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Letra, tradução e clipe de “Jai Ho”, de “Quem Quer Ser um Milionário?”

Todas as previsões se confirmaram e o grande vencedor do Oscar 2009 foi o filme “Quem Quer Ser um Milionário?” (“Slumdog Millionaire”), produção inglesa sobre a história verídica de um menino indiano que participa de uma versão do “Show do Milhão” e começa a acertar todas as respostas, apesar de ser analfabeto. Ele está próximo de levar o grande prêmio e deixa todos desconfiados de que trapaceou no jogo – o que o leva à prisão, onde é torturado. Lá, ele conta sua incrível história de vida e de amor.

O filme, que levou oito estatuetas na premiação, marca a aproximação de Hollywood com Bollywood – a indústria cinematográfica indiana – e, como na maioria das produções de lá, conta com um número musical. A música que embala a coreografia dos protagonistas é “Jai Ho”, expressão equivalente a “Vitória!”, que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original.

A música, que é cantada em hindi com trechos em espanhol, ganhou uma versão em inglês cantada pelas Pussycat Dolls. Nem precisava: a canção é tão pop que pegaria no mundo todo. Há tempos espero a música estourar e, desde a primeira vez que ouvi, aguardo para dançar uma versão remixada na balada.

Pois bem, o filme liderou a bilheteria brasileira pela segunda semana e a canção deve virar hit logo logo. Tocou até no Faustão no último domingo!

Abaixo, você vê o clipe do filme, a letra original de A. R. Rahman e uma tentativa de tradução (baseada em traduções do hindi para o inglês) que meu amigo Maurício fez especialmente para o blog.

“Jai Ho”
De A. R. Rahman

Jai Ho!

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Ratti ratti sachchi maine jaan gawayi hai
Nach Nach koylon pe raat bitaayi hai
Ankhiyon ki neend maine phoonkon se udaa di
Gin gin taarey maine ungli jalayi hai

Eh Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Baila! Baila!
Ahora conmigo, tu baila para hoy
Por nuestro dia de movidas,
los problemas los que sean
Salud!
Baila! Baila!

Jai Ho!

Chakh le, haan chakh le, yeh raat shehed hai
Chakh le, haan rakh le,
Dil hai, dil aakhri hadd hai
Kaala kaala kaajal tera
Koi kaala jaadu hai na?

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Kab se haan kab se jo lab pe ruki hai
Keh de, keh de, haan keh de
Ab aankh jhuki hai
Aisi aisi roshan aankhein
Roshan dono heerey hain kya?

Aaja aaja jind shamiyaane ke taley
Aaja zari waale neele aasmaane ke taley

Jai Ho!

Vitória!
Tradução livre: Maurício Guimarães (http://www.outrosolhos.com.br)

Viva! Viva!
Venha, venha minha vida, para debaixo desta tenda
Venha para baixo deste céu de brilhantes

Viva! Viva!
Venha, venha minha vida, para debaixo desta tenda
Venha para baixo deste céu de brilhantes

Viva! Viva!

Pouco a pouco, deixei minha vida passar
Passei noites dançando na brasa
Eu assoprei o sono que estava em meus olhos
Eu contei estrelas até meus dedos queimarem

Venha, venha para minha vida, abaixo do teto
Venha abaixo do céu azul e decorado

Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!
Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!

Dance, dance
Agora comigo, você dança agora
Por nosso dia de movimento
E que venham os problemas
Viva!
Dance, dance

Viva, viva, viva, viva
Viva, viva, viva, viva

Desde quando isto está em seus lábios?
Diga, agora diga. Diga.
Está em seus olhos fechados?
Diga.

Seus olhos estão talhados com luz
Eles me disseram tudo isso

Venha, venha para minha vida, abaixo do teto
Venha abaixo do céu azul e decorado

Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!
Vitória! Vitória! Vitória! Vitória!

Letra, tradução e clipe de “Down to Earth”, de “Wall-E”

Em “Wall-E”, um robô deixado na Terra e se apaixona por uma robô recém-chegada. Essa canção, uma declaração de amor ao planeta, aparece já nos créditos do filme, mas ainda assim conquistou uma indicação ao Oscar de Melhor Canção e, melhor ainda, levou o Grammy 2008 de canção cinematográfica.

Não gosto tanto assim dessa música (prefiro as de “Quem quer ser um Milionário”, “O…Saya” e “Jai Ho” – com uma leve predileção pela segunda), mas há grandes chances da estatueta dourada ir para ela.

