internet.</p>
<p>O esfor&ccedil;o da equipe de dez profissionais em pesquisar e produzir v&iacute;deos (com legenda em portugu&ecirc;s), &aacute;udios (que eles erroneamente chamam de podcast) e anima&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de editar especialmente textos e fotos, merece certamente um desses pr&ecirc;mios de jornalismo online. O usu&aacute;rio, sem d&uacute;vida, j&aacute; ganhou em informa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Sai mais caro do que apenas relatar, demora para ficar pronto e s&atilde;o poucos os que sabem fazer, mas, como voc&ecirc; viu, vale a pena. Cada vez mais gente produz conte&uacute;do na internet e materiais assim, de qualidade, podem fazer a diferen&ccedil;a para o ve&iacute;culo se destacar.</p>
<p>Para a nova gera&ccedil;&atilde;o, como a minha, essa &eacute; uma boa &aacute;rea a ser investida. A tend&ecirc;ncia &eacute; que as coberturas sejam cada vez mais multim&iacute;dias e que um &uacute;nico profissional de jornalismo fa&ccedil;a aquilo que, antes, era fun&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rias pessoas. Por isso, n&atilde;o basta ter um bom texto, embora isso seja fundamental, mas &eacute; importante saber produzir e editar fotos, &aacute;udios e v&iacute;deos, al&eacute;m de, eventualmente, conseguir planejar conte&uacute;dos como esses que mostrei no post, para serem desenvolvidos pelas equipes de arte. </p>
<p>Sim, est&aacute; cada vez mais dif&iacute;cil fazer jornalismo, mas nunca tivemos nada de t&atilde;o boa qualidade e, convenhamos, t&atilde;o divertido! Temos uma m&iacute;dia toda nova para construir, basta expandirmos nossos horizontes.</p>
<p>***</p>
<p>Eu sei, esse post n&atilde;o foi ilustrado, nem teve infogr&aacute;fico, nem &aacute;udio, nem v&iacute;deo. &Eacute; complicado produzir tudo isso sem uma equipe – e por isso falo apenas de ve&iacute;culos grandes na an&aacute;lise – mas esse &eacute; um desafio que n&oacute;s, blogueiros, tamb&eacute;m podemos encarar, ainda que de maneira mais simpl&oacute;ria. Nos &uacute;ltimos posts, procurei usar mais fotos e v&iacute;deos encontrados na rede, coisa que eu dificilmente fazia. &Eacute; pouco, mas tudo come&ccedil;a por algum lugar.</p>
<p>Pelos meus planos, o blog ficar&aacute; cada vez mais multim&iacute;dia e o utilizarei para experimentar tudo que eu puder. Afinal, n&atilde;o existe um grande e funcional manual de reda&ccedil;&atilde;o da internet. Aqui, a gente aprende na pr&aacute;tica. E todos juntos, n&atilde;o &eacute; mesmo?</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Lost" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Lost');" class="libuscape">Lost</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Desperate+Housewives" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Desperate+Housewives');" class="libuscape">Desperate Housewives</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Greys+Anatomy" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Greys+Anatomy');" class="libuscape">Greys Anatomy</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=24+Horas" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/24+Horas');" class="libuscape">24 Horas</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A fonte est&#225; cada vez mais pr&#243;xima do jornalista. E agora?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 20:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[colaboração]]></category>

		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>

