Mundo Blog

Um blog para a vida

Caro leitor,

Se você olhar a homepage desse blog, irá notar que, vergonhasamente, o post de comemoração dos 6 anos do OutrOs OlhOs encontra-se a poucas postanges abaixo dessa. Apenas quatro posts se passaram de lá até aqui, até hoje, dia em que o OO comemora 7 anos de existência.

Acredite se quiser: estou escrevendo por aqui há um terço de minha vida. Tamanho descaso nem de longe representa a importância que esse blog tem para mim: por aqui, como disse ano passado, estão os melhores e piores momentos que já passei – exceto pelos últimos dois anos, quando o blog me deu uma carreira, que, veja só, me roubou dele.

Esses dias fui procurar o número do meu ICQ no Google e caí no histórico do blog. Você já parou para pensar como seria ler sua adolescência? Pois bem, comecei o OO com 14 anos, falando basicamente sobre a minha vida (no melhor estilo Twitter) e dando opinião sobre notícias.

Ler tudo aquilo, os bons e maus momentos, as minhas percepções de mundo, o que eu amava e odiava, me assustou. Naturalmente, não sou mais aquela pessoa – e nem lembrava ter passado por tudo aquilo para chegar até aqui.

Mas cheguei, e o blog não me acompanhou com a mesma intensidade. Ele também mudou.

Dizem que todo projeto tem um fim. Foi assim com o Enloucrescendo, com o Chiqueiro Chique, com o Nova Corja e, agora, com o Poltrona. A Sam Shiraishi fez um post ontem sobre isso e constatou: “às vezes a gente muda e os projetos não mudam, descobrimos que eles estão concluídos e não precisam continuar a caminhada. Ou tomaram vida própria, uma vida que vai continuar ou que se encerra, como uma obra que, finalmente, fica pronta.”

Por diversas vezes pensei nisso: vale a pena tratar com tamanha falta de respeito um espaço que, bem, me deu algumas das melhores coisas da minha vida (mansões, mulheres, carros importados, amigos e uma carreira, por exemplo)?

As mudanças do Ian, da Marina e do Alê dizem respeito a um novo momento de vida, a uma fase concluída e até a voltar a ser blogueiro como antigamente, quando os blogs eram mais nossos – cabendo até contar sobre os superestimados dramas adolescentes. Lá no fundo, concordo com tudo isso. Então chegou o momento do fim do blog?

Para mim, não. Deixar o OutrOs OlhOs é simplesmente abandonar um terço da minha vida e perder uma batalha. Esse espaço é vivo e, como um bom amigo, continua sempre aqui, ao meu lado, mesmo que eu passe tanto tempo longe. Continuo querendo estar aqui mais tempo do que estou hoje em dia.

Às pessoas que me aturam por aqui – algumas há vários anos -, agradeço a paciência e peço desculpas pela ausência.

Ao blog, só tenho uma coisa a dizer: feliz aniversário, OutrOs OlhOs, e obrigado por tudo.

Eu e os seis anos dos OutrOs OlhOs

No filme “Marley e eu”, o protagonista John (vivido por Owen Wilson) é um jornalista que relata em sua coluna diária acontecimentos cotidianos, como as dificuldades do começo da vida de casado e a relação com o “pior cachorro do mundo”, o filhote Marley. Anos depois, o filho de John pega os recortes dessas colunas de jornal e lê, conhecendo assim o começo de sua família, as estripulias de seu agora idoso cachorro, as dificuldades que o pai enfrentava. O pai, claro, se emociona ao ver o filho ter contato com seu trabalho e, principalmente, com seu passado.

Não por acaso, essa foi a cena que mais me emocionou no filme. Como jornalista, tenho paixão por contar histórias para perpetuá-las. A perspectiva de ter sua história registrada junto aos acontecimentos relatados e que ela seja lida no futuro pelos filhos é algo que considero de uma beleza única.

E o que é um blog senão o registro de nossas vidas?

Quando você cria um blog, você nunca sabe aonde ele te levará. Como toda cria, ele amadurece. Vai se transformando com o tempo, ganhando novos contornos, novos endereços, novos amigos e visitantes. Mas você sempre está nele.

Nesses 6 anos que o OutrOs OlhOs me acompanha, vivi a maioria dos melhores e piores momentos da minha vida. Por aqui, compartilhei angústias, alegrias, novidades, opiniões, desabafos, ausências.

E tive você aqui, acompanhando, dando força, me ajudando a crescer.

Nos últimos tempos, encontrei com diversos leitores antigos daqui do blog, o que me fez ter essa dimensão de como registramos nossas vidas. Vários deles falando “nossa, e pensar que eu acompanhava seus sonhos para entrar na faculdade e ser jornalista…” .

Tem coisa melhor do que você ser acompanhado ao decorrer dos anos por pessoas que torcem por você? Que realmente acompanham essa novela real que é blogar e passam a fazer parte dela?