Confira a seguir a letra, o clipe e uma tradução que fiz da música.

“Down to Earth”
De Peter Gabriel e Thomas Newman

Did you think that your feet had been bound
By what gravity brings to the ground?
Did you feel you were tricked
By the future you picked?
Well, come on down

All those rules don’t apply
When you’re high in the sky
So, come on down
Come on down

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

Did you think you’d escaped from routine
By changing the script and the scene?
Despite all you made of it
You’re always afraid
Of the change

You’ve got a lot on your chest
Well, you can come as my guest
So come on down
Come on down

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

Like the fish in the ocean
We felt at home in the sea
We learned to live off the good land
Learned to climb up a tree
Then we got up on two legs
But we wanted to fly
When we messed up our homeland
We set sail for the sky

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re coming down
Coming down to Earth
Like babies at birth
Coming down to Earth
We’re gonna find new priorities
These are extraordinary qualities

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

We’re gonna find new priorities
These are extraordinary qualities

Descendo para a Terra
Tradução livre: Gustavo Jreige (http://www.outrosolhos.com.br)

Você acha que seu pé foi balançado
Pelo que a gravidade traz ao chão?
Você se sentiu enganado
Pelo futuro que você escolheu?
Bem, venha para baixo

Nenhuma dessas regras se aplica
Quando você está no céu
Então, venha para baixo
Venha para baixo

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Você achou que escaparia da rotina
Mundando o roteiro e a cena?

Apesar de tudo que você fez a respeito
Você está sempre com medo
Da mudança

Você tem muito em seu baú
Bem, você pode vir como meu convidado
Então venha para baixo
Venha para baixo

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Como os peixes no oceano
Nos sentimos em casa no mar
Nós aprendemos a viver bem sem a terra
Aprendemos a escalar uma árvore
Então levantamos nas duas pernas
Mas nós queremos voar
Quando nós perdemos nossa terra natal
Nós navegamos ao céu

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Nós estamos indo para baixo
Descendo para a Terra
Como bebês no nascimento
Descendo para a Terra

Nós buscaremos novas prioridades
Essas são extraordinárias qualidades

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo

Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores
E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa

Nós estamos descendo para a terra
Não há lugar melhor para ir
Nós temos neve no alto das montanhas
Nós temos rios logo abaixo
Nós estamos descendo para a terra
Nós ouvimos os pássaros cantando em suas árvores

E a terra será vista após
Nós enviarmos as sementes pela brisa
Nós buscaremos novas prioridades
Essas são extraordinárias qualidades

Planeta Terra: Músicas e experiências

Poucas coisas são capazes de mexer tanto com um ser humano quanto a música. Afinal, músicas sempre vêm acompanhadas de um batalhão de emoções e lembranças, imediatamente reacendidas ao primeiro acorde. Com canções, revivemos várias experiências e geramos outras, novas. Damos trilha sonora à vida.

As músicas são como títulos dos capítulos que vivemos em uma espécie de sumário sonoro de nossas vidas. São a epígrafe de nossas experiências.
Com a sociedade, acontece o mesmo. Músicas inspiraram e embalaram experiências marcantes por todo o planeta:

  • “Grândola, Vila Morena”, do cantor português Zeca Afonso, foi o símbolo de uma nova era de liberdade em Portugal na Revolução dos Cravos;
  • “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré, não ganhou o Festival da Canção de 1968, mas inspirou milhares de brasileiros na luta por liberdade e por mudanças durante a ditadura militar;
  • “Do They Know It’s Christmas?”, da Band Aid (resultante da união de músicos britânicos e irlandeses), foi o hino anti-fome que reverberou por todo o mundo no histórico concerto Live Aid, em 1984;
  • “We are the world”, do USA for África (grupo de quarenta e cinco artistas norte-americanos) se tornou, no ano seguinte, 85, o grande o hit contra fome, juntando vozes e levantando fundos para a África;
  • “Inútil”, do Ultraje a Rigor, deu o tom para a multidão que pedia direito ao voto, em 1984, cantando “a gente não sabemos escolher presidente / a gente não sabemos tomar conta da gente / (…) inútil! / a gente somos inútil!” e consagrando o rock jovem, de protesto, que marcaria a década;
  • “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento, acompanhou a comoção nacional causada pela agonia e morte do presidente Tancredo Neves – o primeiro presidente civil eleito em mais de 20 anos -, em 1985;
  • I Need to Wake Up, de Melissa Etheridge, ganhou o Oscar de Melhor Canção em 2007, por “Uma Verdade Inconveniente”, documentário sobre o aquecimento global. O filme e a música ajudaram a abrir os olhos do planeta para um de seus maiores problemas na atualidade.