		<category><![CDATA[interação]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma reportagem, descobri que duas mo&#231;as que faziam parte da equipe de limpeza do lugar onde acontecia uma etapa de sele&#231;&#227;o para um reality show da TV paga, haviam sido convidadas, pela produ&#231;&#227;o, a participar do concurso, tentando assim maquiar a falta de reais candidatas. A mat&#233;ria foi publicada e acabou ganhando destaque na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma <a href="http://tv.globo.com/Entretenimento/Tv/Noticia/0,,AA1593547-7175,00-SEM+CANDIDATAS+SONY+CONVIDA+FUNCIONARIAS+DA+LIMPEZA+PARA+BRAZILS+NEXT+TOP+M.html" target="blank" class="liexternal">reportagem</a>, descobri que duas mo&ccedil;as que faziam parte da equipe de limpeza do lugar onde acontecia uma etapa de sele&ccedil;&atilde;o para um reality show da TV paga, haviam sido convidadas, pela produ&ccedil;&atilde;o, a participar do concurso, tentando assim maquiar a falta de reais candidatas. A mat&eacute;ria foi publicada e acabou ganhando <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2007/07/23/minha-primeira-reportagem-em-capa-de-portal/" target="blank" class="liinternal">destaque na homepage da Globo.com</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;gustavo tudo bem? p nao perder o costume s&oacute; dei bastante risada quando minha irm&atilde; ligou dizendo que eu estava na primeira pagina do site da globo vc &eacute; fogo heim!!achei bacana pelo menos nao acrescentaram nada e foi super verdadeira bjssssssss&#8221;</p></blockquote>
<p>Este foi o coment&aacute;rio de uma das meninas da mat&eacute;ria, aqui no blog. No meu Orkut, tamb&eacute;m tinha scrap dela, al&eacute;m do pedido para ser minha amiga. Ainda bem que ela gostou da mat&eacute;ria - e, sem nem perceber, confirmou as informa&ccedil;&otilde;es de uma maneira que, eu, como rep&oacute;rter, jamais poderia fazer: ela mesma falou com os leitores (ainda que aqui n&atilde;o fosse o melhor lugar para isso). </p>
<p><!--adsense#jornalismo--></p>
<p>Lidar com intera&ccedil;&atilde;o dos leitores daqui blog nunca foi um problema, muito pelo contr&aacute;rio. Blogs s&atilde;o t&atilde;o legais porque s&atilde;o baseados em conversa&ccedil;&atilde;o e, al&eacute;m de tudo, &eacute; muito bom para quem produz conte&uacute;do saber o que seus consumidores acham. No jornalismo, embora eu conhe&ccedil;a v&aacute;rios profissionais que n&atilde;o se deram conta disso ainda, a participa&ccedil;&atilde;o do leitor/espectador/ouvinte tamb&eacute;m tem um papel importante, ajudando a manter o jornalista mais pr&oacute;ximo da realidade, ampliando o alcance de sua vis&atilde;o.</p>
<p>Intera&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o palavras-chave para a comunica&ccedil;&atilde;o em tempos de internet, onde, querendo ou n&atilde;o, nada mais somos do que nomes na tela, ao alcance de qualquer um. A tend&ecirc;ncia &eacute; que os comunicadores, as fontes e os consumidores de informa&ccedil;&atilde;o fiquem cada vez mais pr&oacute;ximos.</p>
<p>Qualquer um pode procurar meu nome no Google, no Blogblogs, na Technorati ou no Flickr e descobrir por onde andei, com quem me relaciono e o que eu acho das coisas, al&eacute;m de encontrar o meu E-mail ou algum formul&aacute;rio de contato - e isso &eacute; importante para mim como blogueiro, afinal, <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2007/12/03/blogs-sao-como-amizades/" target="blank" class="liinternal">nenhum blog funciona sem que haja rela&ccedil;&atilde;o entre as duas partes</a>. &Eacute; f&aacute;cil para o leitor do blog, &eacute; f&aacute;cil para a fonte jornal&iacute;stica. E &eacute; a&iacute; que a coisa complica.</p>
<p>A fonte &eacute; aquela pessoa que passa a informa&ccedil;&atilde;o trabalhada pelo jornalista. &Eacute; quem d&aacute; a entrevista, quem viveu o que ser&aacute; relatado, quem faz parte de verdade daquilo que ser&aacute; transformado em hist&oacute;ria. Na faculdade, ouvimos muito sobre o relacionamento do jornalista com a fonte que, sempre, deve ser distanciado. Pois &eacute;, s&oacute; que a fonte &eacute; viva e se comunica. Al&eacute;m de, eventualmente, utilizar a internet.</p>
<p>N&atilde;o d&aacute; mais para jornalista fingir ser apenas um instrumento da informa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o somos, e o envolvimento volunt&aacute;rio ou n&atilde;o com o p&uacute;blico e, principalmente, com a fonte n&atilde;o nos deixa ser. A quest&atilde;o &eacute; descobrir como devemos nos portar sem que haja preju&iacute;zo &agrave; not&iacute;cia. Pelo contr&aacute;rio, &eacute; o momento certo para lucrar: na web, toda fonte vira usu&aacute;rio e todo usu&aacute;rio vira fonte.</p>
