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Mar23

Revista Pix: o texto é meu, a revista é sua


Na edição de março da revista Pix, distribuída gratuitamente de diversos lugares, eu pago a minha língua. Não costumo participar de memes aqui no blog, mas lá eu participo. Na verdade, é uma coluna fixa em que um blogueiro indica o outro para escrever na edição seguinte e eu sou o segundo a participar, por indicação da Rosana Hermann.

Na coluna, chamada Rodízio de Idéias – Blogs, eu junto dois dos meus assuntos favoritos: tecnologia e séries de TV. Sabe quando algum personagem consegue sinal no celular no meio do deserto e você fica gritando mentalmente “NO WAY”? Pois é, é disso que eu falo por lá, das maluquices envolvendo tecnologia que acontecem nos seriados de televisão norte-americanos.

Revista Pix nº 17

A revista é bem bacana, falando, de forma divertida e totalmente informal, de cultura digital. A inspiração assumida vem da linguagem blogueira e eles – os colunistas e principalmente a editora, a já amiga Bia Granja - dão conta direitinho de transpor o universo daqui para as páginas da revista. Eu já gostava antes de escrever – e também babava pelos incríveis ensaios que toda edição traz.

A Pix é um blog bacana que nasceu em papel, mas também dá para ler tudinho online e colaborar bastante. Vale a pena ver a revista impressa, que tem o formato certo para ler em qualquer lugar, até na fila da balada.

É de graça e está disponível em vários lugares, mas ainda assim vou mandar essa edição para a casa dos primeiros cinco leitores que perceberem a qual série eu faço referência no título do meu texto. É bem óbvio mesmo – está gritante no título! -, mas a série não é muito famosa.

Se você souber, basta mandar o nome dela através do formulário de contato do blog. Se você for um dos cinco primeiros, eu mando a revista para a sua casa. Ah, não conte o nome nos comentários, senão perde a graça, né?!

Aguardo as respostas, espero que você gosto do meu texto e recomendo que você conheça a revista. É jeito gostoso de obter, mesmo offline, uma boa dose de diversão digital.

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Jul4

Fiz TV: conheça o canal de TV interativa do Grupo Abril


Fiz.TV: Canal colaborativo estréia em 30 de julhoVocê deve ter lido em algum outro blog que, na sexta-feira, dia 29 de junho, aconteceu em São Paulo o pré-lançamento do Fiz.TV, o novo canal televisivo do Grupo Abril. O evento tinha o objetivo de apresentar a emissora aos blogueiros e permitir que tirássemos nossas dúvidas a respeito dessa nova proposta, ainda um tanto mal compreendida por muitos, que insistem em rotulá-la de Youtube-killer ou bobeira do tipo. Não é o caso, nem de longe. Eu estive nesse encontro – que, aliás, me pareceu por diversas vezes uma mistura de coletiva de imprensa com a sociabilidade da Barcamp -, fiz perguntas ao Marcelo Botta, gerente de conteúdo do Fiz, e prestei bastante atenção em tudo que foi dito. Abaixo você poderá compreender melhor como será esse canal, que estreará no próximo dia 30, e ver as minhas impressões a respeito dessa proposta potencialmente inovadora.

TV + Internet

Essa é a premissa básica do canal: veicular apenas conteúdos produzidos por cidadãos comuns, havendo diálogo entre internet e televisão. O Fiz.TV será um portal de vídeos na web, do tipo Youtube, só que com um propósito: ser o meio para o usuário enviar seu material que, após votação popular, pode ser exibido na televisão.

Além disso, há o blog - lançado durante o encontro -, que mostrará destaques entre os vídeos do sistema, sempre com bom humor. O blogueiro, o estudante de jornalismo Fábio, é o apresentador do canal na internet e aparece em vídeos engraçados no próprio site. Na TV não haverá nenhum apresentador ou VJ, apenas uma narradora. Pode ser que a voz da TV e o apresentador virtual venham a interagir – o que, acredito, pode ser bem divertido se seguir na linha adotada pelas legendas do “[adult swim]“, bloco adulto do Cartoon Network.

Os melhores vídeos, segundo os votos dos internautas, vão para a TV, em blocos temáticos. Na internet eles ficarão disponíveis, sob demanda, como estamos acostumados. O legal é que, conforme a pessoa vai produzindo vídeos que fazem sucesso, ela vai aumentando seu nível de poder – começa como telespectador e vai até Chuck Norris – e pode até chegar a ter um programa próprio no canal.

Essa é outra característica da Fiz.TV: ela é totalmente aberta e nem a equipe sabe o que vem pela frente. Não tem uma forma certa, um projeto a ser seguido à risca. Ela será lançada e, com o tempo, irá mudando. Isso é, em partes, proposital, já que eles querem possuir uma programação totalmente flexível, agradando às vontades dos espectadores-internautas.

