Página de Arquivos: Oscar

Feb27

Letra e tradução da música “Falling Slowly”, de “Once”


“Falling Slowly”, tema do filme irlandês “Once”, venceu o Oscar 2008 de Melhor Canção Original. A seguir, você confere a letra e a tradução dessa romântica música, composta e interpretada por Markéta Irglová e Glen Hansard - que também protagonizam a película. A canção é marcante e mostra como é possível se apaixonar aos poucos, lentamente, sem nem se dar conta disso - combinando bastante com a história de “Once”. Para ouvir de coração aberto.

Letra

Música, Letra e Interpretação: Markéta Irglová e Glen Hansard

I don’t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can’t react
And games that never amount
To more than they’re meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You’ve made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can’t go back
Moods that take me and erase me
And I’m painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It’s time that you won

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You’ve made it now
Falling slowly sing your melody
I’ll sing along

Tradução

Tradução livre: Claudia Fusco, Gabriela Brasileiro e Gustavo Jreige - www.outrosolhos.com.br

Eu não te conheço
Mas te quero
Ainda mais por causa disso
As palavras caem de mim
E sempre me enganam
E eu não consigo reagir
E jogos que não são
Mais do que parecem
Irão se desgastar sozinhos

Pegue este barco naufragante e o aponte para casa
Ainda temos tempo
Ressoe sua voz esperançosa, você tem uma escolha
E você a fez agora

Se apaixonando aos poucos, olhos que me conhecem
E eu não posso voltar atrás
Humores que me tomam e me anulam
E eu estou deprimido
Você já sofreu o bastante
E brigou consigo mesma
É hora de você vencer

Pegue este barco naufragante e o aponte para casa
Ainda temos tempo
Ressoe sua voz esperançosa, você teve uma escolha
E você a fez agora
Se apaixonando lentamente, cante sua melodia
Eu cantarei junto

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Feb24

Figurino: Elizabeth - A Era de Ouro


O Oscar começou com surpresa: Os críticos vinham falando bem mal do figurino desse filme, que, entretanto, acabou ganhando. Mais um épico para a história do prêmio.

Direção de Arte, outra categoria artística/técnica, deve ir para “Sweeney Todd”. Eu daria pelo menos, é um absurdo de bom.

Agora, no ar, momentos marcantes dos oitentas anos do Oscar, ao som da trilha de Titanic.

Concorriam:
“Across the Universe”
“Desejo e Reparação”
“Piaf - um hino ao amor”
“Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

Se você lê em inglês, veja também o blog oficial do Oscar, cobrindo ao vivo.

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Feb24

Oscar 2008: No tapete vermelho


É hoje, daqui a bem pouquinho. A maior festa do cinema mundial, o Oscar, chega a sua 80ª edição com uma bela seleção de filmes, mais artística do que nos demais anos. Com filmes que já nasceram clássicos, como “Sangue Negro”, com independentes de muito sucesso, como “Juno”, e com nenhum grande hit em categorias principais, o prêmio parece estar mais próximo aos cinéfilos de carteirinha, que realmente entendem de cinema, e menos do público. Eis um dilema: cinema é feito para ser visto e sentido ou para ser entendido? Um pouco de cada, certo?

Eu não entendo muito de cinema não, essa é uma paixão bem recente, que só costuma dar as caras nessa época do ano. Tentei ver os principais filmes, como fiz aqui no ano passado, mas não consegui ver tantos assim. Vi onze filmes (”Conduta de Risco”, “Onde os Fracos Não Têm Vez”, “Sangue Negro”, “Desejo e Reparação”, “Juno”, “O Escafandro e a Borboleta”, “No Vale das Sombras”, “Senhores do Crime”, “Sweeney Todd”, “Longe Dela” e “O Som do Coração”), o suficiente para completar as categorias Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado.

Nos próximos momentos, comentarei aqui e no Twitter a cerimônia e os premiados. Durante a semana, publicarei resenhas desses filmes e de outros que assistirei, ampliando o espaço do cinema aqui no blog. Agora, esses olhos estão voltados para a tela grande.

O tapete vermelho, transmitido pelo E!, mostrou o habitual - tirando um maluco querendo por tudo falar com o Ryan Secreast e dando um beijo na Jennifer Garner. Diversas estrelas das séries de TV também estão lá, inclusive a Miley Cyrus, a Hannah Montana, que apresentará um prêmio essa noite.