<p>J&aacute; que est&aacute; tudo t&atilde;o pr&oacute;ximo e que as fontes est&atilde;o mais ativas do que nunca, por que n&atilde;o aproveitar? Essa intera&ccedil;&atilde;o faz com que o jornalista tome mais cuidado com o que publica e, al&eacute;m disso, permite que a informa&ccedil;&atilde;o seja conferida e revidada por seus personagens. &Eacute; mais ou menos o mesmo <a href="http://dn.sapo.pt/2007/08/15/media/google_news_espaco_fontes_informacao.html" target="blank" class="liexternal">racioc&iacute;nio</a> do sistema de <a href="http://www.google.com/support/news/bin/answer.py?answer=74115&#038;topic=12285" target="blank" class="liexternal">coment&aacute;rios do Google News</a>, s&oacute; que feito de forma humana - e, por isso menos, mais confi&aacute;vel. </p>
<p>Em sua <a href="http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/open_source.pdf" target="blank" class="lipdf">disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado</a>, a jornalista (e amiga) <a href="http://www.anabrambilla.com/blog/" target="blank" class="liexternal">Ana Brambilla</a> destaca um conceito de Peter Burke, no livro <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Hist%C3%B3ria+Social+do+Conhecimento" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Hist%C3%B3ria+Social+do+Conhecimento');" class="libuscape">Hist&oacute;ria Social do Conhecimento</a>: a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; como a &aacute;gua: quanto mais pr&oacute;xima da fonte, mais pura ser&aacute;. </p>
<p>Estamos no momento certo para, utilizando o potencial social da web, produzirmos informa&ccedil;&otilde;es cada vez mais precisas e verdadeiras - o que seria potencializado caso os grandes ve&iacute;culos perdessem o medo e abrissem espa&ccedil;o para os coment&aacute;rios. Todo mundo se comunica: o leitor conversa com  o jornalista que conversa com a fonte que, agora, tamb&eacute;m conversa com o leitor. Novas vis&otilde;es para o leitor, mais credibilidade e utilidade para a m&iacute;dia.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Hist%C3%B3ria+Social+do+Conhecimento" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Hist%C3%B3ria+Social+do+Conhecimento');" class="libuscape">Hist&oacute;ria Social do Conhecimento</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Porque sou blogueiro E jornalista!</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2007/10/09/porque-sou-blogueiro-e-jornalista/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 08:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Mundo Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Blogueiro e jornalista, apanhando dos dois lados&#8221;
Sempre digo que essa frase &#233; o meu slogan, o que me define melhor. E a culpa &#233; toda minha: gosto tanto de blogs e jornalismo, que acabo fazendo por merecer apanhar de ambos os grupos.
&#201; que, de um lado, vejo blogueiros que se acham superiores a jornalistas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Blogueiro e jornalista, apanhando dos dois lados&#8221;</strong></p>
<p>Sempre digo que essa frase &eacute; o meu slogan, o que me define melhor. E a culpa &eacute; toda minha: gosto tanto de blogs e jornalismo, que acabo fazendo por merecer apanhar de ambos os grupos.</p>
<p>&Eacute; que, de um lado, vejo blogueiros que se acham superiores a jornalistas e riem da m&iacute;dia tradicional como se ela fosse coisa do passado. De outro, vejo jornalistas que se acham superiores aos blogueiros e riem dos blogs como se eles fossem um n&iacute;vel rebaixado de se fazer comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Claro, ambos est&atilde;o errados - e, pior, apesar de n&atilde;o enxergarem, compartilham a mesma canoa furada. S&atilde;o duas formas de informar que, juntas, se fortalecem.</p>
<p>Eu adoro andar com camisetas que tenham a palavra “blog” pela minha faculdade, mas meu blog &eacute; quase que exclusivamente sobre jornalismo. </p>