Convite para o encontro de blogueiros na Fiz.TV

Público alvo e conteúdo on demand

Está tudo tão aberto que eles não sabem nem em que operadora de TV por assinatura eles estarão. Vão começar na TVA – companhia que pertence ao grupo Abril e à Telefônica e que tem cerca de 300 mil de assinantes -, mas esperam entrar no line-up de outras operadoras em breve. O público-alvo fica evidente com o tipo de visual adotado pelo canal, com arte e vinhetas bem jovens. É nessa parcela dos telespectadores que eles pretendem investir, já que, pelo menos teoricamente, é o público mais aberto a novidades e o que consome e produz esse tipo de conteúdo na internet. Dessa forma, considerando o target e a taxa de alcance familiar de cada aparelho televisor, eles pretendem atingir cerca de 200 mil espectadores no começo do canal.

O problema, ao meu ver, é que as linguagens dos veículos são bem diferentes. O grande atrativo da web é poder ver e indicar qualquer coisa, na hora que você quer. Na TV isso não existe e, por mais flexível que o canal pretenda ser, ele ficará preso à grade de programação - o que, no caso da Fiz.TV, é até um fator até positivo. Explico: eles esperam que o internauta veja o vídeo no site, goste, vote e vá ver na televisão, avisando os amigos. Para isso acontecer, é preciso ter uma grade muito bem elaborada, além de sistemas que avisem ao internauta a que horas determinado conteúdo será exibido na TV. Mais ou menos como MTV Brasil tinha há algum tempo em seu site, em que o usuário se cadastrava e selecionava clipes específicos, podendo receber, por e-mail ou – se não me engano – através de um sofware, avisos de seus horários de exibição no canal. Dessa forma, acredito, pode até funcionar – afinal, seria legal ver um vídeo que você gosta ou que foi produzido por um amigo passando na televisão! – mas é importante que haja o aviso para cada vídeo individual, e não apenas para as faixas temáticas.

Blocos Temáticos

Fiz.Clipe: Música independente na TVOs vídeos serão divididos por temas ou gêneros, criando blocos, que serão os “programas” dessa emissora. É o caso do “Fiz.Anima”, de animações, o “Fiz.Caca”, só com vídeos trash, o “Fiz.Humor”, de vídeos de comédia, o “Fiz.curta”, com curtas-metragens, e o “Fiz.Doc”, com documentários, que podem vir, inclusive, do meio acadêmico. Isso mesmo: Totalmente colaborativa, a Fiz.TV não receberá apenas vídeos de internautas, mas já está realizando parcerias com universidades do país todo, além de festivais. Acho que daqui pode vir coisa bem interessante, dando espaço a produtos legais, mas que eram engavetados assim que o professor desse a nota ou a estatueta fosse para a prateleira. Só não sei se o público do canal – jovens, que consomem vídeos da web e gostam de inovação – apreciará um gênero mais sério como esse. Torço para que sim, pois é uma divulgação tamanha para a produção universitária nacional (que já vinha ganhando espaço com programas como o “Campus”, da TV Cultura).

Divulgação, essa é a palavra-chave para novas bandas, certo? Pois é, aproveitando o fenômeno das bandas divulgadas online, eles também vão exibir a faixa “Fiz.Clipe”, só com produções musicais amadoras, de bandas independentes – eles já buscam, inclusive, parcerias na área. Boa! Isso é o que acontece na web 2.0 (ah, vai, até que eu sobrevivi a muito texto sem usar a expressão mais mala dos últimos tempos) e também acontecerá na TV 2.0 (não, não terá overdose. Foi a última expressão “2.0” desse post!), o usuário poderá escolher seus clipes e bandas favoritas e depois curtir. Não duvido nem um pouco do poder viral da música e do potencial de indicação que a faixa musical possui, podendo atrair audiência e - por que não? -, amplificar a fama e traçar novos caminhos para os ídolos surgidos na web.

Telejornalismo Colaborativo

O jornalismo, claro, também está presente , com o “Fiz.Notícia” que, obviamente, receberá notícias dos internautas. Isso não foi dito na apresentação, mas o Marcelo me explicou como funcionará esse que pode ser o primeiro telejornal colaborativo da história da TV: O usuário manda o vídeo para o site e os editores do canal (sim, eles também selecionarão os vídeos por conta própria) podem utilizá-lo, caso quente e factual, mesmo sem passar pelos procedimentos básicos (como o processo de votação e o ranking, onde só um Chuck Norris colocaria um vídeo com tanta facilidade na televisão). Ou seja, o vídeo vai para a TV mesmo sem ninguém ter votado nele, para que não perca seu valor-notícia. Compromisso com a informação? Mais ou menos, e é isso que me deixa preocupado.

Tal pressa para veiculação é mais ânsia e euforia pelo conceito de notícia ágil e fresquinha do que comprometimento com o jornalismo e suas premissas básicas, como a checagem. Como não passará necessariamente por processo de votação, a notícia precisaria de um jornalista (um profissional do jornalismo) para checá-la. Não terá. Segundo Marcelo, os vídeos serão veiculados e, caso algo muito errado vá ao ar, eles podem “desmentir no dia seguinte, ou até mesmo no dia!”. É pouco, muito pouco. Imagina só a quantidade de besteira que pode ir ao ar? Temo que seja um desserviço ao jornalismo colaborativo, que caminha a duros passos para conquistar credibilidade no Brasil.

