Outros Olhos

Mundo Blog, Mundo Blog


Um blog para a vida

por

Caro leitor,

Se você olhar a homepage desse blog, irá notar que, vergonhasamente, o post de comemoração dos 6 anos do OutrOs OlhOs encontra-se a poucas postanges abaixo dessa. Apenas quatro posts se passaram de lá até aqui, até hoje, dia em que o OO comemora 7 anos de existência.

Acredite se quiser: estou escrevendo por aqui há um terço de minha vida. Tamanho descaso nem de longe representa a importância que esse blog tem para mim: por aqui, como disse ano passado, estão os melhores e piores momentos que já passei – exceto pelos últimos dois anos, quando o blog me deu uma carreira, que, veja só, me roubou dele.

Esses dias fui procurar o número do meu ICQ no Google e caí no histórico do blog. Você já parou para pensar como seria ler sua adolescência? Pois bem, comecei o OO com 14 anos, falando basicamente sobre a minha vida (no melhor estilo Twitter) e dando opinião sobre notícias.

Ler tudo aquilo, os bons e maus momentos, as minhas percepções de mundo, o que eu amava e odiava, me assustou. Naturalmente, não sou mais aquela pessoa – e nem lembrava ter passado por tudo aquilo para chegar até aqui.

Mas cheguei, e o blog não me acompanhou com a mesma intensidade. Ele também mudou.

Dizem que todo projeto tem um fim. Foi assim com o Enloucrescendo, com o Chiqueiro Chique, com o Nova Corja e, agora, com o Poltrona. A Sam Shiraishi fez um post ontem sobre isso e constatou: “às vezes a gente muda e os projetos não mudam, descobrimos que eles estão concluídos e não precisam continuar a caminhada. Ou tomaram vida própria, uma vida que vai continuar ou que se encerra, como uma obra que, finalmente, fica pronta.”

Por diversas vezes pensei nisso: vale a pena tratar com tamanha falta de respeito um espaço que, bem, me deu algumas das melhores coisas da minha vida (mansões, mulheres, carros importados, amigos e uma carreira, por exemplo)?

As mudanças do Ian, da Marina e do Alê dizem respeito a um novo momento de vida, a uma fase concluída e até a voltar a ser blogueiro como antigamente, quando os blogs eram mais nossos – cabendo até contar sobre os superestimados dramas adolescentes. Lá no fundo, concordo com tudo isso. Então chegou o momento do fim do blog?

Para mim, não. Deixar o OutrOs OlhOs é simplesmente abandonar um terço da minha vida e perder uma batalha. Esse espaço é vivo e, como um bom amigo, continua sempre aqui, ao meu lado, mesmo que eu passe tanto tempo longe. Continuo querendo estar aqui mais tempo do que estou hoje em dia.

Às pessoas que me aturam por aqui – algumas há vários anos -, agradeço a paciência e peço desculpas pela ausência.

Ao blog, só tenho uma coisa a dizer: feliz aniversário, OutrOs OlhOs, e obrigado por tudo.