<p>Quando estou com blogueiros e falamos de jornalismo, eu me irrito e defendo o jornalismo. Quando estou com jornalistas e estudantes de jornalismo falando de blogs, fico igualmente irritado e - adivinha? - defendo os blogs. </p>
<p>Pode ser que o problema seja eu, que gosto mesmo de ser do contra, mas algo me diz que a coisa vai al&eacute;m. A divis&atilde;o e oposi&ccedil;&atilde;o me parecem absolutamente burras. </p>
<p>Na &uacute;ltima quinta-feira, no debate <a href="http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1654" target="blank" class="liexternal">&#8220;Internet e Blogs: A Maior Conversa&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria&#8221;</a>, com tr&ecirc;s jornalistas/blogueiros - <a href="http://www.blogdotas.com.br" target="blank" class="liexternal">Marcelo Tas</a>, <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/" target="blank" class="liexternal">Alexandre Inagaki</a> e <a href="http://www.pedrodoria.com.br" target="blank" class="liexternal">Pedro D&oacute;ria</a> - isso ficou bem claro.</p>
<p><!--adsense#jornalismo--></p>
<p>O Tas e o Inagaki, que t&ecirc;m o “t&iacute;tulo” de blogueiro antes do de jornalista (no caso do Tas, eles se misturam ainda mais), n&atilde;o costumam cair na besteira da dualidade. Eles conhecem ambas as esferas e compreendem suas liga&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>J&aacute; o D&oacute;ria, que &eacute; JORNALISTA e tem um blog - perceba a diferen&ccedil;a disso para “blogueiro” -, parece confundir tudo e n&atilde;o ter uma vis&atilde;o muito clara dos mecanismos colaborativos da internet.</p>
<p>Em outros eventos, sa&iacute; com uma p&eacute;ssima impress&atilde;o dele - e sei que n&atilde;o fui o &uacute;nico. N&atilde;o vejo propriedade alguma para ele discursar sobre blogs, e tenho d&uacute;vidas at&eacute; se ele tem essa autoridade para falar de jornalismo (n&atilde;o tenho elementos o suficiente para esbo&ccedil;ar qualquer certeza).</p>
<p>Obviamente, n&atilde;o &eacute; porque ele trabalha no Estad&atilde;o. Nem porque ele vem da m&iacute;dia impressa, que eu ainda gosto muito. E muito menos por inveja ou qualquer bobeira do tipo.</p>
<p>&Eacute; simplesmente porque o discurso dele normalmente &eacute; raso e um tanto quanto retr&oacute;grado, sem atentar ao que verdadeiramente acontece. E n&atilde;o dou credibilidade ao que diz um jornalista que n&atilde;o enxerga a realidade, o que j&aacute; &eacute; fato.</p>
<p>Mas vejo no D&oacute;ria um problema que eu tamb&eacute;m enfrento: essa tal crise existencial entre as novas m&iacute;dias colarativas e as antigas, feitas por jornalistas de terno e gravata. O meio em que a pessoa vive acaba interferindo em suas opini&otilde;es – a minha mudou muito desde que entrei na faculdade e, por sua vez, &eacute; bem distinta da dos meus colegas que nunca tiveram blogs. </p>
<p>O D&oacute;ria, nesse &uacute;ltimo evento, que foi muito mais intimista, estava muito mais blogueiro do que nos outros, em que ele era o Pedro D&oacute;ria do Estad&atilde;o. E o discurso tamb&eacute;m estava muito melhor, sem o gesso e as amarras daquele que defende o jornalismo tradicional que, para n&atilde;o morrer, briga com o futuro, ao inv&eacute;s de se adaptar a ele. Imagina, ele afirmou: “Leio no jornal o que li ontem nos blogs”. Deu at&eacute; gosto.</p>
<p><!--adsense#jornalismo--></p>
<p>Eu amo o jornalismo e acredito absurdamente nele, mas entendo uma evolu&ccedil;&atilde;o natural das coisas.</p>
<p>N&atilde;o &eacute; oposi&ccedil;&atilde;o ou substitui&ccedil;&atilde;o – seja de jornal por blogs ou de profissionais por amadores – &eacute; combina&ccedil;&atilde;o e re-aloca&ccedil;&atilde;o. Vemos a not&iacute;cia em sua forma instant&acirc;nea nos blogs mais pr&oacute;ximos a ela, comparamos diversas fontes e vis&otilde;es a respeito do assunto e, no dia seguinte ou depois, num site noticioso, temos a informa&ccedil;&atilde;o mais apurada, aprofundada e lapidada.</p>