A você, antigo leitor, meu muito obrigado, por todo o carinho, por toda a paciência, por ter virado amigo. A você, que não está por aqui há muito tempo, também agradeço e convido a acompanhar o que tenho vivido e o que meus OutrOs OlhOs têm visto.

Esse ano, a relação com o blog ficará ainda mais estreita, já que meu TCC da faculdade de jornalismo se desenvolverá nesse espaço. Mais do que nunca, nos vemos aqui, para darmos, juntos, novos passos. Combinado?

Feliz aniversário, OutrOs OlhOs, e obrigado por tudo.

Estes meus outros olhos…

Faz algum tempo que eu não posto aqui – nem é tanto assim, já fiquei bem mais de duas semanas sem publicar nada. O hiato entre posts é cada vez mais freqüente, mas este não é um pedido de desculpas, tampouco uma promessa de mudanças. É apenas um post, sobre minha relação com este blog.

Você deve saber: hoje, de certo modo, são os blogs que me sustentam. Não virei “blogueiro profissional”, mas os blogs mudaram – ainda que não definitivamente – minha profissão. Profissão lembra obrigação, palavra esta que, sozinha, já causa repulsa. De tanto trabalhar com blogs e falar a respeito, me afastei do meu próprio espaço. Levei a brincadeira a sério demais.

Não costumo ser saudosista, nem seria hipócrita de dizer “blogs não deveriam ser tratados como negócio”. Mas cansei de me preocupar com a data do próximo post, com a queda de audiência que haverá se eu não postar, com qual palavra colocarei no título para os mecanismos de busca me encontrarem, com quando farei aquele post que me comprometi comercial ou editorialmente, sobre como farei o meu texto ficar incrível e demonstrar todas as minhas qualidades, de como trarei um novo ponto de vista, uma informação exclusiva, algo que torne especial aquele simples texto que eu já tinha em minha mente. E na mente ele acaba ficando.

Sabe, de tanto me preocupar com “detalhes” e em fazer algo efetivamente bom, parei de fazer qualquer coisa. Perdi o prazer em brincar. Boa parte dos últimos textos que publiquei foram até penosos, feitos meio por obrigação (comigo mesmo, claro, e com você, leitor, que não tem “nada” a ver com isso – este briga aqui é interna, porque eu adoro que você venha aqui ler!). Eu vendo que blogs precisam ser atualizados, como não vou atualizar o meu?

Não faz sentido algum ter que postar por obrigação. Também não faz sentido se sentir intimidado quando escreve, perder a naturalidade, o gosto da coisa. O escritor não pode ter a sensação de estar distante de sua pena, de seu papel. Eles costumavam ser seus melhores amigos – e amizade não sobrevive apenas com a cobrança de que ela exista.

Vivem reclamando que eu não posto, que não mantenho nada regular. Fizeram post contabilizando minha média de posts / mês e me contaram até que questionaram eu não ter utilizado o tempo que gastei brincando com o OutrOs ÓleOs – a coisa mais pessoal e voluntária que fiz na web em um bom tempo – para atualizar aqui.

Virei pessoa jurídica e assim tem sido por um bom tempo. Ainda que, de fato, eu esteja mais cansado e atarefado do que eu gostaria, o que me faz não escrever é ter a impressão de não ser mais livre para fazer o que eu quiser.

É uma preocupação até tola, sei disso. Um drama danado para nada. Mas só quem escolheu viver de escrever – entre outras coisas, todas ligadas ao texto – sabe como é isso. Ou não, mas… quem se importa?

Este post não teve pé nem cabeça, corrobora a umbigosfera, afastará os leitores acadêmicos que eu supostamente tenho, não educará mercado algum, não será apontado em nenhuma seleção, não me trará anunciantes, não me ajudará a definir meu nicho, não acrescentará porcaria nenhuma para ninguém, não trará pára-quedistas, não fará com que os meus números impressionem mais do que minhas letras, sequer que minhas letras impressionem quem quer que seja. Não me consagrará um grande blogueiro, mas me fará novamente sentir que sou um cara que gosta muito de seu próprio blog. Que nele, pode falar o que quiser – e ser lido, e conversar. Me fará lembrar – ou até mesmo ter certeza, sei lá – de que estes outros olhos continuam sendo meus.

E seus.

Mercado Blogueiro: O lançamento da Polvora! e as novidades da Blog Content :) e do portal IsFree

Fazia muito tempo que não publicava um Mercado Blogueiro, mas essa edição da coluna vem para compensar, com várias notas exclusivas, em primeiríssima mão.

Inventamos a Polvora!

A principal delas é o lançamento da Polvora!, consultoria em mídias sociais que é fruto da parceria entre a BlogContente o Grupo RMA, consagrado graças a seu trabalho com assessoria de imprensa. Dessa notícia eu também faço parte – então não espere imparcialidade, certo?

