Posts tagged Onde os fracos não têm vez

Filme: “Onde os Fracos Não Têm Vez”

Tinha como ser mais óbvio? Todo mundo cantou a pedra: “Onde os Fracos Não Têm Vez” é o melhor filme do ano. Não dava para ser mais esperado.

É o que eu disse nos prêmios anteriores: O filme não entrou na lista dos meus favoritos da vida, não é tão fácil assim de se gostar (eu gostei, mas muita gente acha chaaaato) e nem era meu preferido na disputa, mas é inegável sua qualidade. É realmente bom – mas eu prefiro de longe “Sangue Negro”.

A história é interessante – dizem que é muito fiel ao livro – e prende o espectador com eficiência, mas falta algo. A Academia não achou e fez uma soma esperada: Melhor ator coadjuvante + Roteiro adaptado + Diretor = Melhor Filme.

Desse modo, termina o Oscar 2008, sem NENHUMA surpresa. E aí, você gostou?

Concorriam
“Conduta de Risco”
“Sangue Negro”
“Desejo e Reparação”
“Juno”

Diretor: Ethan e Joel Coen, por “Onde os Fracos Não Têm Vez”

Seguimos ser surpresas. Todo mundo esperava o Oscar para os irmãos Coen em Direção – o primeiro deles como dupla – e ele se confirmou.

Merece, a direção é o melhor do filme mesmo.

Concorriam:
Tony Gilroy (“Conduta de Risco”)
Jason Reitman (“Juno”)
Julian Schnabel (“O Escafandro e a Borboleta”)
Paul Thomas Anderson (“Sangue Negro”)
Ethan e Joel Coen (“Onde os Fracos Não Têm Vez)

Fotografia: “Sangue Negro”

Finalmente um prêmio para Sangue Negro! O filme é muito bom e a fotografia é realmente ótima. Prêmio justo.

Concorriam:
“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”
“Desejo e Reparação”
“O Escafandro e a Borboleta”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”

Montagem e Melhor Filme Estrangeiro: “O Ultimato Bourne” e “The Counterfeiters”

“Ultimato Bourne” levando tudo – mas nenhum em categoria principal. Edição é dele – mas eu preferia que o cara que fez a montagem do filme levasse ano passado, por “United 93″.

Filme estrangeiro foi para o austríaco “The Counterfeiters”, que fala sobre campos de concentração e nazismo. Original, não?

Meu tributo ao brasileiro “O Ano em que meus pais saíram de férias”, que é maravilhoso e, por vacilo da Academia, acabou fora dos cinco indicados. Não, eu não preferia “Tropa de Elite”.

Concorriam:
Montagem
“O Escafandro e a Borboleta”
“Na Natureza Selvagem”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”
“Sangue Negro”

Filme Estrangeiro
“Beaufort” (Joseph Cedar – Israel)
“Katyn” (Andrzej Wajda – Polônia)
“12″ (Nikita Mikhalkov – Rússia)
“Mongol” (Sergei Bodrov – Cazaquistão)

Roteiro Adaptado: Onde os Fracos Não Têm Vez

Não é meu favorito, mas era esperado: Os irmãos Coescreenn levaram o Oscar de Roteiro Adaptado.

Não gosto tanto do roteiro desse filme, apesar da ótima execução. Não me toca e todos os não-cinéfilos que me falaram do filme disseram: Que filme chato!

Pode ser bom, mas o roteiro não faz “sentir” – e o cinema tem que fazer, não é mesmo? Nesse ponto, sou muito mais “O Escafandro e a Borboleta”, que mistura bem técnica e emoção.

Melhor roteiro adaptado
“O Escafandro e a Borboleta”
“Desejo e Reparação”
“Longe Dela”
“Sangue Negro”

Ator coadjuvante: Javier Bardem, por “Onde os Fracos Não Têm Vez”

Não podia ser diferente: “Onde os Fracos Não Têm Vez”, favorito ao Oscar de Melhor Filme, só é tão bom por causa de seu vilão, interpretado muito bem por Javier Bardem.

Ele dá o tom certo ao personagem, um psicopata assassino que mistura graça, raiva, frieza, dissimulação e muita maluquice. O filme nem foi indicado a melhor ator, só coadjuvante mesmo – a atuação do Javier encobre qualquer outra. Além de ele ser latino! :P

O prêmio era dele, não tinha como. O mesmo do Daniel Day Lewis, por “Sangue Negro”, que deve levar o prêmio de Ator, que fez uma atuação que deve entrar para a história do cinema, de tão boa!

Concorriam:
Casey Affleck (“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”)
Javier Bardem (“Onde os Fracos Não Têm Vez”)
Philip Seymour Hoffman (“Jogos do Poder”)
Hal Holbrook (“Na Natureza Selvagem”)
Tom Wilkinson (“Conduta de Risco”)