<p>Os blogs podem sim fazer jornalismo de qualidade, se sujarem o sapato, se olharem para o lugar onde vivem, se passarem a apurar. Isso foi falado l&aacute; no evento, exatamente como eu penso e repito h&aacute; muito tempo. </p>
<p>Sendo blogueiro e jornalista pode-se combinar o melhor dos dois mundos: habilidade para lidar com as informa&ccedil;&otilde;es vindas dos leitores, a pessoalidade da narrativa e o uso eficiente de t&eacute;cnicas para apurar e chegar mais perto da verdade.</p>
<p>J&aacute; d&aacute; para fazer isso, tanto em blogs quanto em outras m&iacute;dias – e eu to tentando. Mas &eacute; preciso ter boa vontade e uma paci&ecirc;ncia absurdamente grande, porque ainda h&aacute; resist&ecirc;ncia e preconceito com rela&ccedil;&atilde;o ao que ainda parece ser uma novidade (novidades sempre amedrontam&#8230;).</p>
<p>Est&aacute; diminuindo e tende a mudar, mas, enquanto isso - fazer o qu&ecirc;?! - vamos apanhando dos dois lados. </p>
<p>Depois, acredito e espero (at&eacute; porque apanhar &eacute; bem ruim e irrita bastante, al&eacute;m de dar um trabalho danado), valer&aacute; a pena.</p>
<p>&Eacute; assim que o jornalismo se renovar&aacute; e ficar&aacute; ainda melhor. N&atilde;o adianta querer parar o que j&aacute; &eacute; realidade.</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uso de &#8220;bich&#234;s&#8221; e enquetes in&#250;teis: O que a Folha Online pode melhorar</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2007/09/06/uso-de-biches-e-enquetes-inuteis-o-que-a-folha-online-pode-melhorar/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 23:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos n&#243;s nos identificamos com algumas marcas e passamos a nos relacionar com elas de maneira diferenciada, mais pr&#243;xima e at&#233; mais passional. Com produtos jornal&#237;sticos a rela&#231;&#227;o &#233; ainda mais complexa, j&#225; que envolve a percep&#231;&#227;o e aceita&#231;&#227;o da credibilidade pelo consumidor e um contato mais longo entre marca e cliente, acontecendo, possivelmente, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos n&oacute;s nos identificamos com algumas marcas e passamos a nos relacionar com elas de maneira diferenciada, mais pr&oacute;xima e at&eacute; mais passional. Com produtos jornal&iacute;sticos a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais complexa, j&aacute; que envolve a percep&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o da credibilidade pelo consumidor e um contato mais longo entre marca e cliente, acontecendo, possivelmente, em diversos momentos do dia, todos os dias. </p>
<p>A minha marca preferida de jornal na rede &eacute; a Folha, em disparado. Leio na web, todos os dias, a vers&atilde;o, errr, impressa do jornal; sou assinante do UOL; acompanho a <a href="http://www.folha.com.br" target="blank" class="liexternal">Folha Online</a> e costumo utilizar bastante o seu “comunicar erros” – sendo sempre atendido com gentileza e rapidez. </p>
<p>&Eacute; claro que, como jornalista essencialmente de web, tamb&eacute;m quero trabalhar l&aacute;, ou estagiar, ou coisa do tipo. Eu realmente gosto da Folha, bem mais do que de outros jornais (embora <a href="http://oglobo.globo.com/" target="blank" class="liexternal">O Globo</a> tamb&eacute;m fa&ccedil;a um &oacute;timo trabalho na rede). Simples assim.</p>
<p>E &eacute; exatamente por isso que me incomoda tanto as besteiras que a Folha Online faz.</p>
<p>J&aacute; devo ter reclamado por aqui dos “<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/destaquesgls/" target="blank" class="liexternal">Destaques GLS</a>”, escritos pelo S&eacute;rgio Ripardo, que tamb&eacute;m &eacute; editor-chefe da Ilustrada Online. Na &eacute;poca, eu dizia que aquilo deveria ser um blog e n&atilde;o ser veiculado como an&aacute;lise, dentro da editoria Ilustrada. Depois de um tempo, felizmente, transformaram em uma coluna.</p>