Foi assim que tudo começou: Durante a Campus Party, o Alexandre Inagaki, o Edney Souza, o Ian Black e eu lançamos a Blog Content, uma consultoria pequenininha especializada em blogs e mídias sociais, somando as competências e experiências dos quatro. Esperávamos que fosse dar certo, mas não tínhamos idéia de quanto.

A Blog Content cresceu muito e a demanda pelos nossos serviços estava, felizmente, quase maior do que podíamos suportar – afinal, éramos apenas nós quatro trabalhando. Paralelamente a isso, a RMA expandia seus serviços em Social Media, área que vinha crescendo no grupo, mas que precisava de um empurrão para efetivamente decolar.

O empurrão veio da parceria entre as duas empresas. A estrutura e a competente equipe de Social Media da RMA se juntou ao grupo e ao know-how da Blog Content. Nasceu a Polvora!

Já são 13 pessoas na equipe, entre funcionários e sócios-diretores – número que aumentará em breve. Também já temos uma sede física própria – ainda sendo reformada -, em um prédio em Pinheiros, São Paulo, e toda a estrutura para atender a esse mercado em rápido crescimento.

A estrutura e o nome mudaram, mas a missão não: ajudar agências de publicidade, assessorias de imprensa e marcas a fazer comunicação em mídias sociais com muito mais eficiência e, ao mesmo tempo, ajudar a profissionalizar esse novo tipo de mídia.

A Polvora!, assim como a Blog Content, é uma empresa de comunicação social nativa da web, criada por pessoas que conseguiram destaque nesse mercado. Ou vai dizer que você nunca ouviu falar no Interney ou no Pensar Enlouquece?

Do lado da RMA, veio pessoal nativo do mundo corporativo, o que nos permite, agora, oferecer serviços B2B (Business to Business), além de B2C (Business to Consumer). Mas não se engane, o Jair e o Mario vieram desse mundo, mas também blogam há algum tempo…

Na equipe que veio da RMA ou foi contratada já para Polvora! estão pessoas queridas e bastante competentes, como o Fugita, o Tiago, o Tuca, o Graveheart, o Fernando, o Tesore e as “menininhas” do grupo, Claudia e Talita.

A empresa será lançada oficialmente em breve – nem o site oficial está pronto ainda! -, mas não pude deixar de contar aqui em primeira mão. Até agora, apenas tínhamos contado sobre a Polvora! a alguns amigos blogueiros – e uma ou outra informação já tinha vazado na web. A festa de lançamento acontecerá no final de julho em São Paulo.

Ian Black deixa a Blog Content; empresa passa a focar em conteúdo

Não, o início da Polvora! não significa o fim da BlogContent. E aqui vem a segunda nota, da qual também faço parte: a Blog Content mudou.

Agora, nela, cuidamos apenas de produtos editoriais. Portais de blogs, blogs, redes… Tudo que se referir a conteúdo editorial. Com isso, expandimos nossos horizontes e damos uma atenção especial ao que consagrou boa parte da equipe, com o Interney Blogs e outros projetos.

O meu querido Ian Black não faz mais parte de nosso time. Mas, não, não houve briga, nem nada do tipo. Pelo contrário.

Assim como eu, o Inagaki e o Edney, ele também foi pego de surpresa pelo tamanho que a “brincadeira” de ter uma consultoria tomou. Todos nós tivemos que mudar muito nossas vidas – para você ter idéia, deixei a carreira jornalística em segundo plano e recusei até convite para trabalhar em um grande jornal -, mas a dele estava definida demais para que houvesse tamanha mudança.

Há pouco tempo, enquanto a Blog Content ainda era apenas um desejo entre a gente, ele começou a trabalhar na agência Live Ad. E o rapaz adora aquela empresa como se fosse a casa dele – o que é completamente compreensível: já fui lá algumas vezes e conheço as pessoas que lá trabalham. Dá realmente vontade de não sair de lá, de tão legal que é.

Ele ama o trabalho, adora as pessoas da equipe e ainda está desenvolvendo um projeto muito, muito bacana com blogs – que em breve você certamente saberá. Como deixar isso de lado?

Ele levou os dois trabalhos – Live e Blog Content – em paralelo enquanto deu, mas, acredite, é trabalho demais. Então ele teve que escolher entre os filhos e ficou com o que está prestes a nascer, na Live.

A outra filha, a Blog Content, virou afilhada e ele vai visitar sempre que pode. Nós, óbvio, recebemos de braços abertos e sorriso no rosto!