Equipe da Fiz.TV, cuidado com isso, por favor! Não se esqueçam que vocês pertencem ao mesmo grupo que edita a revista semanal de informação mais importante de nosso país (só não se inspirem na credibilidade e imparcialidade de lá, por motivos óbvios) e que, por mais que a inovação seja interessante, tem coisas que são fundamentais, e a verdade é a principal delas.

Integração e Cross Media

Fiz.AnimaAs revistas da Editora Abril são parceiras potenciais da Fiz.TV. Já estão sendo elaboradas formas de interação, incentivando, por exemplo, os leitores da revista Superinteressante a gravarem vídeos sobre o tema da edição e mandarem para o site da emissora. Por enquanto não há nenhum plano de lançamento de uma revista Fiz, até porque o grupo já possui uma publicação colaborativa, a Sou+Eu, empreitada jornalística-popular de baixa renda.
A Sou+Eu, aliás, que seria uma parceira natural da Fiz.TV, por compatibilidade de conceitos e de origem, não está nos planos do canal por enquanto. O perfil do periódico é totalmente diferente do da Fiz.TV, já que é voltado a mulheres de classe C e D com uma certa idade – quase o oposto do público jovem, com acesso à internet e à TV paga que a emissora busca. Isso, entretanto e felizmente, tende a mudar, já que, segundo ele, a Sou+Eu será reformulada e se aproximará mais de seu projeto inicial: conteúdo colaborativo para um público mais jovem e com maior poder aquisitivo. Aí, sim, pode acontecer uma junção dos dois produtos mais colaborativos do grupo Abril.

Publicidade

Colaboratividade é, certamente, a palavra mais usada nesse texto – e também na elaboração da Fiz.TV. Tanto que eles pretendem, se possível, exibir apenas comerciais feitos por usuários. Sim, publicidade 2.0 (pois é, não tenho palavra e usei novamente esse termo mala. Desculpe.), em que as marcas pagariam os usuários para produzirem vídeos com seus produtos. Sei não, uma vez é legal, duas vezes dá certo, mas só isso pode ser cansativo e dar errado. Embora entenda a intenção de gerar uma programação unificada – o que tornaria o comercial tão interessante quanto uma atração do “Fiz.Humor”, por exemplo -, temo que não termine bem. Publicidade participativa é bem complexa e, como eu já escrevi aqui no blog, há uma tendência para sua execução nesse nosso contexto de realidade (não, não vou falar 2.0!) horizontal e comunicação bi-direcional, mas quem vai como muita sede ao pote…

Remuneração e aspectos técnicos

O usuário, claro, não produzirá conteúdo de graça, ele será pago caso seu vídeo passe na televisão. Nenhum grande cachê – segundo Marcelo, ninguém vai conseguir viver disso! -, mas uma justa recompensa pelo bom trabalho. O departamento jurídico terá a árdua tarefa de deixar tudo legalizado, sem infringir copyrigh ou permitir apologia a qualquer coisa (como seria enquadrado o Tapa na Pantera, com drogas, por exemplo). A equipe técnica terá que ajustar o áudio e a imagem de cada vídeo para que tudo fique bom na tela grande – e, pelo que foi mostrado para gente, pareceu estar funcionando, já que não ficou com imagem quadriculada ou coisa do tipo. O GC, gerador de caracteres, aquele letreiro que aparece na tela, informará o nome do vídeo, os autores e a localidade dele (imagina o trabalho que vai dar organizar e separar tudo isso para montar os blocos?).

Não será nada fácil fazer esse canal funcionar, mas a equipe é jovem e está determinada a tornar a Fiz.TV um sucesso, indo muito além das 4 horas diárias de exibição dessa fase inicial. O clima intimista e informal do nosso encontro, realizado no “quintal” do casarão que abrigará o canal, foi intencionalmente criado para mostrar o espírito do projeto: um grupo de amigos trabalhando naquilo que gosta e criando coisas novas.

Espera aí, essa não é exatamente a história do início de grandes serviços da internet?

Logomarca da Fiz.TV encontrada no Techbits, do meu novo amigo Alexandre Fugita

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Jul4

Ziraldo: “A internet é o antro do débil mental, só tem idiota na internet”



“A internet é o antro do débil mental, só tem idiota na internet! É uma coisa… O usuário da internet é um babaca.”

Ziraldo

Via Bluebus

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May10

Qualidade sem selo: A hora dos independentes


Bandas alternativas vivem ótimo momento, ganhando espaço na mídia e aproveitando a internet para atingir o público mesmo sem o apoio das grandes gravadoras.

