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Filme: “Onde os Fracos Não Têm Vez”

Tinha como ser mais óbvio? Todo mundo cantou a pedra: “Onde os Fracos Não Têm Vez” é o melhor filme do ano. Não dava para ser mais esperado.

É o que eu disse nos prêmios anteriores: O filme não entrou na lista dos meus favoritos da vida, não é tão fácil assim de se gostar (eu gostei, mas muita gente acha chaaaato) e nem era meu preferido na disputa, mas é inegável sua qualidade. É realmente bom – mas eu prefiro de longe “Sangue Negro”.

A história é interessante – dizem que é muito fiel ao livro – e prende o espectador com eficiência, mas falta algo. A Academia não achou e fez uma soma esperada: Melhor ator coadjuvante + Roteiro adaptado + Diretor = Melhor Filme.

Desse modo, termina o Oscar 2008, sem NENHUMA surpresa. E aí, você gostou?

Concorriam
“Conduta de Risco”
“Sangue Negro”
“Desejo e Reparação”
“Juno”

Trilha Sonora: “Desejo e Reparação”

“Desejo e Reparação” é um grande filme, muito bom mesmo. Duvido, entretanto, que consiga outra estatueta. Essa é justa: é a trilha sonora que dá o tom às cenas, conseguindo temperar e dar emoção mesmo em momentos em que o filme está em seus ‘baixos’, quando fica confuso. A trilha original de Dario Marianeli mistura os elementos que o próprio filme mistura. Não é esse o papel da trilha sonora, dar mais vida ao filme, mantendo sua personalidade? Então conseguiu!

Concorriam:
“O Caçador de Pipas” (Alberto Iglesias)
“Conduta de Risco” (James Newton Howard)
“Ratatouille” (Michael Giacchino)
“Os Indomáveis” (Marco Beltrami)

Fotografia: “Sangue Negro”

Finalmente um prêmio para Sangue Negro! O filme é muito bom e a fotografia é realmente ótima. Prêmio justo.

Concorriam:
“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”
“Desejo e Reparação”
“O Escafandro e a Borboleta”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”

Roteiro Adaptado: Onde os Fracos Não Têm Vez

Não é meu favorito, mas era esperado: Os irmãos Coescreenn levaram o Oscar de Roteiro Adaptado.

Não gosto tanto do roteiro desse filme, apesar da ótima execução. Não me toca e todos os não-cinéfilos que me falaram do filme disseram: Que filme chato!

Pode ser bom, mas o roteiro não faz “sentir” – e o cinema tem que fazer, não é mesmo? Nesse ponto, sou muito mais “O Escafandro e a Borboleta”, que mistura bem técnica e emoção.

Melhor roteiro adaptado
“O Escafandro e a Borboleta”
“Desejo e Reparação”
“Longe Dela”
“Sangue Negro”

Atriz Coadjuvante: Tilda Swinton, de “Conduta de Risco”

Tilda Swinton tem um papel fundamental em “Conduta de Risco” e faz um bom trabalho, mas não me tocou. Não consegui ter uma grande simpatia por ela, nem gostando, nem detestando. Não torci nem a favor, nem contra. Passou.

Ela não era favorita, mas não tem como dizer que não mereceu. Agora… Ei, vai ter Oscar para algum norte-americano hoje?

Concorriam:
Cate Blanchett (“Não Estou Lá”)
Ruby Dee (“O Gângster”)
Saoirse Ronan (“Desejo e Reparação”)
Amy Ryan (“Medo da Verdade”)

Direção de Arte: “Sweeney Todd – o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Se “Sweeney Todd” não ganhasse, eu desligaria a televisão e diria que o Oscar desse ano foi ridículo.

“Sweeney Todd” tem um visual fantástico, como é comum para o Tim Burton. Lindíssimo e muito bem feito – segundo o kit para imprensa, ele teve que criar soluções de reaproveitamento de cenário para diminuir os custos. Que tal?

Bem merecido!

Concorriam:
“O Gângster”
“Desejo e Reparação”
“A Bússola de Ouro”
“Sangue Negro”

Figurino: Elizabeth – A Era de Ouro

O Oscar começou com surpresa: Os críticos vinham falando bem mal do figurino desse filme, que, entretanto, acabou ganhando. Mais um épico para a história do prêmio.

Direção de Arte, outra categoria artística/técnica, deve ir para “Sweeney Todd”. Eu daria pelo menos, é um absurdo de bom.

Agora, no ar, momentos marcantes dos oitentas anos do Oscar, ao som da trilha de Titanic.

Concorriam:
“Across the Universe”
“Desejo e Reparação”
“Piaf – um hino ao amor”
“Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

Se você lê em inglês, veja também o blog oficial do Oscar, cobrindo ao vivo.