Live e Blog Content continuam se dando muito bem. Também, fala sério, com equipes e mentalidades tão legais, como não se dariam?! :P

Uma nova IsFree

O portal IsFree, comandado pelo Felipe Neto, voltará ao ar às 00h de hoje, com belas novidades. Depois de enfrentar problemas com o domínio, o que deixou o site indisponível por mais de dois meses, ele vem renovado e com novo nome e endereço: a IsFree agora é IsFree Pop (www.isfreepop.com). O logotipo é esse acima, que você vê em primeira mão.

E tem mais: em breve, além das séries, o portal também trará conteúdo sobre cinema. Alguém tem dúvida de que fará ainda mais sucesso? Eu não tenho, e desejo toda sorte para o Felipe e para a jovem equipe do site. Vocês sabem, a gente sempre levanta mais forte depois dos tombos. Será o caso! ;)

Mercado em movimento:

- A Dani Koetz mudou para São Paulo, teve uma rápida passagem pela agência Cubo e acaba de chegar na Garage IM, onde trabalhará no planejamento.
- O Guilherme Valadares foi outro que mudou para Sampa e está firme e forte na Cubo.
- A Dudinka, braço social media da One Digital, está com força total, sob o comando da Marina Santa Helena. Junto a ela, estão a Carol Mancini e a Gabriela Bianco.
- A equipe de conteúdo da Riot ganhou um reforço. Gabriel Tonobohn agora faz parte do time gerenciado pelo Wagner Fontoura.
- A Babi Franzin, no atendimento, e o Luiz Yassuda – ex-Fischer America -, no planejamento, agora também fazem parte da agência Riot.
- Já a Bruna Calheiros, a Baunilha, saiu da Riot e foi para a agência Bullet, onde também trabalha o Octávio Maron.


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Campus Party: Vamos conversar?

Blogueiros são bem mais legais ao vivo do que nos blogs. Isso é um fato, mas, naturalmente, não é regra – apesar do número de blogueiros bacanas pessoalmente ser animador. O melhor da Campus Party, claro, são as conversações – assim como nos blogs.

Eu tenho conversado absurdamente por lá. Quase só faço isso. Batendo papo sobre coisas sérias, sobre bobeiras, sobre tudo, com todos. Além de encontrar novamente os amigos, lá é um excepcional balcão de negócios travestidos de conversas informais. A feira? Bom, ela também está bacana.

De verdade, o ambiente completamente geek não faz nenhuma diferença para mim. Vejo os outros blogueiros animados com as novidades tecnológicas, fotografando e postando tudo, mas não me deu a menor vontade de fazer isso. É algo meio “Ok, bacana! Vamos para o próximo stand?”

Estou com um grave problema: eu não tenho a porcaria da programação (e sim, eu sei que tem no site). Não tomei vergonha na cara de ver as coisas direito e, com isso, perdi várias palestras e desconferências que eu queria ver. Me enrolei e acabei perdendo até o lançamento da Blog Content, uma consultoria para blogs corporativos tocada pelo Edney Souza, pelo Ian Black, pelo Alexandre Inagaki e por mim.

As discussões que eu vi foram dentro do mundinho que já freqüento, o dos blogs e do jornalismo. Depois de ir em tantos eventos do tipo, acho que acabei cansando de ouvir e discutir coisas que eu adoro e sempre posto no blog, mas que nunca saem do mesmo quando debatidas nessas ocasiões.

Para variar, não entendi muito bem as polêmicas jornalismo x blog – tirando a da Folha Online, com um problema jornalístico que, coincidentemente, aconteceu com blogueiros – e ouvi gente dos dois lados (se é que isso existe) falando que o outro não mudava nunca de opinião. Não mudam mesmo, e cansa.

Não tomo partido, falo “pois é” e dou um sorriso para jornalistas e blogueiros. Eu concordo e discordo dos dois! O que fazer, não é mesmo? Passei já da fase de ficar fazendo lutinhas internas: Meus lados blogueiro e jornalista estão cada mais misturados e quando vêem o Pedro Dória já dão uma risadinha e tentam adivinhar o que ele vai falar (sério mesmo, já fui em tantas palestras com ele que não duvido decorar suas palavras).

É válido que se discuta, principalmente se tiver algo novo – e sempre tem -, mas o processo de aceitação é lento e só de dá na prática: quando um tem contato com o outro e vê como tudo é legal e pode funcionar em harmonia, mudando algumas peças estratégicas no tabuleiro. Sonho com o dia em que os blogueiros e jornalistas se reunirão para pensar no que podem fazer juntos.

A propósito, achei boba boba a idéia do protesto do dinossauro no aquário da imprensa (o que também é bem bobo, aliás) – embora eu não tenha visto ao vivo e até tenha acompanhado parte da preparação -, mas também achei divertidinha. Nem tudo tem que fazer tanto sentido assim, ou tem? Os jornalistas curtiram, os blogueiros também. Rir faz bem.