“Você pode comprar nosso CD por cinco reais. Mas se você não tiver dinheiro, pode piratear!”, dizia Fernando Anitelli, comandante da trupe “O Teatro Mágico”, durante show para 3500 pessoas, seu maior público, na Academia Brasileira de Circo, em São Paulo. Na saída, o pai do vocalista vendia os CDs em uma barraquinha. Em três anos de existência, o grupo já vendeu mais de 40 mil discos, todos dessa forma, e se tornou conhecido graças a divulgação dos fãs. Não são os únicos: isso vem acontecendo com cada vez com mais freqüência e já traz novas cores para a cena musical contemporânea.

Calypso, Snow Patrol, Cachorro Grande, Cordel do Fogo Encantado, Cansei de Ser Sexy, Gossip, Mombojó, MC Serginho. Sonoridades distintas, passados semelhantes. Nascidas pequenas, essas bandas fizeram sucesso e chamaram a atenção da mídia sem contar com a força de uma grande gravadora e de seus marqueteiros. O grupo do Pará se tornou fenômeno com seu tecnobrega graças aos CDs vendidos a preços populares em bancas de camelô. O pop rock do Cansei de Ser Sexy, que hoje faz sucesso mundo afora, ganhou destaque com o fotolog da vocalista e com músicas quase amadoras disponibilizadas no site Trama Virtual, celeiro artistas independentes na internet brasileira.

“A grande oferta de bandas é superpositiva, e o Trama Virtual é um passo sensacional nesse sentido”, acredita Tatá Aeroplano, músico dos grupos Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro. Suas bandas também utilizam a internet como meio de divulgação, possuindo, além de sites próprios e de uma página no Trama Virtual, perfis nos sites de relacionamento MySpace e Orkut. “Eu sou daquele tipo de pessoa que fica a noite inteira no SoulSeek [programa de compartilhamento de áudio] atrás de músicas, conversando com pessoas sobre isso. É meu esporte favorito”, brinca Francisco Ramos, programador de softwares e músico amador. Assim como ele, o jornalista Alexandre Inagaki utiliza as ferramentas virtuais para descobrir novas bandas. “Hoje em dia, com o surgimento de sites como Last.FM e Pandora que, teoricamente, ajudam você a encontrar novos sons que você possivelmente apreciará, de acordo com as músicas que você costuma ouvir por aí, a tarefa de garimpar bandas bacanas em meio ao dilúvio de informações é bastante facilitada, embora a grande ferramenta para a descoberta de bons músicos ainda seja o bom e velho boca-a-boca, devidamente modernizado através de bate-papos no Soulseek ou troca de scraps no Orkut”, diz ele, que mantém o blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso. “Sempre convivi com bandas alternativas. Acompanho desde os anos 90, quando a internet nem existia e a divulgação era feita por fitas cassetes, trocas de zines, shows organizados por casas locais e coisas assim”, relembra Francisco.

“O povo cansou de ouvir sempre os mesmos artistas tocando sempre as mesmas coisas. Pode não ser um sucesso mundial, mas com certeza as novas propostas musicais terão seu espaço definido no mercado”, acredita Billy Umbella, mais conhecido como Maestro Billy, DJ do programa global “Caldeirão do Huck”. Produtor musical com mais de 15 anos de atuação e passagens por grandes veículos, ele não gosta do que ouve atualmente nas rádios. “Há exceção, mas, no geral, as músicas atuais estão todas iguais, sem nenhuma novidade que valha a pena ser ouvida”, reclama. Segundo ele, as mídias convencionais vão se abrindo, aos poucos, para o novo.

“Estamos passamos por uma fase muito rica na cena alternativa brasileira, com dezenas de bandas muito boas e um público novo, que está se formando através da exposição pelos meios de comunicação”, diz Tatá, que já apareceu em diversos programas de TV, como o “Fantástico”.

“Quase todas as bandas que eu gosto não passam nas rádios ou nas TVs, mas também não deixo de assistir ou ouvir. Já conheci coisas legais na MTV e nas rádios”, conta Francisco, que possui um podcast musical. “A internet certamente tem poder o suficiente para fazer com que bandas não dependam mais de mídia tradicional para conquistarem públicos consideráveis, vide exemplos tupiniquins como Fresno, Dance of Days ou Terminal Guadalupe. E isso pra não falar de exemplos no exterior como Arctic Monkeys, Ok Go e Lily Allen, que estouraram graças à força de sites como YouTube e MySpace”, explica Inagaki. “Com a internet, não adianta tentar impor um estilo ou uma banda, cabe ao ouvinte saber o que é legal”, julga Billy, que diz tocar tudo que considera bom em seus podcasts, com destaque para o que faz para a marca Heineken, onde somente sons alternativos são veiculados. Na TV, entretanto, a liberdade não é tão grande assim. “Eu toco no ‘Caldeirão’ o que é sucesso. Eu, o Luciano [Huck, apresentador], o My Boy [sonoplasta], o diretor e o produtor musical conversamos e escolhemos o que o povo gosta.”