Pois é, música sempre está ligada a experiência, seja pessoal, seja global. É muito mais do que a junção de letra e melodia: é união de estados de espírito. Ouvir música é capaz de nos fazer mudar, de nos fazer buscarmos algo melhor. Afinal, só de buscarmos música já fazemos algo de bom para nós mesmos, não?

Por isso, estou indo agora – a convite dos organizadores – para o Planeta Terra Festival, do qual sou embaixador. O tema dessa edição é exatamente esse: “Um festival. Várias experiências”.

Ele, ainda que não represente nenhuma mudança do mundo, é o festival brasileiro mais antenado com uma grande mudança global: os novos caminhos da música – tanto que, no ano passado, dei um duro danado para cobrir o evento para uma matéria com esse tema, e não consegui. Pelos seus palcos passarão artistas como Kaiser Chiefs, Bloc Party, Vanguart e Mallu Magalhães, que encontraram na web uma forma de potencializarem seus sucessos.

Offspring, Jesus and Mary Chain, Spoon, Foals, Brothers of Brazil, The Breeders, DJ Mau Mau, Sébastien Léger, Mylo e Felix da Housecat, Animal Collective e Curumin completam o line-up deste que promete  ser o melhor festival do ano.

Será? Eu vou lá descobrir, mas, se você não tiver ingresso, não se preocupe: o Planeta Terra terá uma transmissão online bem bacana, ao vivo e com apresentação de Sabrina Parlatore, Bárbara Thomaz, Kid Vinil e Daniel Daibem. Começa às 16h e termina lá para as 3h.

Está pronto para essa experiência?

Letra e tradução da música “Falling Slowly”, de “Once”

“Falling Slowly”, tema do filme irlandês “Once”, venceu o Oscar 2008 de Melhor Canção Original. A seguir, você confere a letra e a tradução dessa romântica música, composta e interpretada por Markéta Irglová e Glen Hansard – que também protagonizam a película. A canção é marcante e mostra como é possível se apaixonar aos poucos, lentamente, sem nem se dar conta disso – combinando bastante com a história de “Once”. Para ouvir de coração aberto.

Letra

Música, Letra e Interpretação: Markéta Irglová e Glen Hansard

I don’t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can’t react
And games that never amount
To more than they’re meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You’ve made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can’t go back
Moods that take me and erase me
And I’m painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It’s time that you won

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You’ve made it now
Falling slowly sing your melody
I’ll sing along

Tradução

Tradução livre: Claudia Fusco, Gabriela Brasileiro e Gustavo Jreige – www.outrosolhos.com.br

Eu não te conheço
Mas te quero
Ainda mais por causa disso
As palavras caem de mim
E sempre me enganam
E eu não consigo reagir
E jogos que não são
Mais do que parecem
Irão se desgastar sozinhos

Pegue este barco naufragante e o aponte para casa
Ainda temos tempo
Ressoe sua voz esperançosa, você tem uma escolha
E você a fez agora

Se apaixonando aos poucos, olhos que me conhecem
E eu não posso voltar atrás
Humores que me tomam e me anulam
E eu estou deprimido
Você já sofreu o bastante
E brigou consigo mesma
É hora de você vencer

Pegue este barco naufragante e o aponte para casa
Ainda temos tempo
Ressoe sua voz esperançosa, você teve uma escolha
E você a fez agora
Se apaixonando lentamente, cante sua melodia
Eu cantarei junto

Melhor Canção: “Falling Slowly”, de “Once”

Clique aqui se você está procurando a letra e a tradução dessa música

Ta aí o prêmio que mais me deixou feliz: Oscar de melhor música original para “Falling Slowly”, do filme irlandês “Once”. Os créditos vão para Glen Hansard e Marketa Irglova.

Eu torcia por ela – e olha que para isso tive que torcer contra a fraca música de “O Som do Coração”, que é estrelado pela Keri Russell, a minha atriz preferida, que apresentou a canção no palco essa noite (e quase me matou do coração de tão linda!).

Sério mesmo, essa era a única canção digna de um Oscar. Ela está grudada na minha cabeça há uma semana e, mesmo sozinha, tem uma força gigantesca.