Mesmo sem cobrir o evento como tinha pensado fazer, voltarei com alguns posts bem interessantes para breve. É que meu tipo de nerdice (fiz 25 pontos e aqui você faz o teste) é definitivamente outro: sou aquele cara que vai no stand da TV por assinatura assistir a “[bp]Friends[/bp]” e sai de lá constrangido e meio bravo porque mais ninguém fica dando risadas (sim, eu realmente fiz isso. Que povo chato! Não rir de “Friends”? Como assim?).

Mas hoje vou pra lá querendo descobrir tudo. Como funciona, o que tem de bacana em outros setores, o que os robôs fazem, quanto os caras do modding gastam para fazer aquelas maluquices (no melhor sentido possível) com seus computadores, como se anda em um segway…

Prometo que vou conversar menos e ser um pouco mais blogueiro e jornalista. Sem, para isso, me afogar em nenhum aquário.

Mercado Blogueiro: Ian Black deixa a Riot

O blogueiro Ian Black, do Enloucrescendo, está se despedindo da agência de marketing viral e estratégias em redes sociais Riot, onde trabalhava desde abril de 2007. Como gerente de conteúdo, Ian foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento comercial da blogosfera no ano passado – um trabalho iniciado, dentro da Riot, por Alexandre Inagaki e continuado por ele.

Depois do carnaval, Ian passa a representar a agência Live Ad – dona da Blog Hunters, de projetos como o BloggersCut -, que ganha força na capital paulista. “Serei responsável pela parte de relacionamento em mídias sociais e participarei ativamente do processo de criação, ajudando a moldar as campanhas publicitárias para que funcionem nesses meios”, conta.

Ele explica o motivo da saída: “A Riot já é a maior referência em mídias sociais no Brasil. Pergunte a qualquer blogueiro algo sobre publicidade e todos lembrarão da agência em primeiro lugar. A Live é um novo desafio, não só para fazê-la crescer, mas para explorar novas formas de trabalho. Ela tem um perfil mais experimental na elaboração das campanhas e no relacionamento com os blogueiros, e isso vai ao encontro do que busco profissionalmente.”

Segundo ele, não há um substituto definido para seu cargo. “É natural que seja o Luiz [Jerônimo, do Tarja Preta], que me auxiliou todo esse tempo, e ainda há a Mirian [Bottan, do Substantivolátil] e o Rodrigo [Cunha, do Geração Internet, recém-contratado pela agência] para juntos fazerem a área mais forte e referência no relacionamento com blogueiros”.

Dizem que o ano só começa depois do carnaval. Em 2008, isso não se confirma. A mudança de emprego do Ian é o primeiro movimento do mercado blogueiro nesse ano. São vários os projetos em execução visando a profissionalização dos blogs e das mídias sociais. 2008 é o ano do amadurecimento comercial e editorial da blogosfera e pessoas como o Ian têm um papel crucial na definição dos caminhos que tomaremos.

Sou amigo do Ian – bem como de todos os blogueiros citados por ele – e estou bem contente com sua mudança, que é a prova do reconhecimento do mercado por sua importância – já manifestada, há algum tempo, pelos convites para palestras sobre o uso corporativo de blogs e pela reportagem de hoje do caderno “Empresas & Negócios” do jornal Gazeta Mercantil sobre blogs de empresas.

O Luiz, a Mirian e o Rodrigo têm um potencial imenso para fazer a Riot alçar vôos ainda mais altos e o papel deles lá dentro certamente será ainda mais importante daqui para frente. Além disso, é ótimo ter outra agência se desenvolvendo. O Ian é bastante competente e, com certeza, fará a Live crescer bastante. Melhor para nós, blogueiros.

Até porque, veja só, ele tem um objetivo claro: “Fazer os blogueiros ganharem dinheiro para me pagarem jantar no Figueira Rubayat”.

Tomara que dê certo.

Boa sorte no novo desafio, Ian! Faça muito sucesso na Riot, Rodrigo! Continuem assim, Luiz e Mirian, e detonem nesse 2008 que está apenas começando!

***

Mercado Blogueiro. Essa é uma das novas colunas do OutrOs OlhOs, com o que acontece de relevante na blogosfera brasileira, em primeira mão. No ar sempre que houver o que publicar! :P

Tem alguma novidade? Me conta: blog[arroba]outrosolhos.com.br

Blogs são como amizades

Na Blogcamp Paraná, que aconteceu em Curitiba no último sábado, e, principalmente, no Café.com Blogs, que foi realizado na terça-feira passada em São Paulo, pude ver como pessoas com formações diferentes enxergam os blogs, podcasts e mídias colaborativas em geral de maneiras completamente diferentes. E é surpreendente como o que é claro para mim, ou para você, parece complicado para essas pessoas – e isso não é demérito, é falta de familiaridade mesmo – o que ficou bastante claro no Café.com Blogs que tem mesmo o nobre objetivo de misturar blogueiros com quem não é desse mundo (mas do mundo dos negócios!) e consegue cumprir bem seu papel, gerando um debate de idéias que leva ao esclarecimento. O funcionamento dos blogs é um desses assuntos que ainda despertam muitas dúvidas e que carecem de maior definição. Vou tentar dar a minha.