Para eles, as gravadoras não são vilãs da cultura brasileira. “Acho que as grandes gravadoras, quando bem administradas, podem até ajudar a cultura pop. Isso aconteceu até o início dos noventa, depois elas não acompanharam as mudanças, perderam o fio da meada”, reflete Tatá, que teve seus CDs lançados por selos independentes. Billy concorda: “Não vejo as grandes como inimigas, mas sim como um braço da música que defende seus interesses e seus produtos.”

Esse mercado, entretanto, parece cada vez mais interessado em aumentar e diversificar seu número de produtos. Nos Estados Unidos, programas populares como o “Late Show”, apresentado por David Letterman, tem dado espaço a bandas iniciantes, que rapidamente se tornam sucesso. Panorama parecido é o das séries norte-americanas. O grupo britânico Snow Patrol estorou naquele país em 2006, quando tocou em diversos seriados, entre eles “Grey’s Anatomy”, uma das maiores audiências americanas. Mesmo na TV brasileira isso já vem acontecendo: o site Trama Virtual virou programa no canal pago “Multishow”; a MTV lançou o projeto “MTV apresenta”, exibindo e transformando em DVD shows de artistas alternativos e tem ainda em sua grade o programa “Banda Antes”, com grupos em começo de carreira.

O grande motor dessa nova “indústria” é o público. “Ser apresentado para uma banda nova e realmente boa é equivalente a receber um presente. Por isso gosto de indicar a amigos”, conta Francisco. “Se você encontra um som legal que ninguém mais conhece, você quer divulgar e, no boca-a-boca, a coisa toma proporções gigantescas”, explica Billy.

O diferente parece cada vez mais interessante ao público, consolidando a cultura indie. “Com certeza há um espaço imenso para uma música que não seja comercial, nós temos conquistado um espaço muito significativo com o nosso som”, comemora Tatá, que utiliza elementos inusitados e divertidos em suas músicas. Francisco diz freqüentar diversos shows de bandas alternativas e que todas eles possuem uma característica em comum: “a quase inexistência de diferença entre o artista e o espectador. É algo mais humano, sem o ‘endeusamento’ peculiar das estrelas.”

Sinal dos tempos. Hoje, até mesmo a música entrou na era colaborativa e o underground caiu de vez no gosto do mainstream.

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May3

PDA na gaveta, caderno e bloco de papel na mochila!


Eu cresci na era eletrônica e sempre gostei de informática. Enquanto todas as crianças brincavam de mini-game, eu me divertia com meu mini-Laptop; enquanto elas queriam um videogame, eu sonhava com um Magic Computer. Tive, e foi nesse tele-computador infantil (um teclado conectado à televisão, com games, calculadora e um editor tosco de texto) que dei meus primeiros passos na computação.

No ano seguinte, passei a fazer aulas de informática. Eu tinha 7 anos e, enquanto muitos ainda penavam para escrever, eu já mexia honrosamente no Word. Alguns anos depois, larguei o curso pela metade, porque eu já não precisava mais. A conseqüência é que nunca aprendi a mexer no maldito do Excel. Ainda não sei!

Tive meu próprio computador, só utilizado por mim, que foi substituído recentemente (há quase 2 anos) por um bem mais potente, que é o que uso até hoje. Ano passado troquei meu celular comum da Motorola por um PDA Phone, o ETEN M600.

Assim, nem cheguei a usar caderno na faculdade. Digitava as aulas em meu tecladinho bluetooth, direto pro Word Mobile, que era sincronizado com o computador. Até entrevistas eu gravava nele, inclusive as do podcast. Foi por ele também que fiz a cobertura, ao vivo, direto dos estúdios da Band e da Gazeta, durante os debates presidenciais do ano passado, postando num blog filho do OutrOs OlhOs, o Olhos do Brasil (que só durou a eleição mesmo).

Dessa forma, estando tão conectado o tempo todo desde cedo, foi como se eu tivesse incorporado meus aparelhos eletrônicos ao meu próprio corpo (Não, não citarei o McLuhan para falar disso)

Pois não é que, depois de vários probleminhas, o PDA parou de funcionar? Fiquei dias sem celular, até encontrar meu aparelho antigo, largado numa gaveta. E não é que gostei de ficar sem celular? Mesmo com esse, sem a minha agenda (bendito seja o Plaxo, que é uma mão na roda para gerenciar a vida) e sem nenhum recurso (nem MP3 tem!), estou indo muito bem.

Já o meu PC é praticamente uma pessoa. Tenho quase certeza de que, debaixo daquela torre aparentemente dura e fria, bate um coração sedento por vida. Quando estou bem, ele funciona que é uma beleza. Quando estou nervoso, ele fica lento e sobrecarregado. Quando tem feriado… ele dá folga a si mesmo. Isso já é quase uma constante: ele só dá problema em feriados.

Foi assim nesse primeiro de maio. O computador ligava e, quando começava a rodar os programas, desligava. Depois passou a desligar já na inicialização. Chamei meu técnico, que examinou aqui em casa, mas disse não ter nem idéia do que era, nem nunca ter visto acontecer isso, dessa forma. Levou, então, para sua loja, visando fazer mais testes e tentar consertar. Hoje me ligou: Ele não sabe como, mas o PC voltou a funcionar. Sozinho, sem ele ter feito nada. Pois é, meu computador sentiu ciúmes e resolveu também emendar o feriado. Agora está tudo normalizado, embora não saibamos o que aconteceu. Sim, vou benzê-lo.