A Keri Russell, que virou estrela na série “Felicity” e é uma das minhas atrizes preferidas, já apareceu por lá, lindíssima. Até o meio do ano passado, todos os críticos apostaram nela e no filme “Garçonete” na disputa do Oscar. Não aconteceu - injustamente, que fique claro -, mas outro filme estrelado por ela, o fraco “O Som do Coração”, concorre em Melhor Canção - também injustamente, tenho que dizer.

A canção “Raise It Up”, de “O Som do Coração”, é a mais fraca de todas - não tem importância nem no filme. As três canções de “Encantada”, “Happy Working Song”, “So Close” e “That’s How You Know”, são bem melhores, mas duvido que levem - um fenômeno parecido com “Dream Girls - Em busca de um sonho” no ano passado, em que também foi indicada a três prêmios nessa categoria e saiu de mãos abanando. A minha favorita é “Falling Slowly”, do filme “Once”, que eu ainda não consegui assistir. A canção por si só é linda e comovente, deve levar.

Eis aqui os indicados nas principais categorias e meus favoritos, em negrito. Os filmes que eu não vi estão indicados com um asterisco.

Melhor filme

“Conduta de Risco”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”‘
“Sangue Negro”
“Desejo e Reparação”
“Juno”

Melhor diretor

Tony Gilroy (”Conduta de Risco”)
Jason Reitman (”Juno”)
Julian Schnabel (”O Escafandro e a Borboleta”)
Paul Thomas Anderson (”Sangue Negro”)
Ethan e Joel Coen (”Onde os Fracos Não Têm Vez)

Melhor ator

George Clooney (”Conduta de Risco”)
Daniel Day Lewis (”Sangue Negro”)
Tommy Lee Jones (”No Vale das Sombras”)
Viggo Mortensen (”Senhores do Crime”)
Johnny Depp (”Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”)

Melhor atriz

Cate Blanchet ( “Elizabeth: A Era de Ouro”) *
Julie Christie (”Longe Dela”)
Marion Cotillard (”Piaf - Um Hino ao Amor”) *
Laura Linney (”The Savages”) *
Ellen Page (”Juno”)

Melhor ator coadjuvante

Casey Affleck (”O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”) *
Javier Bardem (”Onde os Fracos Não Têm Vez”)
Philip Seymour Hoffman (”Jogos do Poder”) *
Hal Holbrook (”Na Natureza Selvagem”) *
Tom Wilkinson (”Conduta de Risco”)

Melhor atriz coadjuvante

Cate Blanchett (”Não Estou Lá”)*
Ruby Dee (”O Gângster”)*
Saoirse Ronan (”Desejo e Reparação”)
Amy Ryan (”Medo da Verdade”)*
Tilda Swinton (”Conduta de Risco”)

Melhor filme de animação

“Ratatouille” (Brad Bird) *
“Tá Dando Onda” (Ash Brannon and Chris Buck) *
“Persépolis” (Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud) *

Melhor roteiro adaptado

“O Escafandro e a Borboleta”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”
“Desejo e Reparação”
“Longe Dela”
“Sangue Negro”

Melhor roteiro original

“Juno”
“Lars and the Real Girl” *
“Conduta de Risco”
“Ratatouille” *
“The Savages” *

Melhor trilha sonora original

“Desejo e Reparação” (Dario Marianeli)
“O Caçador de Pipas” (Alberto Iglesias) *
“Conduta de Risco” (James Newton Howard)
“Ratatouille” (Michael Giacchino) *
“Os Indomáveis” (Marco Beltrami) *

Melhor canção original

“Falling Slowly” (Glen Hansard e Marketa Irglova - “Once”) *
“Happy Working Song” (Alen Menken e Stephen Schwartz - “Encantada”) *
“Raise It Up” (Jamal Joseph, Charles Mack e Tevin Thomas - “O Som do Coração”)
“So Close” (Alan Menken e Stephen Schwartz - “Encantada”) *
“That’s How You Know” (Alan Menken e Stephen Schwartz - “Encantada”) *

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Jan12

Greve de roteiristas e internet: a roda continua girando


Você já deve ter percebido que sou viciado em séries de televisão. Pois é, acompanho muitas até mesmo por questões profissionais e é bem complicado arranjar tempo para ver tudo – mesmo as séries que passam na televisão acabo tendo que ver no computador, porque não consigo conciliar meus horários com as grades de programação. Essa paixão toda começou há pouco tempo, uns três anos, e percebi que gostava muito desse assunto quando, em um site sobre seriados, vi uma listagem com a maioria das séries já produzidas e pensei: um dia ainda vou assistir a todas elas.