A Rosana Hermann já disse que blogs são como padarias (precisam sempre de pão/post fresquinho), praças (áreas públicas de convivência, que precisam de manutenção do zelador/autor para que funcionem corretamente) e pergaminhos (que se desenrolam de cima para baixo). Concordo plenamente, mas, para mim, acima de tudo, blogs são como amizades.

É que a dinâmica dos dois é bastante parecida. Em determinado momento, o blog cruza a vida do internauta e, nessa hora, pode acontecer ou não a empatia. Se sim, ele vira leitor e possivelmente assina o RSS ou favorita. Se não, ele continua navegando e, eventualmente , pode voltar a te visitar – e desse modo, pode vir a gostar cada vez mais do blog. Assim como os amigos.

Criada uma relação – ainda que superficial – entre o internauta e o blog, a manutenção não é simples. São muitos os blogs que cruzam nosso caminho e que, aparentemente, nos identificamos. Mas, com o tempo, vamos vendo se são ou não como a gente, se nos agradam de verdade ou se foi apenas uma equivocada primeira impressão. Ninguém confia em alguém assim que conhece, é preciso tempo e desenvolvimento de histórias para que uma pessoa se identifique com outra e construa uma amizade. Com blogs, também é assim que se adquire credibilidade: a cada post vamos sabendo se gostamos ou não dos assuntos tratados, das formas como o blogueiro se posiciona com relação às coisas, se o que ele escreve é lógico e condiz com nossos pensamentos. Se tudo isso acontece de maneira positiva, após certo tempo, passamos a confiar e a gostar cada vez mais.

Por trás dos blogs estão pessoas e todo leitor se relaciona com elas, mesmo que indiretamente. Se essa “amizade” é conquistada, ela tem que continuar a ser cultivada. Mas como dar atenção a todos os blogs que continuam a cruzar nossos caminhos? Bom, é impossível ser amigo de todo mundo e também não dá para estar com todos os amigos o tempo todo, mas a gente sempre consegue ligar, mandar um e-mail ou um cartão de Natal que seja – e nem por isso a amizade é abalada. Não dá mesmo para ler tudo, nem precisamos; às vezes, uma visitinha rápida é suficiente para pôr os assuntos em dia, um simples comentário de um post lido aleatoriamente pode gerar uma conversa bastante proveitosa sem tomar tanto tempo. A gente sempre arranja tempo para os verdadeiros amigos, não importa como ou com que freqüência, mas sempre damos um jeito. Ou não?

Do lado dos blogueiros, a amizade também é verdadeira – ainda que com uma mística entidade chamada “meus leitores”, que, claro, pode eventualmente se personificar. O consultor Marcos Aranha atentou para um importante aspecto durante sua palestra no Café.com Blog. Para ele, a profissionalização dos blogs é um paradoxo, já que esse formato de site pessoal surgiu exatamente para ser um local livre, fugindo das obrigações profissionais e, de certo modo, também das pessoais: o bom dos blogs é que seu dono entende e gosta muito de um assunto e sente prazer em escrever a respeito dele . Concordo: Fazer blog apenas por obrigação não é lá muito possível, nem ser amigo. Fica notavelmente falso e, após certo tempo, deixa de fazer qualquer sentido, para todas as partes. Aí, claro, fim de blog e de amizade.

Até mesmo com a publicidade a lógica da amizade funciona. Quando falamos de qualquer produto no blog, nossos leitores encaram como um conselho. Desse modo, o impacto que um post patrocinado tem nesse público é bem grande, afinal, você dá muito mais ouvidos ao que seus amigos dizem do que àquilo que um comercial diz, não é verdade? Agora, se seu amigo está vendendo o produto comentado – o que seria o caso – é natural ficar com um certo pé atrás, mas dá para resolver esse problema: Você sabe quando aquela sua colega de trabalho que é revendedora da Avon está querendo te passar um produto e quando ela está sendo sincera, já que, no primeiro caso, ela viria te oferecer e, no segundo, ela te apresentaria algo que ela usa, comentando sinceramente. A qualquer momento, você pode questionar o que ela está dizendo. Com blogs também: Para não trair a amizade, é só ser honesto, dizer realmente o que pensa, responder sinceramente aos comentários e, importantíssimo, contar que está sendo pago para escrever daquilo. Assim, ninguém é enganado e, ainda que haja um desconforto inicial, logo passa e tudo volta ao normal. Afinal, amigo é amigo.