<p>O problema &eacute; que ela continua inapropriada. A linguagem &eacute; a tal “bich&ecirc;s”, que &eacute; um divertido diferencial de blogs gays, como o finado <em>Papel Pobre</em>, mas fica pat&eacute;tica num site jornal&iacute;stico voltado a todos os p&uacute;blicos. N&atilde;o &eacute; preconceito, homofobia ou puritanismo, mas n&atilde;o entendo qual a necessidade de usar palavras como “necas” e express&otilde;es afetadas como “bofe-esc&acirc;ndalo” para fazer uma coluna GLS.</p>
<p>Quando um humor&iacute;stico faz uso de palavras e express&otilde;es clich&ecirc;s, os grupos GLS se ofendem. Oras, uma coluna na Folha Online que n&atilde;o pode ter a linguagem padr&atilde;o do resto do site n&atilde;o acaba refor&ccedil;ando o t&atilde;o combatido estere&oacute;tipo?</p>
<p>Claro que n&atilde;o sou target, por isso nem posso opinar sobre os temas escolhidos, mas a abordagem – aspecto jornal&iacute;stico – tamb&eacute;m &eacute; equivocada para um site noticioso (embora na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/destaquesgls/ult10009u326113.shtml" target="blank" class="liexternal">&uacute;ltima coluna</a>, o S&eacute;rgio tenha acertado o tom). &Oacute;bvio que o site n&atilde;o precisa ser engessado e sem gra&ccedil;a, mas existem formas e formas de se fazer humor, algumas bem informativas. N&atilde;o &eacute; o caso.</p>
<p>Precisa, por acaso, dar <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/destaquesgls/ult10009u324196.shtml" target="blank" class="liexternal">10 dicas “para evitar o vexame de ser pego com a boca na botija” fazendo “banheir&atilde;o”</a>? Notem o come&ccedil;o da coluna, mais jornal&iacute;stica, sendo interessante a qualquer tipo de p&uacute;blico.</p>
<p>O tal do “banheir&atilde;o” veio &agrave; tona por causa do senador americano, ent&atilde;o &eacute; mesmo pauta. Informa&ccedil;&otilde;es sobre casos brasileiros e o que os shoppings est&atilde;o fazendo para evitar a pr&aacute;tica tamb&eacute;m s&atilde;o interessantes. Assim como a an&aacute;lise do S&eacute;rgio.</p>
<p>Pena que isso tudo fica resumido a dois par&aacute;grafos. Depois, vem dicas para n&atilde;o ser pego praticando. Qual &eacute;? Cad&ecirc; o enfoque jornal&iacute;stico? Esse tipo de conte&uacute;do caberia em um site segmentado, com p&uacute;blico restrito a interessados pelo assunto.</p>
<p>Claro que ningu&eacute;m &eacute; obrigado a ler – eu mesmo n&atilde;o costumo -, mas isso n&atilde;o &eacute; desculpa. Por mais que a coluna seja GLS, ela n&atilde;o pode ser feita apenas para gays e, mais uma vez, deveria ter um interesse informativo ou opinativo antes de tudo, que complementasse o aspecto noticioso do site. </p>
<p>Esse &eacute; um dos principais pontos em que a Folha Online me irrita, esquecer o que ela realmente &eacute;: um site de not&iacute;cias.</p>
<p>Tal esquecimento passa pela se&ccedil;&atilde;o de <a href="http://polls.folha.com.br/poll/ilustrada" target="blank" class="liexternal">intera&ccedil;&atilde;o da Ilustrada</a>, com enquetes t&atilde;o relevantes como “<a href="http://polls.folha.com.br/poll/0722908/" target="blank" class="liexternal">Qual a melhor substituta de Gl&oacute;ria Maria?</a>” (com o enunciado: “A apresentadora Gl&oacute;ria Maria est&aacute; em f&eacute;rias no &#8220;Fant&aacute;stico&#8221;. Nesse per&iacute;odo, ela ser&aacute; substitu&iacute;da por Patr&iacute;cia Poeta e Renata Ceribelli, que v&atilde;o se revezar na fun&ccedil;&atilde;o. Qual das duas voc&ecirc; prefere?”) e “<a href="http://polls.folha.com.br/poll/0722904/" target="blank" class="liexternal">Qual a melhor de Amy?</a>” (cujo o enunciado diz: “Amy Winehouse protagonizou, neste m&ecirc;s de agosto, not&iacute;cias sobre interna&ccedil;&atilde;o por conta de overdose. Qual sua m&uacute;sica preferida da cantora inglesa?”). </p>