É até engraçado, mas essa greve das máquinas contra mim fez com que eu reaprendesse a utilizar o papel. Agora tenho um caderno para a faculdade e, para realizar entrevistas, passei a usar meu bloco de papel, que antes só anotava detalhes das matérias.

A influência do computador é tremenda em mim: não ouço música se não for MP3 (há mais de 5 anos não compro CD para uso próprio!), baixo séries, faço trabalhos, navego, converso, blogo. Mesmo em papel a influência se manifesta: Eu não consigo, por nada nesse mundo, escrever direto à caneta. Preciso do lápis, para poder apagar e voltar. Uma espécie de CTRL+Z analógico.

Claro que não vivo sem internet e o PDA trazia (e continuará trazendo, já que vou mandar para o conserto) muitas comodidades para minha vida. Mas, quer saber, nem estou sentindo tanta falta assim! Estou sobrevivendo bem melhor do que eu podia imaginar.

Obviamente meu namoro com o papel e com meu “PDA a lenha”, como a Bia chama o meu bloquinho, não vai virar casamento. São só férias digitais. Não pretendo abandonar o computador ou, menos ainda, passar a usar aquelas boinas das caricaturas de jornalistas “mesozóicos” (viu, Gui?). Mas é bom saber que posso sobreviver sem baterias.

Você pode?

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Apr30

Página digital faltando em matéria sobre blogs no Jornal do Brasil


Parece implicância minha com o JB, mas juro que não é. Tenho toda a boa vontade do mundo, mas tem coisas que não são aceitáveis para um jornal desse porte - mesmo que ele não seja nem sombra do que ele já foi.

Apesar do design bem bonito do site, é necessária muita paciência para uma navegação razoavelmente aceitável.

Fui parar lá por causa de uma matéria em especial, sobre o Teatro Mágico, mas não a encontrei.
Sem problemas, eu não tinha o link certo, nem sabia a data da publicação. A caixa de buscas resolveu meu caso e eu gostei da matéria sobre uma das minhas bandas preferidas.

Minha luta contra o site começou quando vi que a edição de hoje do caderno B, de cultura, era sobre blogs. Abri o leitor da Edição Eletrônica do jornal, que funcionou bem. Cliquei na matéria, para conseguir ler. Exigia cadastro, que foi feito.

Tentei logar, não deu. Resolvi olhar o E-mail automático que recebi após o cadastro, já que podia ter alguma confirmação. Não tinha. Dizia assim:

Gustavo Jreige,

Você acaba de se cadastrar no JB Online

A senha que você determinou ao se cadastrar estará liberada para acesso a edição eletrônica do Jornal do Brasil em 24 horas.

Até lá, utilize o e-mail convidado@jbonline.com.br e a senha ******** para ter acesso imediato à edição eletrônica do Jornal do Brasil.

Obrigado por ter escolhido o JB Online, o primeiro jornal brasileiro na Internet.

Como assim cara pálida? Login e senha provisórios, que certamente funcionarão sempre?
Então pra quê me cadastrei? E que história é essa de liberar o cadastro em 24 horas? Alguém vai passar um fax para o estagiário colocar minhas informações no banco de dados?

Bizarro.

Feito o login, fui ler o jornal… A janela abriu - e é só a página ampliada (em bom tamanho, é verdade), sem opção de arrastar para conseguir visualizar e nem mesmo usar as teclas de direção na navegação, não há nem ligação com as outras páginas (você precisa voltar à outra janela se quiser ir para a página seguinte). A matéria “O blablablá dos Blogs”, falando dos blogs de celebridades, começa na capa, com um texto até grande para uma capa (se os leitores tradicionais gostam…). Parece ser a matéria inteira, mas diz que na página B3 a reportagem continua. Tudo certo, se houvesse uma página B3 no site. Da página B2 vai direto para a B4, detonando, inclusive, o layout da página dupla que seguia, que compartilhava uma foto!

Tentei de tudo para ter acesso à página e à matéria. Não deu, deixa pra lá.

No começo eu até me animei um tanto com o site do jornal, pequeno, mas bonito e honesto. Mas coisas como essa fazem qualquer um desistir.

Ou você gosta de ler jornal - online ou não - com uma página a menos?

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Apr18

Vídeo do massacre em Virginia: Ele não vai te procurar por e-mail!


Basta acontecer algo que chame a atenção para começarem a circular os e-mails oferecendo fotos, vídeos e o escambau para os ingênuos internautas que acham que algum conteúdo involuntário útil chega ao seu e-mail sozinho. Já circulam na rede mensagens oferecendo vídeos exclusivos do Massacre da Universidade Virginia Tech. Óbviamente não existe vídeo algum e, se alguem se atrever a baixar o arquivo, provavelmente terá problemas: normalmente são programas que infectam o seu computador e passam a capturar os seus dados. Logo, não baixe, é golpe!