A relação entre o blog e seu leitor é valiosíssima e uma das melhores formas de se conhecer um novo amigo é através de outro. A indicação dos usuários a seus amigos é fundamental para o desenvolvimento de todo esse sistema, já que, na rede, todo leitor também pode ser emissor – possivelmente com um blog mesmo. Com diálogo entre blogs distintos e também entre um blog e sua audiência, o círculo social vai se expandindo e ganhando proporções cada vez maiores.

Assim, os blogs vão ficando melhores e acabam agregando mais e mais amigos leitores ao decorrer do tempo, tal qual acontece com toda mídia – só que de forma humana.
Pelo que vejo, os blogs de maior sucesso são exatamente aqueles feitos por pessoas que escrevem do ponto de vista humano, não tentando copiar nenhum outro tipo de discurso. Nada mais justo: o melhor de toda amizade é a conversa descontraída, sem grandes artifícios, em que há uma grande identificação, não é? E pode perguntar a qualquer um que tenha blog há um bom tempo que a resposta será sempre a mesma: o que de melhor esses blogs trouxeram foram nos novos amigos. No sentido real.

Aí está o mais legal da Blogcamp, blogueiros, leitores e pessoas com interesses parecidos se juntam e discutem temas que verdadeiramente gostam. Com a proliferação desse tipo de evento, a amizade vai deixando de ser metáfora e vira realidade: nessa em Curitiba, além do alto nível dos debates, as pessoas estavam muito mais unidas, conversando e se divertindo como amigos.

Blogs são vivos e feitos por pessoas, que, no fundo, sempre buscam amizades.

Porque sou blogueiro E jornalista!

“Blogueiro e jornalista, apanhando dos dois lados”

Sempre digo que essa frase é o meu slogan, o que me define melhor. E a culpa é toda minha: gosto tanto de blogs e jornalismo, que acabo fazendo por merecer apanhar de ambos os grupos.

É que, de um lado, vejo blogueiros que se acham superiores a jornalistas e riem da mídia tradicional como se ela fosse coisa do passado. De outro, vejo jornalistas que se acham superiores aos blogueiros e riem dos blogs como se eles fossem um nível rebaixado de se fazer comunicação.

Claro, ambos estão errados – e, pior, apesar de não enxergarem, compartilham a mesma canoa furada. São duas formas de informar que, juntas, se fortalecem.

Eu adoro andar com camisetas que tenham a palavra “blog” pela minha faculdade, mas meu blog é quase que exclusivamente sobre jornalismo.

Quando estou com blogueiros e falamos de jornalismo, eu me irrito e defendo o jornalismo. Quando estou com jornalistas e estudantes de jornalismo falando de blogs, fico igualmente irritado e – adivinha? – defendo os blogs.

Pode ser que o problema seja eu, que gosto mesmo de ser do contra, mas algo me diz que a coisa vai além. A divisão e oposição me parecem absolutamente burras.

Na última quinta-feira, no debate “Internet e Blogs: A Maior Conversação da História”, com três jornalistas/blogueiros – Marcelo Tas, Alexandre Inagaki e Pedro Dória – isso ficou bem claro.

O Tas e o Inagaki, que têm o “título” de blogueiro antes do de jornalista (no caso do Tas, eles se misturam ainda mais), não costumam cair na besteira da dualidade. Eles conhecem ambas as esferas e compreendem suas ligações.

Já o Dória, que é JORNALISTA e tem um blog – perceba a diferença disso para “blogueiro” -, parece confundir tudo e não ter uma visão muito clara dos mecanismos colaborativos da internet.

Em outros eventos, saí com uma péssima impressão dele – e sei que não fui o único. Não vejo propriedade alguma para ele discursar sobre blogs, e tenho dúvidas até se ele tem essa autoridade para falar de jornalismo (não tenho elementos o suficiente para esboçar qualquer certeza).

Obviamente, não é porque ele trabalha no Estadão. Nem porque ele vem da mídia impressa, que eu ainda gosto muito. E muito menos por inveja ou qualquer bobeira do tipo.

É simplesmente porque o discurso dele normalmente é raso e um tanto quanto retrógrado, sem atentar ao que verdadeiramente acontece. E não dou credibilidade ao que diz um jornalista que não enxerga a realidade, o que já é fato.

Mas vejo no Dória um problema que eu também enfrento: essa tal crise existencial entre as novas mídias colarativas e as antigas, feitas por jornalistas de terno e gravata. O meio em que a pessoa vive acaba interferindo em suas opiniões – a minha mudou muito desde que entrei na faculdade e, por sua vez, é bem distinta da dos meus colegas que nunca tiveram blogs.

O Dória, nesse último evento, que foi muito mais intimista, estava muito mais blogueiro do que nos outros, em que ele era o Pedro Dória do Estadão. E o discurso também estava muito melhor, sem o gesso e as amarras daquele que defende o jornalismo tradicional que, para não morrer, briga com o futuro, ao invés de se adaptar a ele. Imagina, ele afirmou: “Leio no jornal o que li ontem nos blogs”. Deu até gosto.