Talvez eu não chegue lá – nem quero mais, afinal, eu gosto da minha vida -, mas essa greve de roteiristas está sendo ótima para eu colocar minha lista de “para assistir” em dia – sem que, enquanto isso, uma outra lista se forme com os novos episódios. Para que eu consiga ver tudo que quero, a greve teria que durar mais uns cinco meses – o que, entretanto, certamente causaria danos terríveis a outras séries que adoro, como a nova Pushing Daisies, que ainda não garantiu uma segunda temporada e nem sabe se completará a primeira – que, antes da greve, havia sido confirmada.

A causa da paralisação dos roteiristas norte-americanos é justa: eles buscam uma maior participação nos lucros com as vendas de DVD e exibições na internet. Só que os custos que essa greve está tendo para os próprios manifestantes já superaram a diferença que eles exigem receber em um ano. É aquela coisa: perdem agora para recuperarem a longo prazo.

Hollywood está parada e calada e um número gigantesco de profissionais ligados à indústria do entretenimento televisivo e cinematográfico passa por uma grave crise financeira, graças à falta de atividades e a demissões temporárias, que podem atingir milhares de pessoas.

Apesar de todo o efeito negativo da greve nesses setores, os vilões continuavam sendo os produtores. Mas aí os atores, em solidariedade aos roteiristas, anunciaram boicote ao Globo de Ouro. A cerimônia, que já não teria roteiristas sindicalizados, acabou sem as estrelas e, por isso, não havia mais motivo para ser televisionada. O resultado foi o cancelamento, e os vencedores serão anunciados amanhã, em uma entrevista coletiva à imprensa transmitida por diversos canais – já que a exibição por uma só emissora, que lucraria financeiramente com isso, como estava previsto, irritou os roteiristas, que ameaçaram piquetes em frente ao local do evento.

A produção do Golden Globe e todo o mercado que o envolve, inclusive aqui no Brasil, acabaram sofrendo. Afinal, não haverá material de cobertura para milhares de veículos que já estavam preparados para isso, um prejuízo gigantesco, que só deve ser menor ao gerado por um eventual cancelamento do Oscar, cerimônia que, na verdade, está mais próxima do que os organizadores gostariam.

Intransigência, de ambos os lados, parece ser a tônica dessa greve. É isso que, associado à inabilidade de negociação, faz tudo ficar parado. São poucos os avanços até agora e as perspectivas, infelizmente, não são nada boas – apesar de um acordo para a realização do Oscar ser muito provável.

De qualquer forma, as séries que já haviam sido gravadas e que estrearam agora nos Estados Unidos, em meio a um monte de reprises, não estão fazendo sucesso, ao contrário do que se esperava. Os reality shows e os programas jornalísticos, que também aguardavam um aumento de audiência, não registraram tanta diferença assim.

Não duvido que nesse meio tempo as pessoas, assim como estou fazendo, acabem, cada vez mais, baixando da internet séries antigas ou que ainda não tinham visto, mantendo a roda girando, mas deixando de proporcionar dinheiro tanto aos “gananciosos produtores” quanto aos “injustiçados roteiristas”.

Na internet ninguém espera pelo oficial: Se alguém tiver como disponibilizar, o fará, e o mundo inteiro consumirá esse conteúdo, independentemente do resultado de qualquer greve, seja ela de roteiristas, de diretores ou de atores – e olha que estas duas últimas podem realmente acontecer em breve.

Isso não é bom para ninguém – nem mesmo para os viciados em séries e filmes que, apesar de poderem ver o material de arquivo, deixarão de ter coisas novas ou, pior, poderão ter que assistir a um final melancólico para o que gostam. E eu gosto demais de Scrubs para aceitar que isso aconteça.

Acaba logo, greve!

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OutrOs OlhOs, por Gustavo Jreige
SP - Brasil | Desde 03/02/2003





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