O interessante é que ela tem uma pegada mais pop, que tocaria nas rádios. Certamente não será um hino, como “I Need to Wake Up”, de “Uma Verdade Inconveniente”, foi ano passado, mas pode virar hit nas FMs pelo mundo.

Prêmio justo, e que ainda honra a arte independente. Viva a globalização do Oscar!

Concorriam:
“Happy Working Song” (Alen Menken e Stephen Schwartz – “Encantada”)
“Raise It Up” (Autor a ser determinado – “August Rush”)
“So Close” (Alan Menken e Stephen Schwartz – “Encantada”)
“That’s How You Know” (Alan Menken e Stephen Schwartz – “Encantada”)

O sucesso na era da internet

Retomando o blog, pergunto: o que é sucesso nos dias de hoje?

A tal cauda longa veio confundir vários conceitos a que estávamos habituados, e isso é ótimo. O sucesso sempre foi relativo, mas agora é uma coisa de doido: em todas as áreas do consumo de informação – seja ela qual for – o meio vem alterando a percepção da consagração.

Na música, pequenas demandas por vários artistas constituem um novo panorama. Desse modo, vai havendo a extinção dos poucos vendedores de milhões de discos e a ascensão de vários vendedores na faixa dos milhares. É como me disse, em entrevista, a Flávia Durante (que tem grande experiência na área e, entre outras 1500 atividades, é assessora de imprensa do ): “Não existirá mais um Michael Jackson ou uma Britney Spears, mas vários Arcade Fires ou Strokes. Será uma coisa mais segmentada, mas sempre se movimentando”. O movimento, aqui, significa um grande número de artistas fazendo sucesso segmentado, agradando a nichos. Fora que, através da rede, várias bandas estão conseguindo trilhar um caminho bacana, conquistando público pelas próprias pernas – e fotos, e blogs, e vídeos, e músicas. O sucesso, portanto, muda: atinge menos pessoas, mas é mais humano e, possivelmente, intenso. O Mombojó, o Terminal Guadalupe, o Jumbo Elektro e o Suburban Kids with Biblical Names são muito bem-sucedidos, ainda que minha mãe não tenha idéia de quem eles sejam.

Com séries, a definição de sucesso também é complicada. “Gilmore Girls” foi sempre elogiada pela crítica, mas nunca foi indicada às principais categorias do Emmy. “30 Rock”, vencedora do Emmy 2007 de Melhor Comédia, entretanto, ainda sofre com a baixa audiência. “Jericho”, que também apresenta índices aquém dos esperados, foi salva do cancelamento devido à barulhenta manifestação dos fãs. Séries consideradas transgressoras e aclamadas pela crítica, como “Arrested Development” porém, chegaram ao fim sem chamar muita atenção do público. “Lost” possui um público gigantesco, mas não tão grande quanto antigamente. Já “Gossip Girl” não figura entre as mais vistas da TV norte-americana (pelo contrário), mas é a série mais baixada do iTunes. Viu o tamanho da zona?

O colaborador de TV e cinema da Folha de S. Paulo, Cássio Starling Carlos, autor do livro “Em Tempo Real”, sobre séries, me respondeu como se pode medir o sucesso de uma produção hoje em dia: “Trata-se de uma lógica industrial que tem que considerar custos de produção, apelo comercial (publicidade ou assinaturas, no caso de TV a cabo) e, atualmente, mecanismos de oferta “on demand”. A audiência é medida, prioritariamente, pelo índice Nielsen, mas existem outras, como fãs e suas comunidades virtuais, que não são ignoradas. Tanto a crítica como as premiações são fator de prestígio, mas sua influência não é considerada prioritária, salvo para efeitos midiáticos. O que de fato mede o sucesso de uma série hoje, além dos índices de audiência, é o barulho que elas fazem e a isso os produtores estão bem atentos.”

Ou seja, o sucesso tradicional é o mais considerado pelos veículos tradicionais – ainda que incorporando novos meios. Mas para os fãs, aposto, uma série de sucesso é aquela que os agrada. E ponto.

Com blogs, me parece, o sucesso segue essa tendência de pessoalidade, de forma mais extremada, por que vinte mil leitores indiferentes deveriam ser mais importantes do que vinte satisfeitos e fiéis?

Volto à pergunta: o que é sucesso nos dias de hoje? Não sei a resposta, nem mesmo se ela realmente existe. A percepção de sucesso, para mim, é pessoal e intransferível, embora muitas vezes tenhamos que engolir definições alheias.

Sucesso é tudo aquilo que me faz feliz, e só.

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