Eu amo o jornalismo e acredito absurdamente nele, mas entendo uma evolução natural das coisas.

Não é oposição ou substituição – seja de jornal por blogs ou de profissionais por amadores – é combinação e re-alocação. Vemos a notícia em sua forma instantânea nos blogs mais próximos a ela, comparamos diversas fontes e visões a respeito do assunto e, no dia seguinte ou depois, num site noticioso, temos a informação mais apurada, aprofundada e lapidada.

Os blogs podem sim fazer jornalismo de qualidade, se sujarem o sapato, se olharem para o lugar onde vivem, se passarem a apurar. Isso foi falado lá no evento, exatamente como eu penso e repito há muito tempo.

Sendo blogueiro e jornalista pode-se combinar o melhor dos dois mundos: habilidade para lidar com as informações vindas dos leitores, a pessoalidade da narrativa e o uso eficiente de técnicas para apurar e chegar mais perto da verdade.

Já dá para fazer isso, tanto em blogs quanto em outras mídias – e eu to tentando. Mas é preciso ter boa vontade e uma paciência absurdamente grande, porque ainda há resistência e preconceito com relação ao que ainda parece ser uma novidade (novidades sempre amedrontam…).

Está diminuindo e tende a mudar, mas, enquanto isso – fazer o quê?! – vamos apanhando dos dois lados.

Depois, acredito e espero (até porque apanhar é bem ruim e irrita bastante, além de dar um trabalho danado), valerá a pena.

É assim que o jornalismo se renovará e ficará ainda melhor. Não adianta querer parar o que já é realidade.

Blogueiros e jornalistas discutem hoje, em São Paulo

Ignore a manchete sensacionalista. Acrescente as palavras internet, blog e debate. Junte Pedro Dória, Marcelo Tas e Alexandre Inagaki. Depois, coloque Digestivo Cultural e uma pitada de “A Maior Conversação da História”.

Pode servir.

O debate “Internet e Blogs: A Maior Conversação da História” acontece hoje, em São Paulo, às 20h, na Casa Mário de Andrade, no Pacaembu.

Promovido pelo ótimo Digestivo Cultural e mediado por seu editor, Julio Daio Borges, essa discussão é a primeira da série A Palavra na Tela: Jornalismo, Literatura e Crítica Depois da Internet, que ainda terá outros debates nas próximas semanas com nomes que eu gosto muito, como o Alexandre Matias e a querida Ana Brambilla.

No de hoje, estarão o Pedro Dória, jornalista e blogueiro que não entende muito dessa coisa de interatividade e conversação – que refere-se a blogueiros como “eles” e que, aliás, disse, no MediaOn, algo como “o raio do leitor fica respondendo a toda hora e às vezes é mal-educado” (Sim, ELE vai falar de conversação!) -, mas que tem grife e sempre é convidado para esses eventos; o Marcelo Tas, que eu gosto e muitos torcem o nariz, mas que também é uma puta grife e, bem ou mal, é um dos principais nomes da blogosfera e do jornalismo online; e o Alexandre Inagaki, que não precisa de comentários (ou alguém duvida da autoridade dele para discutir blogs?).

Eu estarei lá, com outros blogueiros amigos. Tá afim de ir?
Pois bem: Hoje, na Casa Mario de Andrade (Rua Lopes Chaves, nº 546 – Pacaembu, SP) a partir das 20h. São apenas 25 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo telefone 3666-5803 ou pelo e-mail do lugar.

Espero que seja bom!

Participe: Podcast sobre blogs

Na próxima segunda-feira, aproveitando o clima pós-BlogCamp (que acontece nesse final de semana), gravo em estúdio o terceiro episódio do OutrOs OlhOs Podcast, sobre blogs – como estava previsto.

Os convidados da edição ainda não foram fechados, mas eu queria fazer um convite a você.

O podcast sempre traz depoimentos dos ouvintes e dos leitores do blog. Por isso, queria a sua participação, respondendo, em áudio, a pergunta: O caminho da comunicação (jornalismo, publicidade…) passa pelos blogs?

Grave a sua resposta em MP3 ou WAV, usando algum programa do tipo Audacity (que é gratuito), e envie para podcast@outrosolhos.com.br até domingo segunda quinta (pois é, as gravações atrasaram!).

Eu disse no podcast anterior que haveria enquete, mas agora ficou em cima da hora. Ainda assim, participe indicando seus blogs favoritos e que tipo de blog você lê. Você pode mandar, em texto, para aquele e-mail ou aqui mesmo nos comentários.

A publicação do Podcast será ainda na semana que vem, assim que eu conseguir editar e aprontar tudo!