<p><a href="http://polls.folha.com.br/poll/0722906/" target="blank" class="liexternal">Nessa enquete aqui</a>, &eacute; para responder qual o personagem mais legal de “Desperate Housewives”. Ent&atilde;o por que o enunciado &eacute; “A Rede TV! estreou, neste m&ecirc;s de agosto, uma vers&atilde;o brasileira do seriado norte-americano &#8220;<a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Desperate+Housewives" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Desperate+Housewives');" class="libuscape">Desperate Housewives</a>&#8220;. Qual a personagem feminina mais interessante da s&eacute;rie?”? Afinal, &eacute; o personagem mais legal de “Desperate ou de “Donas de Casa Desesperadas”? Se for da brasileira, por que os nomes s&atilde;o os dos personagens norte-americanos?</p>
<p>D&aacute; para ficar ainda pior! Olha a enquete que foi a publicada hoje: </p>
<blockquote><p><a href="http://polls.folha.com.br/poll/0724901/" target="blank" class="liexternal">P&eacute;rolas</a><br />
Qual a pior frase das &uacute;ltimas semanas no mundo das celebridades?</p>
<p>(  ) A ind&uacute;stria da fofoca esqueceu de mim&#8221; - Daniella Cicarelli, ex-ronaldinha, no programa de J&ocirc; Soares (Globo)<br />
(  ) &#8220;Oh, my God&#8221; - Gisele B&uuml;ndchen, top model brasileira entediada, durante o lan&ccedil;amento de um xampu em S&atilde;o Paulo<br />
(  ) &#8220;&Eacute;&eacute;&eacute;&eacute;&eacute;&#8221; - Irislene Stefanelli, apresentadora do &#8220;TV Fama&#8221; (RedeTV!), e sua introdu&ccedil;&atilde;o a qualquer frase<br />
(  ) &#8220;Xuxa pecou&#8221; - Mara Maravilha, ex-apresentadora de programas infantis e ex-capa da &#8220;Playboy&#8221;, sobre a participa&ccedil;&atilde;o da colega loira no filme proibido &#8220;Amor Estranho Amor&#8221;<br />
(  ) &#8220;Um &#8216;Z&eacute; Man&eacute;&#8217; teria levado o t&uacute;mulo dos Matarazzo&#8221; - Ronaldo &Eacute;sper, estilista, ap&oacute;s ser inocentado da acusa&ccedil;&atilde;o de furtar vasos de um cemit&eacute;rio paulistano
</p></blockquote>
<p>Qual &eacute; a utilidade? Pra qu&ecirc; isso?</p>
<p><a href="http://polls.folha.com.br/poll/" target="_blank" class="liexternal">As de outras editorias</a> s&atilde;o realmente bem pensadas e cont&eacute;m debates relevantes, questionando a popula&ccedil;&atilde;o sobre temas pol&ecirc;micos do notici&aacute;rio, como “<a href="http://polls.folha.com.br/poll/0724801/" target="blank" class="liexternal">Na sua opini&atilde;o, o senador Renan Calheiros vai conseguir ser absolvido no processo por quebra de decoro parlamentar no plen&aacute;rio do Senado?</a>” e “<a href="http://polls.folha.com.br/poll/0724302/" target="blank" class="liexternal">Depois da norte-americana Mattel, foi a vez da fabricante brasileira Gulliver anunciar um recall de brinquedos fabricados na China. Depois disso, voc&ecirc; passou a se preocupar com os itens fabricados no pa&iacute;s asi&aacute;tico?</a>”</p>
<p>Custava pensar um pouco mais ao elaborar as enquetes da Ilustrada? S&oacute; porque &eacute; de cultura (opa, voc&ecirc; lembra? CULTURA! N&atilde;o entretenimento, fofoca ou futilidade!) n&atilde;o pode falar s&eacute;rio?</p>
<p>Pode e deve. Acho que aqui h&aacute; confus&atilde;o de conceitos. Interatividade por si s&oacute; &eacute; vazia e sem utilidade. Ela precisa de prop&oacute;sito, de dedica&ccedil;&atilde;o, de aten&ccedil;&atilde;o, de um porqu&ecirc;.</p>
<p>Ter s&oacute; para ter &eacute; besteira. Interatividade e colaboratividade n&atilde;o s&atilde;o apenas marcas de modernidade. S&atilde;o recursos absolutamente ricos, que podem agregar muito valor ao conte&uacute;do produzido pelos jornalistas e colunistas.</p>
<p>Como consumidor, que gosta muito da Folha, eu lamento esses erros bobos – e, por isso mesmo, t&atilde;o f&aacute;ceis de arrumar. Humildade, sem d&uacute;vida nenhuma, o Ricardo Feltrin tem para assumir um erro e melhorar. Basta tais erros saltarem aos seus olhos.</p>
<p>E voc&ecirc;, concorda comigo? Tem alguma coisa que te irrita?<br />
E os leitores gays, o que acham da coluna “Destaques GLS”?</p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Desperate+Housewives" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Desperate+Housewives');" class="libuscape">Desperate Housewives</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre blogs e arrog&#226;ncia</title>