Oportunismo rápido: O Thunderbird reconhece que é golpe
Clique para ampliar

Eu já recebi dois E-mails assim, um dizendo-se do G1 e outro do Vídeos Online. Não foram esses sites que mandaram, o criminoso utiliza esses nomes para você acreditar. O mais curioso é que os dois continham imagens vindas direto do servidor do site Globo Vídeo. Ou seja, pegaram uma foto boa de lá e colocaram no e-mail, para enganar os idiotas. Assim, fica o alerta. Não seja idiota, nenhuma informação te procura sem você ter pedido. Não existe bondade de desconhecidos na internet (tenho minhas dúvidas se existe fora dela…) e, mesmo quando for algum amigo, não custa perguntar se foi realmente ele que mandou, já que pode ter sido enviado sem que ele soubesse.

Outro golpe, no Gmail: O objetivo é levar o internauta a baixar um programa espião
Clique para ampliar

E outra, estamos na era do vídeo na internet. Se quer ver algum vídeo sobre qualquer assunto, procure no Youtube, no Google Vídeo, no DailyMotion… São nesses sites que os vídeos inéditos aparecem (como o do enforcamento do Saddam Hussein) e você estará seguro enquanto assiste. Mantenha na internet, a qualquer hora e lugar, o mesmo cuidado que você tomaria se estivesse andando sozinho de madrugada por uma rua escura de um bairro perigoso. A internet nada mais é do que isso, embora possa sempre te levar a ótimos lugares. PS: Se você usar o Gmail, não deixe de clicar em “Report Pishing” caso receba e-mails assim. Foi o destino desse acima.

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Apr6

A novela das oito parou no tempo!


Você já viu a trama de “Paraíso Tropical”? São irmãs gêmeas, cada uma em um canto do país, separadas no nascimento, sem saber que a outra existe. O único elo entre as duas é um avô, que não sabe onde está a neta boa - que também não sabe onde está o avô. Assim, a mocinha e o senhor começam a buscar pistas, juntar peças do quebra-cabeça e viajam um atrás do outro.

Caramba! Seria tudo tão mais simples se essas pessoas usassem computador! A heroína usa no trabalho, mas, misteriosamente, não deve ter seu nome publicado em nada na web. Senão bastava o avô buscar pelo nome e sobrenome - que, imagino, ele deve saber - no Google que já encontraria. Ou mais fácil ainda: Se algum deles tivesse Orkut, bastava procurar pelo nome ou, caso nem isso soubessem, entrar em uma comunidade do bairro ou da cidade que eles tinham como pista e descreverem a pessoa (o velho sabe que a neta boa é idêntica a má, que vive com ele) procurando informações ou olhando os participantes da comunidade.

Outra história, ainda com a gêmea, é sobre o amor arrebatador com o mocinho, que foi abalado pelo plano diabólico do vilão. Ela está toda chateada por uma gravação armada, tanto que se mudou de estado (ou só de cidade?) e ele, que estava na prisão enquanto ela partia, busca de todas as formas sua amada.

Paula no telefone Rory Gilmore com seu Sidekick
Paula com seu moderníssimo telefone COM fio e Rory Gilmore com seu celular Sidekick

Caramba! Olha o Orkut aí outra vez. Ou o MSN. Ou o E-mail. Ou até mesmo a porcaria do celular e do SMS. Não assisto à novela o suficiente para saber, mas… eles trocaram o número do celular ou o dele foi roubado? Só assim para perderem completamente o contato. Não, nem assim. Ele deveria saber o nome e sobrenome dela, bastava googlar!

É, enquanto nas séries americanas a tecnologia está totalmente integrada ao cotidiano dos personagens (vide conversa abaixo, de “Gilmore Girls”), as brasileiras permanecem paradas no tempo. Tal situação não combina nada com uma emissora que já passará a produzir novelas em alta definição, para a TV Digital, não? A imagem será digital, mas o simples uso do computador pelos personagens acabaria em 10 minutos com o conteúdo de uns 60 capítulos.

O diálogo de “Gilmore Girls

PARIS: Is this about the boat?
RORY: How do you know about the boat?
PARIS: Oh, come on. It’s out there.
RORY [upset]: Out there? Why is it out there? How is it out there?
PARIS: I read about it on Rebecca Thurston’s blog.
RORY: I thought Rebecca Thurston’s blog was just about all the guys she has sex with and how much she hates her mother.
PARIS: That’s true, but the boat you guys stole belongs to Dr. Daniel Zimmerman, whose son is Jason Zimmerman, who Rebecca Thurston had sex with on her father’s boat last semester.
RORY: I can’t believe I’m in the blogosphere.
PARIS: Hey, see for yourself. Just google Rory Gilmore sex boat.
RORY: Oh my God.