		<link>http://www.outrosolhos.com.br/2007/08/29/sobre-blogs-e-arrogancia/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 17:35:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Andei lendo algumas coisas na blogosfera, por causa dessa infantil&#243;ide pol&#234;mica com o Estad&#227;o e tamb&#233;m por sua cobertura da BlogCamp, que me assustaram bastante. &#201; absurda a arrog&#226;ncia e falta de no&#231;&#227;o de alguns blogueiros. Amigos, n&#227;o, n&#227;o v&#227;o querer ensinar o Estad&#227;o a fazer jornalismo, nem mesmo na web. Voc&#234;s sequer s&#227;o jornalistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andei lendo algumas coisas na blogosfera, por causa dessa infantil&oacute;ide pol&ecirc;mica com o Estad&atilde;o e tamb&eacute;m por sua cobertura da BlogCamp, que me assustaram bastante. &Eacute; absurda a arrog&acirc;ncia e falta de no&ccedil;&atilde;o de alguns blogueiros. Amigos, n&atilde;o, n&atilde;o v&atilde;o querer ensinar o Estad&atilde;o a fazer jornalismo, nem mesmo na web. Voc&ecirc;s sequer s&atilde;o jornalistas e o fato de serem blogueiros n&atilde;o os torna especialistas em jornalismo online. </p>
<p>Os coment&aacute;rios no site do Estad&atilde;o com um tom superior, querendo apenas dizer que &#8220;n&oacute;s sim entendemos de internet&#8221;, me causaram vergonha alheia. S&atilde;o t&atilde;o arrogantes quanto o Estad&atilde;o insinuar que s&oacute; seu conte&uacute;do &eacute; confi&aacute;vel. A diferen&ccedil;a &eacute; que o jornal contratou uma ag&ecirc;ncia para criar aquilo e sua arrog&acirc;ncia pode ser dividida - ou compartilhada - em diversas camadas dentro da pol&ecirc;mica. Agora blog, como bem definiu o <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/" target="blank" class="liexternal">Inagaki</a>, &eacute; uma &#8220;m&iacute;dia de massa&#8221; de um homem s&oacute;. A arrog&acirc;ncia s&oacute; pode ser do pr&oacute;prio blogueiro, e desse tipo eu passo bem longe.</p>
<p>Ningu&eacute;m &eacute; dono da verdade, n&atilde;o! Nem jornalistas, nem blogueiros. Nem eu. Vamos colocar o p&eacute; no ch&atilde;o e relaxar um pouco, dando opini&otilde;es e compartilhando conhecimentos. S&oacute; assim a gente chegar&aacute; em algum lugar que valha a pena. </p>
<p>Por favor, dispensem as <a href="http://www.interney.net/blogs/marmota/2007/08/25/blogueiro_famoso_e_igual_a_miss_cangaiba/" target="blank" class="liexternal">faixas</a>!</p>
<p>***</p>
<p>N&atilde;o, n&atilde;o vou fazer nenhum post exclusivamente sobre a BlogCamp, at&eacute; porque n&atilde;o tem nada a ser dito. Ao contr&aacute;rio de eventos em que os participantes s&atilde;o convidados - logo, t&ecirc;m mais ou menos o mesmo estilo ou perfil -, na BlogCamp tinha gente deslumbrada e dona da verdade demais, enquanto foram pouqu&iacute;ssimas as discuss&otilde;es interessantes. Encontrar os amigos e conhecer quem voc&ecirc; l&ecirc; &eacute; sempre bom, mas&#8230; Bem, para isso basta o bar. Se a desconfer&ecirc;ncia &eacute; dispens&aacute;vel, algo n&atilde;o deu certo. Concordo plenamente com o <a href="http://www.tarjapreta.org/blog/?p=552" target="blank" class="liexternal">Luiz: Foi insosso.</a></p>
<p><strong>Compare Pre&ccedil;os</strong>: <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=DVD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/DVD');" class="libuscape">DVD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=LCD" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/LCD');" class="libuscape">LCD</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Plasma" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Plasma');" class="libuscape">Plasma</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=HDTV" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/HDTV');" class="libuscape">HDTV</a>, <a href="http://busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=100732&produto=Home+Theater" rel="external nofollow" target="_blank" onClick="urchinTracker('/buscape/Home+Theater');" class="libuscape">Home Theater</a></p>]]></content:encoded>
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