Gilmore Girls, episódio 06×03: The Ungraduate.
Fonte: Twiz TV

Fotos: Paraíso Tropical e “Gilmore Girls”

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Mar28

Como cansei da internet


Você, querido leitor, pode ter visto em algum lugar as minhas andanças blogueiras offline. Com a Bia e o Gui Leite, meus amigos e parceiros profissionais, com a Rosana ou na Barcamp.
Em qualquer um dos casos, são pessoas que conheci pela internet e que têm blogs, mas, posso garantir, todos eles são muito melhores em carne e osso.

Durante muito tempo a web foi extremamente importante em minha vida, era onde eu estabelecia as relações de amizade e passava a maior parte do meu tempo, perdendo parte da minha adolescência. Me arrependi profundamente assim que acordei e vi como era bom o outro lado da janela.

Hoje em dia, a internet anda beeeem chata. Claro que ainda amo e não sei viver sem, mas conversar no MSN não é mais tão divertido. A allTV não merece mais atenção, ver as animações do Charges.com.br perdeu a graça, a flor do ICQ murchou, o Bate Papo UOL está às moscas e ter namoradinhas virtuais não faz nenhum sentido. Quem hoje em dia vai criar um site tosco no HPG e se sentir especial?

Os blogs também mudaram – não, não vou falar que sinto falta do “blog moleque” do Manson, embora eu sinta – e meus heróis, se não morreram de overdose, já não inspiram muitas pessoas. Também, que graça tem começar a blogar já em Wordpress, sem nem passar pelo Blig ou até mesmo pelo Weblogger?

Naquela época, os vídeos com infinitos megas ainda circulavam pelos E-mails, entupindo nossas caixas e nos irritando em um grau que os links do Youtube jamais alcançarão. Nem os infernais milhares de e-mails com Power Point eu tenho recebido mais…

As correntes ainda circulam, mas já perderam o charme. O Orkut nunca foi especial, meus amigos de internet eu conheço pessoalmente. Os meios de comunicação online, bem, se tornaram apenas mais meios de encontrá-los. Deixar de sair ou de ter amigos reais só para viver na rede e virar problogger é a coisa mais deprimente que poderia acontecer a qualquer um.

Assim, pela beleza da vida desconectada, recomendo: Não espere shutdown days. Complemente seu dia a dia com a rede, e não o contrário.

Agora, vou ao cinema, com meus amigos. De carne e osso.

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Mar14

Profissionais móveis, pela Garota sem Fio


Há cerca de um ano sou completamente adepto à tecnologia móvel, utilizando meu PDAphone tanto na vida pessoal como na profissional: uso para gravar entrevistas (inclusive para o podcast, que exige uma qualidade razoável), copiar matérias da faculdade, redigir reportagens e posts, gerenciar minha agenda, meus contatos, ler E-mails, navegar na rede, usar comunicadores instantâneos, ouvir música… Lembra de quando cobri ao vivo, de dentro dos estúdios das emissoras, os debates para presidente ano passado no blog Olhos do Brasil? Pois é, foi com meu ETEN M600 e um teclado bluetooth, com conexão wifi e gprs. Nesses últimos dos meses venho tendo problemas técnicos bravos (o PDA está funcionando muito mal e viajará para os EUA em breve para ser consertado), o que não permitiu que eu estreasse as postagens móveis no OutrOs OlhOs em Wordpress. Mas, quando ele voltar das férias, terá trabalho dobrado por aqui e será parte fundamental dos novos recursos que o blog vai estrear.

Gosto e acredito muito na tecnologia pessoal servindo ao usuário como entretenimento e também fazendo coisas que até então pareciam impossíveis para um aparelho que cabe na palma da mão. Por isso essa notícia me deixou tão feliz: A minha queridíssima amiga Bia Kunze, a Garota Sem Fio, finalmente lançou seu novo blog, o Profissionais Móveis, no UOL Tecnologia. Ela, você deve saber, utiliza a tecnologia móvel para otimizar sua vida e agora ensina todo mundo a fazer igual, principalmente profissionalmente (como eu com o jornalismo e ela com a odontologia).

Dupla imbatível, não? As dicas de aparelhos, softwares e serviços do consagrado Garota Sem Fio agregadas aos úteis e funcionais textos dos Profissionais Móveis!

Fica a dica para você e o desejo de boa sorte para a Bia!

Compare Preços: teclado bluetooth, wifi, PDA, MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras

Participe do novo Podcast:

OutrOs OlhOs Podcast Está no forno o novo episódio do OutrOs OlhOs Podcast, falando sobre blogs, e você pode participar dele. Basta responder, em áudio, a pergunta:

O caminho da comunicação passa pelos blogs?

Grave a sua resposta, com até dois minutos, em MP3 ou WAV, usando algum programa do tipo Audacity (que é gratuito), e envie para podcast@outrosolhos.com.br. Também dá para gravar diretamente nos comentários do podcast, clicando aqui.

As gravações poderão ser veiculadas no nosso próximo episódio!

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OutrOs OlhOs, por Gustavo Jreige
SP - Brasil | Desde 03/02/2003





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